Annihilator: Aniquilando o demônio
Resenha - Refresh the Demon - Annihilator
Por Vitor Sobreira
Postado em 09 de novembro de 2017
A banda canadense Annihilator logo no seu primeiro disco, o aclamado ‘Alice in Hell’ (1989), conseguiu atrair uma satisfatória atenção junto ao público do Heavy Metal, com seu Thrash Metal carregado de passagens Speed e igualmente técnicas. Sempre liderada pelo perfeccionista Jeff Waters, e com essa boa aceitação, a banda seguiu em frente e até hoje faz lançamentos constantes. Chegando no ano de 1996, lançou ‘Refresh the Demon’ seu quinto álbum de estúdio, no dia 11 de março, pela gravadora Music For Nations.
Uma das características mais curiosas da banda – além da música – é a constante alteração na formação ao longo de toda a sua carreira. No entanto, o baterista Randy Black (presente no anterior ‘King of the Kill’, de 1994) foi mantido, bem como o guitarrista Dave Scott Davis que desde 1989, participava esporadicamente em singles, demos e inclusive do segundo álbum ‘Never, Neverland’ (1990), mas em ‘Refresh the Demon’, executou "apenas" os solos das faixas "The Pastor of Disaster", "Ultraparanoia", "City of Ice" e "Anything for Money". Ainda em tempo, do trabalho anterior, também foram mantidos o artista gráfico Paul Archer, responsável pelo horrendo ‘capiroto’, e Ralph Alfonso, na direção de arte e design.
Tudo bem que a originalidade pode ter ficado nos primórdios do Annihilator mesmo, pois a fórmula em si não apresentou mudanças, mas é inegável que é sempre uma experiência interessante ouvir um trabalho dos canadenses e se surpreender, pois é tudo muito bem pensado e executado. Dos riifs hipnóticos e cortantes, às levadas rítmicas milimetricamente calculadas e distribuídas, até mesmo às melodias, não há do que se reclamar. A produção e os demais processos de estúdio fazem jus as composições, e ficaram por conta de Paul "The Pastor" Blake, Craig Waddell e, adivinhe de quem mais… Jeff Waters! – também responsável pelos vocais (onde acabou se saindo razoavelmente bem), baixo e guitarra.
Destaques estão por todos os lados, e desde a impactante e veloz abertura com a faixa título, percebe-se que será uma audição que valerá a pena. "Syn.Kill 1" recebeu um video clipe, enquanto que "Pastor of Disaster" apresenta momentos mais diversificados. "Ultraparanoia" e "Anything For Money" retornam com as levadas rápidas, e instrumental geral primoroso. Chegando na reta final, "Hunger", "Voices and Victims" e a ‘balada’ "Innocent Eyes" – certamente a composição mais diferente do disco, com vocais totalmente limpos – tiram o pé do acelerador e empregam um pouco menos "quilowatts" no peso…
‘Refresh the Demon’ pode não ser o ‘play’ mais conhecido ou admirado desta entidade canadense, mas nem por isso, deixa de ser um trabalho respeitosamente bom. Dê uma conferida!
Formação:
Jeff Waters (guitarra, baixo e vocal);
Dave Scott Davis (guitarra solo faixas 4, 6, 7 e 8);
Randy Black (bateria)
Faixas:
01. Refresh the Demon
02. Syn. Kill 1
03. Awaken
04. The Pastor of Disaster
05. A Man Called Nothing
06. Ultraparanoia
07. City of Ice
08. Anything for Money
09. Hunger
10. Voices and Victims
11. Innocent Eyes.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
AC/DC tem penúltimo show da atual turnê cancelado devido ao mau tempo
É verdade que John Paul Jones toca piano em "She's a Rainbow", dos Rolling Stones?
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
Para Steve Harris, década de 1990 foi uma época muito estranha
Ritchie Blackmore admite que reencontro com Deep Purple poderia ter desandado
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
O baterista idolatrado por Neil Peart e Stewart Copeland; "o auge inalcançável"
A banda que Slash diz merecer mais fama: "Um dos melhores rocks crus de todos os tempos"
A música de Renato Russo que ganhou prêmio de solo de guitarra sem ter guitarra
A música escrita na última hora que salvou o Kansas do fim das atividades
O guitarrista que mais inspirou James Hetfield, do Metallica, segundo o próprio
"Eu odeio"; a canção que o Depeche Mode foi obrigado a lançar e vendeu mais de meio milhão
Jamey Jasta (Hatebreed) fala sobre conselho de James Hetfield ao parar de beber
O disco gravado por Rob Halford que Metal Hammer considera um dos piores do Judas Priest
Silverchair: a história por trás da capa de Freak Show
O que significa a expressão "Astronauta de Mármore" na música do Nenhum de Nós
Black Sabbath: Tony Iommi explica como tocar "Paranoid"

Pink Floyd: The Wall, análise e curiosidades sobre o filme



