Slayer: "Divine Intervention", rápido, cruel e agressivo

Resenha - Divine Intervention - Slayer

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Por Mateus Ribeiro
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Na década de 1990, o Slayer já era uma das maiores bandas do planeta. Shows gigantescos, lançamentos incontestáveis e um número de fãs que só crescia.

Porém, nem tudo são flores, e no meio do caminho o grande Dave Lombardo foi chutado da banda. Quem assumiria as baquetas da banda mais carniceira da historia do Thrash? Coube ao grande Paul Bostaph a difícil missão de substituir o inesquecível Lombardo.O álbum de estreia de Paul mostra que a banda não poderia ter feito escolha melhor.

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"Divine Intervention" marcou o início de uma nova era para o Slayer. Até então, a banda não havia lançado nada tão moderno. Chega a ser até um pouco assustador nas primeiras audições, mas com o tempo, os ouvidos se acostumam.

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Desde a primeira música, a ótima "Killing Fields", características como mudanças rítmicas, vocais mais rasgados e pitadas gigantescas de hardcore mostram que a o Slayer queria inovar. Conseguiu. Óbvio que muita gente não gostou, afinal, se fã de metal já é difícil de agradar, imagine um fã de Slayer…

Particularmente, gosto muito do disco, lançado em 1994. Todas as músicas são extremamente pesadas, e algumas chegam perto do extremismo, caso da maravilhosa "Dittohead". A quarta faixa apresenta doses cavalares de estupidez, ignorância, ódio e violência. O resumo perfeito do álbum, uma vez que Tom Araya disse que o álbum foi escrito "após quatro anos odiando a vida". Ao ouvir o disco todo, a afirmação faz mais sentido ainda.

Também temos músicas mais cadenciadas, como a faixa título, e a polêmica "213", que fala sobre o doente Jeffrey Dahmer. Mas não pense que você vai ouvir uma baladinha no decorrer do disco. É SLAYER, PORRA!

Polêmica

Todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que as letras da banda sempre passaram longe da sanidade mental. Porém, em Divine Intervention, os caras esqueceram de pisar no freio.

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Resumidamente, as letras bordam o caos em que vivemos até os dias de hoje. Temas como assassinatos, psicopatia, necrofilia, guerra e violência renderam polêmicas gigantescas para a banda. O disco foi banido na Alemanha por conta de metade de suas faixas, por exemplo. Como de costume, a banda pouco se fodeu para toda a repercussão negativa alcançada pelo lançamento.

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É desnecessário afirmar que Kerry King e Jeff Hanneman fizeram um trabalho magnífico. Riffs cortantes, solos rápidos, e bases sólidas marcam um dos melhores trampos da dupla mais insana que esse planeta já viu.

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A bateria de Paul Bostaph ajudou muito na nova roupagem da banda. É claro que ninguém ignora a importância de Dave Lombardo, mas eu digo e repito: e tivesse que escolher um para uma banda, escolheria Bostaph sem medo. Dotado de uma técnica absurda, conseguiu dar sua cara para a nova sonoridade adotada por Tom Araya e seus comparsas.

No final das contas, Divine se mostra um disco quase perfeito. Não chega nem perto do que a banda havia feito antes. De qualquer forma, é uma aula de música extrema. Continua atual até os dias de hoje.

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O lançamento pavimentou o caminho para muitas bandas com sonoridade mais moderna. Porém, nenhuma chegou perto do que o Slayer fez. E nunca chegará, é bom que se diga. Afinal, o SLAYER é inatingível.

Ficha Técnica

Disco: Divine Intervention

Artista: Slayer

Ano de Lançamento: 1994

Número de faixas: 10


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