Atomic Bitchwax: Impulso musical compulsivo e antidepressivo

Resenha - Force Field - Atomic Bitchwax

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Por Ricardo Cunha
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Atomic Bitchwax é uma banda de New Jersey (USA), formada em 1993 e nasceu como um projeto paralelo (do baixista/vocalista Chris Kosnik e do baterista Bob Pantella) ao Monster Magnet. Atualmente complementado por Finn Ryan (guitarra), o grupo faz uma mistura de rock psicodélico setentista com rock progressivo moderno. A sonseira praticada pela banda é um trabalho sólido e Force Field os coloca num nível bem acima da média das bandas auto classificadas como "Stoner". A banda, que até bem pouco tempo era desconhecida do grande público, tem cerca de 25 anos dedicados ao rock n roll e 7 discos lançados.

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Force Field tem 12 faixas que, juntas, totalizam pouco mais de meia hora e - em tempos de "streaming" - isto é música para os meus ouvidos. Os caras se definem como "super stoner rock", que podemos concordar ou não, mas o fato é que Chris e Bob são membros efetivos de uma das bandas mais influentes do rock clássico e isso explica muita coisa sobre o som da Atomic Bitchwax. Eu diria que aqui, eles encontraram o contraponto perfeito para o trabalho realizado no Monster Magnet. [...] Musicalmente falando, num álbum em que a maioria das músicas varia de 2 a 3 minutos de duração, fica difícil fazer juízos de valor, mas talvez - e justamente por isso - me apaixonei pelo disco e não me sinto capaz de enxergar os defeitos (que provavelmente existem). De qualquer forma, os destaques são Alaskan Thunder Fuck, na qual a banda monstra seu nível literal de "foda-se"; Fried, Dyed And Layin To The Side, uma instrumental com a marca dos clássicos dos medalhôes do rock; Shell Of A Man", que é um ataque dirigido aos "nazistas metallhead" e Liv A Little, que remete a Black Night, do Deep Purple.

O trabalho foi produzido pela própria banda e, pelo resultado obtido podemos perceber que o nível de maturidade dos caras é alto. Este é, certamente, o seu melhor trabalho em 25 anos e o campo de força que dá nome ao disco pode ser uma forma literal de se referir ao paredão sonoro que quase podemos tocar ao apertar o play. Quanto às letras, o fato de a banda não se levar muito a sério também contribuiu para o grande resultado. Depois de ouvir o disco várias vezes, particularmente definiria o som do grupo como um "impulso musical compulsivo antidepressivo". Não há um único momento medíocre em todo o disco.

NOTA: 10,00.



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Sobre Ricardo Cunha

Apaixonado por música e estudante de Filosofia, juntou os interesses para escrever principalmente sobre rock e metal.

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