In Flames: Voltando mais pesado que no disco anterior
Resenha - Battles - In Flames
Por Junior Frascá
Postado em 04 de janeiro de 2017
Como disse na resenha do álbum anterior do IN FLAMES, "Siren Charm", a banda, principal precursora do death metal melódico sueco, cresceu muito e angariou uma legião de fãs mundo afora, conseguindo um contrato com uma major, e tendo mudado sua sonoridade. E mudou tanto que muitos dos antigos fãs sequer reconhecem na banda qualquer semelhança com o antigo IN FLAMES, que revolucionou a cena do metal extremo em meados dos anos 90. E digo novamente, caro amigo leitor, você tem duas opções ao ouvir os novos álbuns dos caras: compará-los com os primórdios da banda (e, já adianto, se decepcionar miseravelmente), ou procurar escutá-los com a mente aberta, e procurar vislumbrar o que essa nova fase tem a oferecer.
Em "Battles", 12° disco da banda, temos um pouco mais de peso que no álbum anterior, com os elementos mais metálicos flertando com vários experimentalismos, inclusive com diversas influências mais comerciais, o que torna o som da banda, sem dúvida nenhuma, mais acessível, porém sem deixar de lado suas raízes na música pesada.
Enfim, é claramente uma fase da banda que visa um mercado mais abrangente, inclusive o mercado norte americano.
A produção limpa e cristalina de Howard Benson e Mike Plotnikoff colabora também para esse clima mais comercial do trabalho, sendo uma das melhores qualidades sonoras já conseguidas pela banda em todos os anos de carreira.
Embora existam aqui diversos riffs metálicos bem interessantes, e resquícios de vocais mais guturais por parte de Andres Fridén, como na trinca de abertura, formada pelas ótimas "Drained", "The End" e "Like Sand", e em "Under My Skin" e "Through My Eyes", a tendência maior aqui é algo mais variado e introspectivo, com melodias fortes, soturnas e energéticas, refrãos pegajosos e arranjos muito bem construídos.
"In My Room" (que tem um belíssimo solo), "Save Me" e "Battles", são exemplos de faixas experimentais bem interessantes, retratando bem essa nova fase do IN FLAMES.
Vale mencionar que, em todo o álbum, o trabalho de vozes chama a atenção, com diversos coros sobrepostos, muito bem encaixados, como nunca usados anteriormente pela banda, e fazendo toda a diferença por aqui.
A versão nacional do álbum, lançada pela Shinigami Records, traz ainda dois bônus, "Greatest Greed" e "Us Against the World"
Portanto, não adianta comparar "Battles" com clássicos como "Clayman", "Colony" ou "Soundtrack to Your Escape", até porque hoje a proposta da banda é outra, e a banda tem todo o direito de mudar (e você de não gostar!). Mas se você estiver disposto a ouvir o trabalho com a mente aberta, sem comparar com o passado, certamente encontrará um trabalho viciante, que tem seus tropeços mas, no geral, exara música de qualidade, independente de estilos.
Battles – In Flames
(2014 – Shinigami Records)
Tracklist:
1. Drained
2. The End
3. Like Sand
4. The Truth
5. In My Room
6. Before I Fall
7. Through My Eyes
8. Battles
9. Here Until Forever
10. Underneath My Skin
11. Wallflower
12. Save Me
Bônus:
13. Greatest Greed
14. Us Against the World
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