In Flames: Battles é uma batalha contra o passado

Resenha - Battles - In Flames

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Por Mateus Ribeiro
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O décimo segundo álbum de estúdio do IN FLAMES, "Battles", veio ao mundo em novembro de 2016. Foi o primeiro disco da banda gravado pelo baterista Joe Rickard (que substituiu Daniel Svensson), e o último a contar com Peter Iwers no baixo.

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Quem ouviu o controverso "Siren Charms", lançado em 2014, sabe que a banda não demonstrava muita vontade de gravar alguma coisa que lembrasse os trabalhos mais antigos. E se você for ouvir "Battles" com esse pensamento (que aliás, se fosse sepultado em "A Sense Of Purpose", pouparia muitas frustrações), vai cair do cavalo. Por outro lado, se você encarar o disco como o lançamento de uma banda alternativa (o que o IN FLAMES se tornou, faz tempo), pode se divertir, já que o disco está longe de ser uma tragédia, apesar de algumas derrapadas.

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O esquema do disco é aquele mesmo dos lançamentos anteriores: um som moderno, bons riffs, um refrão que gruda na cabeça aqui, outro mais forte ali, solos bem construídos, alguns barulhinhos esquisitos, umas batidas eletrônicas, vários efeitos nos vocais, e por aí vai. Isso é ruim? Depende de quem ouvir. Os mais radicais, obviamente, vão seguir a cartilha do fã padrão, e odiar (o que já devem fazer desde "Reroute To Remain"). Quem é um pouco mais flexível, vai perceber que a banda conseguiu fazer um trabalho que se não é o melhor da carreira (mas nem fodendo), ao menos é criativo.

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O disco conta com músicas mais pesadas, como "Drained", "The End" (que parece música de abertura de anime, ou de jogo de vídeo game), a curta faixa título, "Before I Fall","Through My Eyes" (que apesar de tentar soar pesada, poderia claramente ser tema de algum personagem de "Malhação"), "Greatest Greed" e "Us Against The World", que aliás, conta com um ótimo refrão.

Também há espaço para as músicas mais cadenciadas, como "Wallflower", "Like Sand" e a balada "Here Until Forever". Aliás, essas três mostram que os caras conseguem criar belas composições quando colocam a melancolia na receita.

Infelizmente, outros momentos de "Battles" não são exatamente tão bacanas. Um exemplo disso é a enfadonha "The Truth", que eu considerava a coisa mais constrangedora já escrita pela banda, até o surgimento da medonha "(This Is Our) House". A outra música que recebe a medalha de lata é "Save Me", que é uma das coisas mais cafonas que eu já ouvi na minha vida.

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Não, não estamos diante de um disco de Melodic Death Metal. Não, não estamos diante de um novo "Clayman", e isso jamais vai acontecer, afinal de contas, se existe algo que o IN FLAMES não faz, é se copiar.

A qualidade dos músicos envolvidos ajuda a tornar o disco melhor. O mesmo pode se falar da ótima produção.

Depois do apito final, pode se concluir que "Battles" é um disco que olha para o futuro, mas sem se preocupar muito com o passado.

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