Ghost: Ousadia e experimentalismo elevam o patamar da banda
Resenha - Prequelle - Ghost
Por Mateus Ribeiro
Postado em 11 de fevereiro de 2019
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Lançado em junho de 2018, "Prequelle" é o quarto disco de estúdio do GHOST, controversa banda capitaneada por Tobias Forge. Aliás, esse foi o primeiro registro gravado depois que foi revelado que o músico sueco era o líder da parada. Bom, a verdade é que todo mundo sabia disso, mas não existia até então uma confirmação oficial.
A banda dispensa apresentações,mas caso você queira saber de quem estou falando,o GHOST é aquela banda formada por caras que se vestem com aquela roupa macabra, tocam aquele som acessível, o que provavelmente já foi a justificativa utilizada por alguém que você conhece para dizer que não gosta da banda.
O disco manteve as opiniões dos fãs e dos "haters": quem gosta, vai continuar gostando, e quem não gosta, vai continuar rasgando as cuecas e calcinhas, e enchendo o peito pra soltar toda aquela conversa fiada sobre o visual da banda (tão construtiva quanto aqueles debates em programa de fofoca).
Dito isso, vamos ao que interessa. O disco começa com "Ashes", uma introdução perturbadora, que abre caminho para a ótima "Rats", um dos destaques do disco, e que possivelmente, vai se tornar um dos maiores clássicos da banda. Uma música que apesar de algumas pitadas mais "pop", não perde o peso, e termina com um riff pesado.
A terceira faixa, "Faith", já vai um pouco na linha dos primeiros discos, e conta com aquele clima de suspense característico do GHOST. O final da música é uma espécie de introdução para "See The Light", uma bela "balada" pesada e com uma letra um tanto quanto controversa.
A ótima "Miasma" fecha a primeira metade do disco com chave de ouro. A música em questão é uma instrumental extremamente bem construída, que conta até mesmo com um saxofone em seu final. Um dos melhores momentos de "Prequelle", sem dúvida.
A segunda parte do play já começa com outra maravilha, a grudenta "Dance Macabre", que tem tudo pra virar aquela música que você vai utilizar como cartão de visitas quando alguém quiser conhecer a banda. Aliás, "Dance Macabre" é um perfeito exemplo de que a música pesada pode ser acessível sem cair no campo da mesmice, ou então, naquele papo enfadonho de que "a banda se vendeu". O clipe da música, aliás, é sensacional.
A última parte do disco começa com a ótima "Pro Memoria", que poderia ser trilha de algum filme de terror. Uma das músicas mais envolventes de todo o disco, e a presença de violinos só a torna mais atraente para os ouvidos. "Witch Image" é outra grande composição, com destaque para o refrão.
"Helvetesfönster" é mais uma instrumental, é a música que mais conta com misturas e experimentos, em um disco marcado pela ousadia. Insanidade total, uma música que parece uma mistura de LSD com folk.
O último ponto do busão de Tobias é "Life Eternal", que apesar de legal, é um pouco enjoativa, muito pelo seu final, um pouco "manjado". De qualquer forma, não chega a comprometer.
No final das contas, "Prequelle" é o trabalho mais maduro e ousado do GHOST. Conforme dito no início do texto, não vai fazer com que a banda se torne querida por parte de quem não é fã. Por outro lado, talvez faça com que seus seguidores passem a gostar mais ainda do trabalho da banda, muito pela coragem que Tobias teve em colocar no disco tantos elementos experimentais e diferentes do usual.
Vale lembrar ainda que a banda gravou dois covers improváveis, aumentando a vasta lista:"It´s A Sin" (Pet Shop Boys) e "Avalanche" (Leonard Cohen). As músicas podem ser encontradas em edições especiais do disco.
Apesar de não ser uma cópia gourmet de Led Zeppelin, e mesmo que o GHOST não seja a salvação do rock, "Prequelle" é um disco genial, e merece ser ouvido.
Outras resenhas de Prequelle - Ghost
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
Twisted Sister confirma que fará shows com Sebastian Bach nos vocais
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
Com orçamento apertado na atual turnê, Incantation pede comida aos fãs
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
Spiderweb - supergrupo de prog com membros do Genesis, Europe e Angra lança single beneficente
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
Os 11 melhores letristas do black metal de todos os tempos, segundo a Loudwire
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Em biografia, atriz de Hollywood admite ter dispensado Brad Pitt por Sebastian Bach

Ghost: o metal encontra o pop em um disco perfeito

Família fez Tobias Forge dar uma pausa nas atividades do Ghost
Tobias Forge explica ausência da América do Sul na atual tour do Ghost
As melhores músicas românticas de 11 grandes bandas de metal, segundo o Loudwire
Citando "João 2: 16", Ghost lança videoclipe para a música "Umbra"
Tobias Forge diz que shows do Ghost têm semelhanças com apresentações de Lady Gaga
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal


