In Flames: Battles é uma batalha contra o passado
Resenha - Battles - In Flames
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de fevereiro de 2019
Baterista do Exodus, Tom Hunting conta como é a vida sem estômago
Nota: 7 ![]()
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O décimo segundo álbum de estúdio do IN FLAMES, "Battles", veio ao mundo em novembro de 2016. Foi o primeiro disco da banda gravado pelo baterista Joe Rickard (que substituiu Daniel Svensson), e o último a contar com Peter Iwers no baixo.
Quem ouviu o controverso "Siren Charms", lançado em 2014, sabe que a banda não demonstrava muita vontade de gravar alguma coisa que lembrasse os trabalhos mais antigos. E se você for ouvir "Battles" com esse pensamento (que aliás, se fosse sepultado em "A Sense Of Purpose", pouparia muitas frustrações), vai cair do cavalo. Por outro lado, se você encarar o disco como o lançamento de uma banda alternativa (o que o IN FLAMES se tornou, faz tempo), pode se divertir, já que o disco está longe de ser uma tragédia, apesar de algumas derrapadas.
O esquema do disco é aquele mesmo dos lançamentos anteriores: um som moderno, bons riffs, um refrão que gruda na cabeça aqui, outro mais forte ali, solos bem construídos, alguns barulhinhos esquisitos, umas batidas eletrônicas, vários efeitos nos vocais, e por aí vai. Isso é ruim? Depende de quem ouvir. Os mais radicais, obviamente, vão seguir a cartilha do fã padrão, e odiar (o que já devem fazer desde "Reroute To Remain"). Quem é um pouco mais flexível, vai perceber que a banda conseguiu fazer um trabalho que se não é o melhor da carreira (mas nem fodendo), ao menos é criativo.
O disco conta com músicas mais pesadas, como "Drained", "The End" (que parece música de abertura de anime, ou de jogo de vídeo game), a curta faixa título, "Before I Fall","Through My Eyes" (que apesar de tentar soar pesada, poderia claramente ser tema de algum personagem de "Malhação"), "Greatest Greed" e "Us Against The World", que aliás, conta com um ótimo refrão.
Também há espaço para as músicas mais cadenciadas, como "Wallflower", "Like Sand" e a balada "Here Until Forever". Aliás, essas três mostram que os caras conseguem criar belas composições quando colocam a melancolia na receita.
Infelizmente, outros momentos de "Battles" não são exatamente tão bacanas. Um exemplo disso é a enfadonha "The Truth", que eu considerava a coisa mais constrangedora já escrita pela banda, até o surgimento da medonha "(This Is Our) House". A outra música que recebe a medalha de lata é "Save Me", que é uma das coisas mais cafonas que eu já ouvi na minha vida.
Não, não estamos diante de um disco de Melodic Death Metal. Não, não estamos diante de um novo "Clayman", e isso jamais vai acontecer, afinal de contas, se existe algo que o IN FLAMES não faz, é se copiar.
A qualidade dos músicos envolvidos ajuda a tornar o disco melhor. O mesmo pode se falar da ótima produção.
Depois do apito final, pode se concluir que "Battles" é um disco que olha para o futuro, mas sem se preocupar muito com o passado.
Outras resenhas de Battles - In Flames
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