Slayer: "Divine Intervention", rápido, cruel e agressivo
Resenha - Divine Intervention - Slayer
Por Mateus Ribeiro
Postado em 27 de novembro de 2017
Na década de 1990, o Slayer já era uma das maiores bandas do planeta. Shows gigantescos, lançamentos incontestáveis e um número de fãs que só crescia.
Porém, nem tudo são flores, e no meio do caminho o grande Dave Lombardo foi chutado da banda. Quem assumiria as baquetas da banda mais carniceira da historia do Thrash? Coube ao grande Paul Bostaph a difícil missão de substituir o inesquecível Lombardo.O álbum de estreia de Paul mostra que a banda não poderia ter feito escolha melhor.
"Divine Intervention" marcou o início de uma nova era para o Slayer. Até então, a banda não havia lançado nada tão moderno. Chega a ser até um pouco assustador nas primeiras audições, mas com o tempo, os ouvidos se acostumam.
Desde a primeira música, a ótima "Killing Fields", características como mudanças rítmicas, vocais mais rasgados e pitadas gigantescas de hardcore mostram que a o Slayer queria inovar. Conseguiu. Óbvio que muita gente não gostou, afinal, se fã de metal já é difícil de agradar, imagine um fã de Slayer…
Particularmente, gosto muito do disco, lançado em 1994. Todas as músicas são extremamente pesadas, e algumas chegam perto do extremismo, caso da maravilhosa "Dittohead". A quarta faixa apresenta doses cavalares de estupidez, ignorância, ódio e violência. O resumo perfeito do álbum, uma vez que Tom Araya disse que o álbum foi escrito "após quatro anos odiando a vida". Ao ouvir o disco todo, a afirmação faz mais sentido ainda.
Também temos músicas mais cadenciadas, como a faixa título, e a polêmica "213", que fala sobre o doente Jeffrey Dahmer. Mas não pense que você vai ouvir uma baladinha no decorrer do disco. É SLAYER, PORRA!
Polêmica
Todos nós sabemos (ou deveríamos saber) que as letras da banda sempre passaram longe da sanidade mental. Porém, em Divine Intervention, os caras esqueceram de pisar no freio.
Resumidamente, as letras bordam o caos em que vivemos até os dias de hoje. Temas como assassinatos, psicopatia, necrofilia, guerra e violência renderam polêmicas gigantescas para a banda. O disco foi banido na Alemanha por conta de metade de suas faixas, por exemplo. Como de costume, a banda pouco se fodeu para toda a repercussão negativa alcançada pelo lançamento.
É desnecessário afirmar que Kerry King e Jeff Hanneman fizeram um trabalho magnífico. Riffs cortantes, solos rápidos, e bases sólidas marcam um dos melhores trampos da dupla mais insana que esse planeta já viu.
A bateria de Paul Bostaph ajudou muito na nova roupagem da banda. É claro que ninguém ignora a importância de Dave Lombardo, mas eu digo e repito: e tivesse que escolher um para uma banda, escolheria Bostaph sem medo. Dotado de uma técnica absurda, conseguiu dar sua cara para a nova sonoridade adotada por Tom Araya e seus comparsas.
No final das contas, Divine se mostra um disco quase perfeito. Não chega nem perto do que a banda havia feito antes. De qualquer forma, é uma aula de música extrema. Continua atual até os dias de hoje.
O lançamento pavimentou o caminho para muitas bandas com sonoridade mais moderna. Porém, nenhuma chegou perto do que o Slayer fez. E nunca chegará, é bom que se diga. Afinal, o SLAYER é inatingível.
Ficha Técnica
Disco: Divine Intervention
Artista: Slayer
Ano de Lançamento: 1994
Número de faixas: 10
Outras resenhas de Divine Intervention - Slayer
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Korzus anuncia nova formação, com Jéssica Falchi e Jean Patton nas guitarras
Jéssica Falchi sobre entrar no Korzus: "Existe abismo de diferença entre ser vista e respeitada"
O disco que define o metal, na opinião de Amy Lee, vocalista do Evanescence
Yes suspende atividades e Steve Howe passará por cirurgia de emergência
O melhor álbum de metal de todos os tempos, segundo Gary Holt do Exodus
Ex-guitarrista do Turnstile foi preso por tentar matar o pai do vocalista
Alice Cooper apresenta Anna Cara, nova guitarrista de sua banda
Alissa White-Gluz fala sobre "Black Widow's Web" do Angra e reação ao conhecer Sandy
O álbum dos Beatles que contou com participação de Jimmy Page na guitarra
Rodrigo Oliveira explica por que não passou nos testes para o Angra nem para o Sepultura
O melhor disco de música pesada dos anos 1980, segundo o Loudwire
Regis Tadeu explica por que o Rush tocou "Finding My Way" em seu show de retorno
AC/DC chama público argentino de "melhor do mundo", segundo Brian Johnson
Daniel Erlandsson comenta a "treta" entre Kiko Loureiro e o Arch Enemy
Baterista do Arch Enemy afirma que saída de Alissa White-Gluz não foi uma surpresa


Como o Alice in Chains foi parar em turnê de titãs do thrash metal
A opinião de Kerry King sobre Layne Staley, saudoso vocalista do Alice in Chains
A brincadeira feita durante turnê que custou caro para membros de Anthrax e Slayer
"Raining Blood", do Slayer, aparece em episódio da série "Invincible"
Os 20 maiores riffs de guitarra da história, segundo o Loudwire
As 10 melhores bandas de thrash metal de todos os tempos, segundo o Loudwire
Apesar dos privilégios do Slayer, Gary Holt prefere os perrengues do Exodus
O disco mais extremo da carreira de Rick Rubin; "Todo mundo tinha medo"
As cinco piores músicas do Slayer, segundo o Loudwire
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível


