Made Of Stone: "Monstro" mostra amadurecimento na carreira da banda
Resenha - Monstro - Made Of Stone
Por Alexandre Fernandes
Postado em 15 de setembro de 2017
Nota: 7 ![]()
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A MADE OF STONE é uma banda nova, formada em 2012, mas que já está lançando agora seu terceiro full length, intitulado Monstro. Formada por Felipe Loyola (Guitarra e Vocal), Rafael Greco (Guitarra), Felipe Mafra (Baixo) e Leandro Fonseca (Bateria), vem com uma proposta que, ainda que fiel ao que a banda apresentou em seus dois CDs anteriores ('Day After Day' e 'The Enlighted One', de 2012 e 2013 respectivamente), traz novidades interessantes além da reafirmação e maturidade do conjunto em alguns aspectos.
De cara, dá pra ressaltar o fato das letras serem em português agora. Ponto mais do que positivo pra banda - nosso idioma casa bem sim com esse estilo de música pesada, basta que pra isso a banda/compositores se esforcem para adequar a língua às métricas musicais.
Não vou dizer que as letras são excelentes, pois não são - acabam caindo em muitos clichés do gênero, que podem passar desapercebidos por conta de estarem sendo cantados geralmente em outro idioma. Em alguns momentos soam bem inocentes, mas é algo que o tempo pode contribuir pra que melhore.
Aliás, falando em gênero, aqui surge uma outra novidade/reafirmação da banda: decidiram fincar de vez os dois pés no gênero Metalcore. Antes haviam alguns toques de progressivo e de alternativo, que hoje só são vistos mais raramente, dando pleno espaço pra que os riffs característicos do gênero se juntem aos pedais duplos, vocais mais agressivos e breakdowns. Vale dizer que, particularmente, o som da banda aqui me lembrou bastante alguns de seus congeneres internacionais - em especial a banda BULLET FOR MY VALENTINE, que deve ter sido uma clara inspiração pra banda nesse play.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mas aí mora um perigo: por se adequar ao gênero, acabaram cedendo aos males do mesmo. As estruturas musicais são todas muito semelhantes, e você vai se pegar pensando "Mas eu já não ouvi isso aqui antes?". Não dá pra dizer que são genéricos, mas não há muita inventividade - o que de maneira alguma quer dizer que o trabalho seja ruim.
O peso tomou conta de vez da banda - outra novidade que agrada por demais. Fica difícil escolher algum destaque num cd que ficou tão bem balanceado - contando com a ajuda da ótima produção, que deixou o trabalho cristalino e pesado na medida certa. Mas cito aqui: Sem Valor, Mundo Digital (Hater), Revolta e Guerra Civil. Representam bem essa faceta mais raivosa da banda - que, vale lembrar, não deixa de lado o uso de melodias, principalmente por conta dos vocais de Felipe. Num primeiro momento, seus vocais me incomodaram um pouco, não por serem ruins, mas por passarem uma falta de punch, de agressividade. Mas ao meu ver tem melhorado bastante, e cantar em português ajudou bastante pra isso.
Fica também a ressalva positiva para os trabalhos individuais dos instrumentistas - a dupla de guitarras está afiadíssima, tal qual a cozinha da banda, que garante o peso suficiente que o gênero pede.
Acredito que com esse lançamento, a MADE OF STONE possa galgar seu espaço na cena brasileira de Metal Alternativo, Metalcore, enfim. Vai ser merecido, pois competência pra isso os rapazes têm - e Monstro veio só para "solidificar feito pedra" o lugar que eles buscam.
http://www.facebook.com/madeofstone.officialpage
https://www.youtube.com/channel/UC2F83KWewx49BRHInChaHow
https://itunes.apple.com/us/album/monstro/id1142350858
Video Clipe de "Mundo Digital (Hater)"
Made Of Stone - Monstro
2016
1. M
2. Sem Valor
3. Mundo Digital
4. Estrada Sem Volta
5. Monstro
6. Desilusão
7. Sobre a Pele
8. Revolta
9. Traidor
10. Ponto Nulo
11. Guerra Civil
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