Rotten Filthy: a fé, espiritualidade e os cultos aos orixás

Resenha - Hierophant - Rotten Filthy

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Por Vitor Franceschini
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Foram três anos de espera, desde o excelente trabalho "Inhuman Sovereign", lançado em 2015 e que, como debut, abriu o caminho do Rotten Filthy no cenário nacional. O disco, que já mostrava a versatilidade da banda, possibilitou que tocassem em seu estado (Rio Grande do Sul), São Paulo e Rio de Janeiro, além de repercutir musicalmente bem.

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"The Hierophant" conta com a estreia do vocalista James Pugens em estúdio e, acima de tudo, mantém as características da banda que é focada no Thrash/Death Metal. Porém, é nítido o objetivo do quarteto em expandir sua música, e o que encontramos no novo disco é ainda mais versátil.

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A variação está praticamente em tudo, desde os riffs intrincados, passando pelas linhas duras e complexas de baixo, além de uma bateria que procura explorar ao máximo o possível o seu espaço. Isso gera uma música pesada, quebrada e com viradas insanas. O novo vocal acompanha essa versatilidade, ora gritando com êxito, ora pendendo para o gutural, mas principalmente colocando bastante sentimento nas músicas.

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Os temas de "The Hierophant" abordam a fé, espiritualidade e os cultos aos orixás, e mesmo diante do peso das composições, a banda consegue transmitir emoção em sua sonoridade, que inclusive é complexa. Mas não pense que as composições soam cansativas, pois são objetivas acima de tudo.

A produção de Bollet (Hecatombe) deixou a sonoridade mais aguda, dando um ar ainda mais abrangente ao Metal do Rotten Filthy, mas poderia ter deixado o timbre da guitarra mais sujo, para dar mais peso, porém é uma visão individual. No mais, ouça composições como Freezing Desolation, Monarchy of Bliss, Into a Sacred Rite e Tyet, seja feliz.

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Sobre Vitor Franceschini

Jornalista graduado tem como principal base escrever sobre Rock e Metal, sua grande paixão. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do blog Arte Metal, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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