Monolord: Terceiro álbum, terceiro estrondo
Resenha - Rust - Monolord
Por Marcelo Hissa
Postado em 22 de janeiro de 2018
Nota: 9 ![]()
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Para a maioria dos incautos leitores aqui vai um aviso: já passou muito o tempo de vocês conhecerem essa banda sueca, sério mesmo, sem mais delongas procure qualquer álbum deles, qualquer um. Pode ser até Rust, o terceiro Full-length, garanto que você vai tirar mais da música do que ela de você.
Não adiantaria nada fazer a mais bem bolada capa do ano se a música não correspondesse, mas, ainda bem, Monolord esmerou todos os aspectos de Rust. Como achar ruim um álbum que abre com um soco no ouvido como Where Death Meets The Sea. Imergida num riff estourado anexado a percursão aterradora a música cria consistência cheia de textura e alterna momentos mais calmos com a pegada estrondosa doom. Os vocais canoros de Thomas Jäger impelem o som para o lado psicodelico-stoner, principalmente quando associado ao estilo despojado de produção. Em algumas faixas as ondas sonoras abrandam na velocidade mas avivam na vibração como em Dear Lúcifer e a fabulosa instrumental Wormland. Um princípio de teclado dá as caras na música Rust, mas só pra criar uma ambientação retrô que loga tomba ao peso do doom que sucede. Para fechar o álbum nada melhor que os 15 minutos submergíveis cheio de nuances de At Niceae.
Monolord criou não um álbum pesado, e sim uma energia vibrante sob a pancada doom para se eviscerar no ouvinte. O vocal melodioso adiciona um efeito narcótico criando a singularidade que tanto almejamos quando ouvimos um álbum novo. Não me lembro de ter ouvido nada melhor do que isso no ano 2017.
TrackList
1.Where Death Meets the Sea 05:46
2.Dear Lucifer 08:41
3.Rust 05:39
4.Wormland 06:05
5.Forgotten Lands 12:44
6.At Niceae 15:35
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