Mythological Cold Towers: Antigo, pesado e certeiro!
Resenha - Monvmenta Antiqva - Mythological Cold Towers
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 05 de outubro de 2017
Nota: 9 ![]()
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Temos aqui o mais recente lançamento do maior representante do Doom Metal nacional, o grande Myhological Cold Towers. Trata-se de um lançamento de 2015, 4 anos após o fantástico e tétrico "Immemorial".
Acredito que nesse álbum a banda tenha encontrado um equilíbrio perfeito entre o som mais gélido do Doom propriamente dito ( presente no disco inaugural em maior teor) com a veia épica que a banda sempre gostou de imprimir em suas músicas, especialmente no seu segundo disco, "Remoti Meridiani Hymni".
"Monvmenta Antiqva" (isso mesmo, com "V" no lugar do "u"...o título provém do latim) é sem sombra de dúvida o disco mais acessível da banda, no sentido em que as músicas possuem estruturas mais rapidamente identificáveis, e com durações menores às que geralmente vemos em discos dentro do estilo.
O primeiro grande destaque vai para as guitarras. Além do peso arrastado nas bases, temos aqui alguns dos momentos mais melódicos e belos da discografia da banda. Percebe-se que houve um cuidado muito grande com os timbres utilizados, dinâmicas...alguns momentos são tão bonitos melodicamente que levam a banda para além do estilo que passeia. Entre os vocais guturais e paredes de acordes com afinações baixas e saturação, as guitarras aparecem com momentos calmos,cristalinos até mesmo introspectivos. Isso pode ser constatado nas músicas "Sand Relics", "Baalbeck" e "Strange Artifacts" especialmente.
O segundo ponto a ser destacado repousa nos vocais. Potentes, fortes, guturais, sem que de forma alguma atrapalhe no entendimento do que é cantado. Sempre enfatizarei essa como uma das grandes características do conjunto.
O terceiro destaque vai para as letras, que agora versam sobre civilizações clássicas da antiguidade, desde seus apogeus até suas quedas, especialmente as civilizações grega e romana. Uma viagem milenar, que combina imensamente com a sonoridade da banda.
E por último, a própria apresentação visual do álbum. Uma capa incrível, feita pelo artista Beto Martins, que aliada ao título, em latim, deixam claro que o grupo realmente enxerga o trabalho como um todo, onde cada elemento – sonoridade, letras, visual – se juntam para passar uma experiência, nesse caso, uma experiência obscura, milenar, tétrica e introspectiva.
Na minha humilde opinião, o melhor lançamento deles até o presente momento. Lá se vão 2 anos desde seu lançamento. Agora só nos resta aguardar o que os músicos talentosos do MCT nos apresentarão. A julgar por tudo que eles já fizeram, certamente músicas maravilhosas estão por vir.
TRACKLIST:
1. Beyond the Frontispiece
2. Vetustus
3. Votive Stele
4. Of Ruins and Tragedies
5. Sand Relics
6. Baalbeck
7. Strange Artifacts
8. Vestiges
Banda:
Hamon – Bateria Shamej – Vocal Shammash – Guitarra Nechron – Guitarra / Teclado / Vocal
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