Seventh Sign From Heaven: o Piaui apresenta o fino do Metal clássico
Resenha - Judgement Of Egypt - Seventh Sign From Heaven
Por Bruno Rocha
Postado em 11 de fevereiro de 2018
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Heavy Metal tradicional e com muito peso que serve de trilha sonora para histórias épicas e letras otimistas é o que apresenta a banda piauiense SEVENTH SIGN FROM HEAVEN, oriunda da Capital do Mel, Picos. Fundada no ano de 2016, o grupo formado por Mark Neiva (vocais, guitarras), Álvaro MkBrian (guitarras), Zinha Soares (contrabaixo) e Filim Nascimento (bateria) lançou seu primeiro registro oficial, "Judgement Of Egypt", no ano de 2017, o qual será o objeto de análise deste artigo.
Antes de tratarmos da musicalidade do tal deste objeto, não se pode deixar de falar primeiro do ótimo bom-gosto e acabamento do material físico diponibilizado pelo trabalho. Uma bela e chamativa capa (obra de Marcus Lorenzet) que mostra o Egito em chamas serve como primeiro impacto visual da embalagem em digipack. E as benditas chamas que adornam a arte de capa parecem metaforizar o som do grupo. Como explicitado no parágrafo acima, o Seventh Sign From Heaven pratica Metal tradicional com influências (óbvias) de Iron Maiden, Judas Priest e mesmo pitadas de Savatage. Completamente sem firulas ou exibicionismos técnicos desnescessários, o som do grupo piauiense pode ser curtido e absorvido sem maiores dificuldades, como o trânsito do Nilo a percorrer o Egito.
Outro detalhe que reforça o teor desta última característica é o ótimo trabalho de produção. Carlos Magno, o diretor da banda em estúdio, conseguiu extrair o melhor que a banda poderia ofertar deixando as guitarras pesadas e o contrabaixo bem audível, ambas protagonizando um empolgante duelo (ou truelo, como dizia João Grilo). O serviço de som prestado no Magnus Stúdio também favoreceu a segura bateria e os vocais de Neiva, que nem ficaram baixos, nem se sobressairam demais sobre o instrumental. A sujeira essencial do Heavy Metal também não foi esquecida.
Ou seja: terreno perfeito para que as pestes egípcias sejam testemunhadas pelo ouvinte.
"Judgement Of Egypt", lançado em formato EP, traz cinco composições, sendo que a primeira delas, a faixa-título, é um peso-pesado cadenciado que faz bem o seu papel de chegar derrubando portas com uma voadora, dada sua posição estratégica de primeira faixa. Um certo odor de mofo oitentista (cheira muito bem, por sinal) é sentido na faixa "The Devil Fears Your Name", com uma lembrança de Running Wild. Esta faixa se encerra calmamente, emendando na seguinte, "Paid On The Cross", que se inicia com base limpa de guitarra e um solo de poucas e tocantes notas. Logo após, o peso e a levada cadenciada tomam conta do pedaço. Os arranjos desta música e as linhas vocais fariam "Paid On The Cross" se encaixar perfeitamente em qualquer um dos três primeiros álbuns-solo de Blaze Bayley.
E isto é um grandissíssimo elogio!
Agora um desafio fácil para o ouvinte: cante "Free Bird", do Lynyrd Skynyrd, em cima da introdução em violão da faixa 4, "Pain In Your Eyes". Os acordes-bases são os mesmos, algo normal para uma música que busca na simplicidade a sua eficácia. O EP se encerra com a maideniana "The Return", levada em cavalgadas como as de Faraó a perseguir o fugitivo povo hebreu antes de perecer naufragado nas paredes aguadas do Mar Vermelho. "The Return" ganhou clipe.
A banda é composta por quatro instrumentistas bastante competentes que procuram mostrar a força em conjunto nas suas composições. A dupla Soares/Nascimento se mostra bastante coesa, criando fortes alicerces para que os guitarristas Neiva e MkBrian apresentem seus solos e arranjos dobrados com maestria e segurança. Falando em Mark Neiva, o mesmo possui um ótimo timbre de voz, que pode ser ainda melhor aproveitado se o cantor explorar mais melodias vocais. Em alguns momentos, como na faixa-título, a linha vocal retilínea cansa um pouco. A menos deste ínfimo detalhe, a banda está no caminho certo em busca de sua identidade musical. Basta deixar o Iron Maiden um pouquinho de lado e usar os talentos individuais em prol do "som do Seventh Sign From Heaven". Insumos e talento para tal desafio a banda possui.
Judgement Of Egypt - Seventh Sign From Heaven (independente, 2017)
Tracklist:
01. Judgement Of Egypt
02. The Devil Fears Your Name
03. Paid On The Cross
04. Pain In Your Eyes
05. The Return
Line-up:
Mark Neiva - vocais, guitarras
Álvaro Mkbrian - guitarras
Zinha Soares - contrabaixo
Filim Nascimento - bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Em clima de Copa do Mundo, Angra lança videoclipe da releitura de "Pra Frente Brasil"
A música em que Dio disse ter cantado "como uma garota"
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
A música de Dio que ele achava que Ozzy Osbourne não conseguiria cantar
Max Cavalera e Andreas Kisser usaram uma guitarra e uma palheta nas gravações de "Schizophrenia"
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
A banda que Brian May achava que deveria ter sido gigantesca; "Eles foram nossos mentores"
As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
Os 20 melhores álbuns lançados em 1999, segundo lista da Metal Hammer
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Charles Gavin critica Nicolás Otamendi, zagueiro da seleção argentina
A melhor banda de rock de todos os tempos, segundo o ator Pedro Pascal
O dia que João Gordo xingou Ayrton Senna por piloto se recusar a dar entrevista a ele
Dave Mustaine: "Lars Ulrich não é um bom baterista; qualquer bom baterista vai te dizer isso!"
Zakk Wylde aponta o primeiro riff de Metal da história; não é do Black Sabbath


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



