RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

O clássico do Deep Purple que apresentou Bruce Dickinson ao mundo do rock

Os guitarristas que influenciaram Tony iommi, fundador do Black Sabbath

Quando Axl Rose deixou os Rolling Stones plantados esperando por três horas

Justin Hawkins (The Darkness) volta a defender críticas feitas a Yungblud

Loudwire lista álbuns de rock e metal que completam 30 anos em 2026; "Roots" fica de fora

"Enter Sandman", do Metallica, está prestes a atingir marca impressionante no Spotify

Alchemia - morre o tecladista Wally D'Alessandro

Os 5 melhores álbuns de grunge dos anos 1980, segundo a Loudwire

A curiosa mensagem em código Morse que o Dream Theater "escondeu" em "In the Name of God"

Benediction confirma show em São Paulo para outubro

Cinco curiosidades sobre o In Flames, destaque do Bangers Open Air 2026

John Bush afirma que novo disco do Armored Saint é "matador"

O legado que Jimmy Page gostaria de deixar para a história; "É isso que importa de verdade"

O baixista que, para Geddy Lee, está acima de Paul McCartney - e que o próprio Paul não nega

Por que o Pink Floyd recusou proposta de US$ 250 milhões por reunião?


Bangers Open Air
Dish Carpens

Amora Pêra: Batucada iorubá psicodélica

Resenha - A Dúpé; Nós agradecemos em Iorubá - Amora Pêra

Por
Postado em 09 de agosto de 2018

Amora Pêra é filha de Gonzaguinha e da Frenética Sandra Pêra. Longe crer que talento seja geneticamente transmitido, mas ser neta do Rei do Baião e sobrinha de uma das atrizes mais respeitadas de sua geração proporcionou ambiente favorável para que tivesse acesso a manifestações culturais e desenvolvesse inclinações artísticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

Integrante do trio Chicas, desde 1996, ano passado plantou carreira-solo com o álbum A Dúpé — Nós agradecemos em Iorubá. Em entrevista de 2011, Amora disse que seu nome frugal jamais lhe constrangeu. O máximo que acontecia eram chamarem-na de salada de fruta.

No país extremamente segregacionista, mas que adora projetar imagem de democracia cordial, A Dúpé utopicamente metaforiza a salada de frutas que gostaríamos que fosse a nação, onde um sabor completasse o outro e não houvesse um que sobrepujasse os demais. Xangô come Afrodite nesse universo sônico texturalmente rico de psicoodelia ioruba.

São quatorze faixas, onde spoken word é embalada por canto de cigarra (Amandla Is Nie Dood Nie) e poesia cercada por canto ritual indígena (Iláborigenis). Mas, não é só falação, há muita música boa e densa em A Dúpé.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

A abertura Peço e Posso sintetiza o todo: abre etérea, mas logo vem batuque afro coexistindo com distorcidas guitarras de ácida psicodelia, que informa também o final de De Quem Vai. Por mais ioruba que essa superplugada (diria Tulipa Ruiz) geração urbanita se pretenda, a influência do Tio Sam é tentacular, daí o bilinguismo do indie rock Newsome e as letras em inglês na apenas vocálica e meio spiritual When I Die e no blues alternativo de Belong.

Fãs de MPB com letras de perscrutação emocional e interpretação dramática à "Atrás da Porta", delirarão com a belezura de Quem Encorajaria. Tá Na Cara é meio Marisa Monte anos 90, embalada por atabaques. Vê Lá Nunca Mais dá show de violão flamenco e Canto Cigano de Uma Noite já traz sua marca de nascimento no título. Mas, nada nunca é tão simples em É Dúpé. Esses estilos estão mixados com outros. Playground parece caixinha de música lúdica para criança, mas começa a experimentar, assim como o coro afro do lamento Lágrimas do Sul não é bem-comportado e subserviente. Ouça focando nas vozes ao fundo e veja como se rebelam em relação à principal. Ficou mais orgânica do que a original do algo ligado-no-piloto-automático álbum de Milton Nascimento, de 1985, de onde foi extraída.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Melada com a forte voz de Amora Pêra, que tem hora parece cantar sorrindo, essa salada de frutas é colorida e suculenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Roberto Rillo Bíscaro

Roberto Rillo Bíscaro é professor universitário e edita o Blog do Albino Incoerente desde 2009.
Mais matérias de Roberto Rillo Bíscaro.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS