Atomic Bitchwax: Impulso musical compulsivo e antidepressivo
Resenha - Force Field - Atomic Bitchwax
Por Ricardo Cunha
Postado em 30 de maio de 2019
Nota: 10 ![]()
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O Atomic Bitchwax é uma banda de New Jersey (USA), formada em 1993 e nasceu como um projeto paralelo (do baixista/vocalista Chris Kosnik e do baterista Bob Pantella) ao Monster Magnet. Atualmente complementado por Finn Ryan (guitarra), o grupo faz uma mistura de rock psicodélico setentista com rock progressivo moderno. A sonseira praticada pela banda é um trabalho sólido e Force Field os coloca num nível bem acima da média das bandas auto classificadas como "Stoner". A banda, que até bem pouco tempo era desconhecida do grande público, tem cerca de 25 anos dedicados ao rock n roll e 7 discos lançados.
Force Field tem 12 faixas que, juntas, totalizam pouco mais de meia hora e - em tempos de "streaming" - isto é música para os meus ouvidos. Os caras se definem como "super stoner rock", que podemos concordar ou não, mas o fato é que Chris e Bob são membros efetivos de uma das bandas mais influentes do rock clássico e isso explica muita coisa sobre o som da Atomic Bitchwax. Eu diria que aqui, eles encontraram o contraponto perfeito para o trabalho realizado no Monster Magnet. [...] Musicalmente falando, num álbum em que a maioria das músicas varia de 2 a 3 minutos de duração, fica difícil fazer juízos de valor, mas talvez - e justamente por isso - me apaixonei pelo disco e não me sinto capaz de enxergar os defeitos (que provavelmente existem). De qualquer forma, os destaques são Alaskan Thunder Fuck, na qual a banda monstra seu nível literal de "foda-se"; Fried, Dyed And Layin To The Side, uma instrumental com a marca dos clássicos dos medalhôes do rock; Shell Of A Man", que é um ataque dirigido aos "nazistas metallhead" e Liv A Little, que remete a Black Night, do Deep Purple.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O trabalho foi produzido pela própria banda e, pelo resultado obtido podemos perceber que o nível de maturidade dos caras é alto. Este é, certamente, o seu melhor trabalho em 25 anos e o campo de força que dá nome ao disco pode ser uma forma literal de se referir ao paredão sonoro que quase podemos tocar ao apertar o play. Quanto às letras, o fato de a banda não se levar muito a sério também contribuiu para o grande resultado. Depois de ouvir o disco várias vezes, particularmente definiria o som do grupo como um "impulso musical compulsivo antidepressivo". Não há um único momento medíocre em todo o disco.
NOTA: 10,00.
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