The Derision Cult: Em busca do equilíbrio sonoro
Resenha - No Esteemed Deeds - Derision Cult
Por Marcelo Hissa
Postado em 24 de março de 2018
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
No Esteemed Deeds é o mais recente lançamento da banda oriunda de Chicago composta por um homem só (Dave McAnally), The Derision Cult. De julho de 2014 até hoje o prolífico músico lançou 11 álbuns. O que No Esteemed Deeds oferece é metal industrial tão carregado no eletrônico e na postura obscura que por ventura se passa por Darkwave. As músicas são repletas de samples, principalmente vocais, coisa que o White Zombie já fazia na década de 90.
Slaves abre com vocais abafados, mas evoluem para a clareza quando a agressividade desponta, junto ela traz guitarras carregadas e bateria retumbante. A produção mais crua dá um aspecto de "ao vivo", contudo para um som que se utiliza de vários elementos concorrendo por espaço, uma produção mais apurada talvez criasse um feeling mais coeso. A grande dualidade de todo álbum reside no equilíbrio da utilização de elementos eletrônicos com passagens de rock pesado. Albatross abraça mais o lado sombrio industrial, facilmente classificado como darkwave. Por outro lado a faixa Get Out! é empolgante do início ao fim exatamente por concentrar todas as energias em criar riffs e ritmos (ainda que não abra mão dos acessórios eletrônicos) Essa proporção é melhor fracionada em algumas faixas como Bring out the Dead que poderia perfeitamente ter sido criada por Rob Zombie e The First Day que alterna o som obscuro com passagens mais cheias de suspense. O maior destaque é Sunlight que investe em riffs de guitarras grooveadas (a la Rammstein) e se utiliza de distorções para criar um ambiente caótico empolgante.
Ao contrário do que muitos pensam, criar um som industrial harmônico é muito difícil, vai muito além da tarefa de inserir samples aleatórios em músicas criadas com instrumentos convencionais. A proporcionalidade de sintético e visceral é o grande equilíbrio que toda banda de industrial almeja. E quando um homem só toca todo o barco o trabalho se torna hercúleo, isso já é motivo suficiente para The Derision Cult ter sua chance.
TrackList
1. Slaves 06:51
2. Get Out! 04:05
3. Bring Out The Dead 04:14
4. Rocket Man 05:29
5. Pussy Grabs Back 03:48
6. One Generation 04:26
7. Legion 03:02
8. Albatross 04:06
9. The First Day 04:09
10. Sunlight 04:04
11. Shithole Country 02:52
Versão em inglês:
http://reviewscds.blogspot.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
A canção pop com "virada de bateria" que Ozzy Osbourne achava o máximo da história da música
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
Por que não há músicas de Bruce Dickinson em "Somewhere in Time", segundo Steve Harris
Os 5 melhores álbuns de grunge dos anos 1980, segundo a Loudwire
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
O clássico do Deep Purple que apresentou Bruce Dickinson ao mundo do rock
A banda que Steve Harris aprendeu a gostar, mas quando conheceu achou que era "uma cópia"
O gesto de Cazuza aos 2'47s no show que entrega significado obscuro de trocadilho em hit
O lendário guitarrista que deixou Rod Stewart cheio de medo de dividir o palco


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



