Lana Del Rey: Mais roqueira, com a ajuda de Dan Auerbach
Resenha - Ultraviolence - Lana Del Rey
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 31 de março de 2019
Desde que Lana Del Rey surgiu, discute-se é fabricada, fantoche de executivo de gravadora, filha de rico brincando de ser diva anos 50. Em 2014, saiu seu terceiro álbum, Ultraviolence, coisa mais de manipuladora do que de manipulada.
A mudança em relação ao estardalhaço de Born to Die é coisa de quem é dona do nariz. Se não, por que abandonar a fórmula mais acessível da estreia, com seus elementos popeantes de trip e hip hop, em favor de uma produção mais blues, jazz e até rock? Não que Ultraviolence seja hermético, mas há menos trechos imediatamente assobiáveis e grudentos à primeira ouvida do que em Born. Para conseguir efeito mais rocker, Lana escolheu Dan Auerbach para a produção.
A versão deluxe possui dezesseis faixas. Lana segue cantando sobre relacionamentos com homens tóxicos, sobre grana, poder, sexo, tristeza e diversos símbolos contraditórios/deteriorados do Sonho Americano, no mundo de Del Rey, asfixiado por álcool e desilusões e, em Ultraviolence, até por solos de guitarra, como em Shades of Cool, que assinala com maestria o deslocamento para orquestração suntuosa, ainda que mais esparsa do que costumava ser, por mais antitética que possa soar tal afirmação.
Canções com trechos grudentos começam a aparecer a partir da faixa quatro, Brooklyn Baby. Em meio a tantas personagens sofredoras, as ótimas Money, Glory, Power e Fucked My Way to the Top trazem femme fatales lutando com as armas que a natureza lhes deram para vencer num mundo dominado por machos. Sem contar os refrões cantaroláveis, como os diversos contidos em Born. Não há vez que não ouça a lentaça linda Old Money que não emende os primeiros versos aos de A Time for Us, do Romeu e Julieta do Zefirelli lá do ocaso dos anos 1960.
Enfim, Lana Del Rey realizou um grande álbum, que provavelmente não convenceu os detratores, mas, à época, quem se importava com eles?
Outras resenhas de Ultraviolence - Lana Del Rey
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
O pior disco do Kiss: Paul Stanley escolhe dois, e Marty Friedman discorda
O que Ronnie James Dio disse a Scott Ian cinco anos depois de um envelope por baixo da porta
A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
O disco mais odiado do Metallica que Jimmy Page e Jack White adoraram
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
A música do Slayer que produtor Ross Robinson considera tão boa quanto "Angel of Death"
Por que Nick Mason acha que o Pink Floyd teria sido uma péssima banda de heavy metal
O nome em "Livin' on a Prayer" que Jon Bon Jovi vetou: "Não posso cantar"
Ringo Starr teve sua carreira arruinada após os Beatles lhe darem uma música
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
Vocalista reflete sobre onda de haters contra o Greta Van Fleet
A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento
A importante música da Legião Urbana com título que mexeu com os militares e rodou o mundo
Metal Rules: Os 100 melhores discos da História do Metal
O impagável apelido que Andre Matos deu a Luis Mariutti por sua pontualidade

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



