Spacetime Ripples: primeiro álbum da banda mineira chega com força
Resenha - Legend of Creation - Spacetime Ripples
Por César Rezende
Postado em 20 de abril de 2018
Nota: 10 ![]()
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Os mineiros da banda The Spacetime Ripples compuseram um álbum que inicia-se com a faixa que dá nome ao novo trabalho - "Legend os Creation" -, propiciando ao ouvinte uma introdução intensa, arrastada e pesada como um belo exemplo de doom metal. O contrabaixo é o instrumento de destaque desta música, visto que as cordas de alto calibre em baixa afinação trastejam ferozmente aumentando a intensidade da música.

Logo em seguida a faixa "I Got Music" traz consigo o riff matador de guitarra abrindo os trabalhos de forma análoga ao Zakk Wylde nos tempos primórdios de sua atuação ao lado de Ozzy Osbourne. A música apresenta também uma pegada de rock psicodélico, que repentinamente, interrompe-se e retorna com o empolgante refrão. O destaque dessa faixa vai para as 6 cordas pela pegada firme, passagens de nota com trechos de escalas bem executados e criatividade.
A terceira canção - "Freedom Fight" - segue a linha instrumental de sua antecessora, porém com um show a parte de vocalização e técnicas de canto que vão além do tradicional trabalho realizado costumeiramente por bandas que tocam o estilo stoner rock. Nota-se claramente influências de Robert Plant pois é utilizada técnica de drive de voz nos aumentos de tom de vocalização enquanto, ao descer o tom para acompanhar os momentos da banda, o vocalista expressa-se com uma voz limpa. Tal técnica exige estudo e dedicação, visto que executar tal recurso de forma inversa é mais fácil.
"Against The Wall" segue uma linha mais voltada para o post-grunge porém, sem perder no quesito qualidade. Novamente o vocal mostra-se como ponto forte da canção.
O ouvinte então, ao desfrutar a quinta faixa, depara-se com teclado utilizando sintetizador e efeitos nos vocais que fazendo com que soem de forma semelhante aos gravados na década de 40. Tal aspecto torna a música "So Alive" uma peça fundamental num álbum que mostra-se stoner, alternativo e psicodélico.
"High All The Time" é, em primeiro momento, um exemplo de post-grunge empolgante e evolui para uma mistura instrumental com influências de heavy metal e new metal, acompanhado por um vocal grunge que relembra as bandas de Seattle do início dos anos 90.
A bateria pulsante, com chimbal e bumbo soando concomitantemente, acompanhada pela guitarra psicodélica e baixo bem marcado engrandecem a música "Don't Mind" e dá sequencia ao disco mantendo-o coeso e coerente com a proposta da banda.
A penúltima faixa " Single Day" possui uma pegada new metal em compasso lento lembrando bastante o trabalho grandioso de bandas como por exemplo o Limp Bizkit.
O álbum chega ao fim com um belo riff de guitarra, bem ao estilo stoner rock, acompanhado de um vocal vibrante, bateria bem marcada e contrabaixo realizando as passagens com oitavas. O drive de guitarra utilizado foi uma feliz escolha para a música de encerramento deste belo disco - "Fool On Fire".
Track-list do CD:
1. Legend of Creation
2. I Got Music
3. Freedom Fight
4. Against The Wall
5. So Alive
6. High All The Time
7. Don't Mind
8. Single Day
9. Fool On Fire
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