Ravenous Mob: Thrash Metal inspirado em primeiro EP
Resenha - Unholy Secrets - Ravenous Mob
Por Vitor Sobreira
Postado em 01 de dezembro de 2017
Vinda da cidade de Curvelo, na mesorregião central de Minas Gerais, a banda Ravenous Mob iniciou suas atividades em 2012, tocando covers de bandas clássicas do Heavy e do Thrash Metal, até que em determinado momento, seus integrantes decidiram que era hora de se focarem em produzir suas próprias composições. Então, finalmente neste ano de 2017 (ainda tão turbulento, politico e economicamente, para nosso país), liberaram seu primeiro registro, o EP ‘Unholy Secrets’. Com apenas quatro faixas, que contabilizam cerca de 15 minutos e meio, o trabalho apresenta, teoricamente, uma banda consideravelmente iniciante, mas na que na prática, luta por conseguir um espaço e não decepcionou.

Praticantes do Thrash Metal com pegada energética e atual, o Ravenous Mob também busca conectar em seu som, referências vindas do ‘old school’, e algumas nuances mais melodiosas aqui e ali. No lado conceitual, explorando temas diversificados, a banda mineira buscou questionar as guerras criadas pelo ser humano, motivadas em nome da "fé", a desigualdade social e tudo de ruim que isso acaba afetando a população, em diferentes quesitos, que a cada dia mais estão sendo perceptíveis ao redor do mundo – casando bem com o estilo.

Gravado no Studio F, de propriedade do baterista Filipe Zimmermann, as faixas soam audíveis e com uma qualidade de áudio razoável – se formos levar em consideração que se trata de um primeiro registro. Mesmo assim, no final das contas, a qualidade sonora ainda não ficou 100% satisfatória, sendo que alguns pequenos detalhes mereciam ter sido re-conferidos antes da finalização dos processos de gravação. A mixagem, por exemplo, não conseguiu ressaltar completamente a qualidade das músicas, pois em determinados momentos, alguns instrumentos tendem a soar mais altos ou com menos destaque. Ainda nesse fator, as guitarras careceram de distorções escolhidas com mais cuidado, principalmente no fornecimento de riffs. A bateria, por sua vez, também merecia uma captação mais adequada, tendo em vista o esforço que um músico tem em executar esse instrumento, pois algumas levadas acabaram sendo cobertas pelas guitarras e pelo vocal. Este último – ao contrário do que se pode imaginar pelo lado visual da banda em si e pelo certo ar de modernidade no som – felizmente não teve linhas limpas adicionadas, e se manteve inteligentemente agressivo e direto. Como deu pra perceber, os pormenores não estão na performance dos músicos, muito menos nas interessantes composições, e futuramente, no vindouro primeiro ‘full length’ certamente isso será corrigido.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | O trabalho começa ‘a mil por hora’ com "Slaughter Night", que intercala a velocidade inicial, com um uma quebrada de ritmo e um solo mais melódico na segunda metade da sua duração, para finalizar em ‘mid tempo’. Só na abertura, dá pra sentir que o preceito "diversidade", é levado a sério, mas não apenas nela, como nas três restantes. Já sendo como uma espécie de inversão, a faixa título "Unholy Secrets’ não repete a fórmula da velocidade inicial, sendo que levadas mais calculadas são o pontapé inicial, até a alternação dar as caras mais uma vez. Dando continuidade, "The Enemy Undying" parece ter saído de uma máquina do tempo, que retrocedeu uns 30 anos, na "era dos heróis" do estilo, com aquele clima tenso habitual. Qualquer ouvinte, terá essa mesma impressão agradável. E por fim, "Brilliant Mind Forge Ways to Die" encerra bem o EP, com dinamicidade e levadas um pouco mais melodiosas – sem contar que o nome da entidade germânica Kreator, me veio em mente.

E você, leitor guerreiro, que chegou até aqui no fim deste texto: já conhece o som do Ravenous Mob? Não? Então se estiver a fim de curtir um Thrash Metal nacional, dê uma força aos caras e confira este ‘Unholy Secrets’ – que além das plataformas digitais, também está disponível na íntegra, no Youtube!
Formação:
Michael Almeida (vocal);
Lucas Rodrigues (guitarra);
Luiz Gustavo (guitarra);
Filipe Zimmermann (bateria)

Faixas:
01. Slaughter Night
02. Unholy Secrets
03. The Enemy Undying
04. Brilliant Mind Forge Ways to Die.
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