RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

Como o Queen se virou nos trinta e ganhou o jogo que o AC/DC sequer tentaria, admite Angus

A banda que poderia ter chegado ao tamanho do Led Zeppelin, segundo Phil Collen

Os álbuns do Rush que são os prediletos de Regis Tadeu

"Eu acreditei que ia rolar": o dia que Regis Tadeu comprou Jéssica Falchi no Mastodon

O clássico do Metallica que James Hetfield considera "fraco": "Um enorme sinal de fraqueza"

Anthrax toca trecho de música nova durante show no Canadá

Nicko McBrain celebra indicação do Iron Maiden ao Rock and Roll Hall of Fame

A condição que o irmão de Andre Matos impôs para fazer teste na banda solo do cantor

Metal Hammer coloca novo álbum da Nervosa como um dos discos que você precisa ouvir em 2026

Primal Fear confirma apresentação em Belo Horizonte

Gastão Moreira diz que Phil Anselmo é um ótimo vocalista - apesar de ser um idiota

Loudwire lista 45 nomes que mereciam uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame

Músicos do Children of Bodom fazem show em homenagem a Alexi Laiho

Lamb of God lança "Blunt Force Blues", faixa de seu próximo disco

Jaqueta de Dinho é encontrada preservada em exumação e integrará memorial dos Mamonas Assassinas


Stamp
Bangers Open Air

Camelias Garden: Fina flor do rock progressivo italiano

Resenha - You Have a Chance - Camelias Garden

Por
Postado em 10 de abril de 2019

Nota: 10 starstarstarstarstarstarstarstarstarstar

Camelias Garden começou como projeto-solo do vocalista/tecladista/violonista/tamborinista Valerio Smordoni. Ele logo convidou o baixista/percussionista Marco Avallone e o guitarrista/violonista/ukulelista Manolo D'Antonio. Todo mundo no Camelias Garden é multi-instrumentista dos bons.

Em 2013, saiu o álbum de estreia, You Have a Chance. Como se não bastasse a proficiência instrumental do trio, chamaram convidados para tocar fagote, violino, violoncelo, flauta e percussões diversas. O resultado é riqueza instrumental, que comoverá fãs de folk prog dos anos 1970, especialmente os adoradores do fundamental Principe Di Un Giorno (1976), do Celeste. Mas, o Camelias Garden (CG) não é cópia, apenas parece conhecer bem e atua nos vetores determinados pelo PFM ou Harmonium.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Pastoral é o primeiro adjetivo que vem à cabeça para definir o suave som do CG, que, graças à diversificada instrumentação convidada, não resvala na mesmice do folk violonado nas dez faixas de You Have a Chance. Como não fazer comparações árcades em um álbum que abre com pássaros chilreando, em Some Stories? Os doces vocais em inglês e o violão dedilhado são constantes durante o álbum, mas, estão acompanhados por solos de outros instrumentos, dignos de derreter o coração. A melodia de Some Stores é reprisada como conclusão do álbum, mas, com letra distinta. O clima dessa vez chega ao quase ambient e a canção é salpicada de sons de grilos e água corrente de ravina, além de citações das faixas anteriores, de longe, como se sintonizadas num velho rádio AM.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Conforme indicam as barras no título, Dance Of The Sun/The Remark/Dance Of The Sun (Birth of the Light) é composta por seções, procedimento tão caro ao rock progressivo. Nem se trata de quilométrica suíte, são apenas seis minutos, mas que passam do folk medieval ao prog sinfônico, para finalmente retornar ao medieval dançante. Dá vontade de dançar ao redor de fogueiras de plenilúnios medievos.

Decididamente um álbum que agradará muito mais às almas gentis, o momento mais áspero está em We All Stand In Our Brokenn Jars. Fantástico solo de guitarra envigora a canção, não sem antes haver momentos de madrigais costurados entre violoncelo e outras cordas e teclas. Nesse e em outros momentos, Steve Hackett orgulhar-se-ia dos jovens ítalos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Por falar em Genesis, Camelias Garden é cem por cento indicável para fãs do grupo inglês. O clima pastoral do início da fase Gabriel prevalece em mais de uma faixa, mas a influência do início da era Collins também se sente. Os mais de nove minutos de Mellow Days praticamente funcionam como tributo aos ingleses, sem soar como cópia. Trata-se de melancólico folk sinfônico, com mudanças de tempo e solo de guitarra de emocionar. Há momentos em que um teclado à Firth Of Fifth convive com percussão de corredeira, como emThe Cinema Show. Fãs de sinfônico provavelmente escolherão Mellow Days como ápice de You Have No Chance.

Cheio de melodias memoráveis e assobiáveis, o folk do CG vem temperado com pop em The Withered Throne; precedido por clima de hino anglicano, em ‘Till The Morning Came e dialogando com a tecnologia setentista, dos teclados Hammond, em Knight’s Vow. Se bem que esses teclados analógicos estão por todo o álbum, dando-lhe sabor bem vintage, embora com produção clarinha da modernidade. A instrumental A Safe Haven é a mais destoante do conjunto, porque vem carregada pelo piano debussyano em alguns momentos. Logo se vê, que, neste caso, desviar não é prejudicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

O Camelias Garden evoca passeios por perfumados jardins e pode ser desfrutado no Bandcamp.

Ouvir no Bandcamp

Tracklist:
1. Some Stories (3:07)
2. Dance of the Sun/The Remark/Dance of the Sun (Birth of the Light) (6:16)
3. The Withered Throne (7:22)
4. We All Stand in Our Broken Jars (5:32)
5. A Safe Haven (3:40)
6. Knight's Vow (4:00)
7. Clumsy Grace (2:45)
8. Mellow Days (9:38)
9. 'Til the Morning Came (4:54)
10. Some Stories (Reprise) (3:47)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bad Religion
Manifesto


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Roberto Rillo Bíscaro

Roberto Rillo Bíscaro é professor universitário e edita o Blog do Albino Incoerente desde 2009.
Mais matérias de Roberto Rillo Bíscaro.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS