Chaos Synopsis: Definindo o caos
Resenha - Gods Of Chaos - Chaos Synopsis
Por Victor Freire
Postado em 02 de setembro de 2017
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Imergindo na temática do caos, o Chaos Synopsis apresenta seu novo trabalho, sucessor dos excelentes Seasons of Red (2015) e Art of Killing (2013). Jairo Vaz (baixo e vocal), Diego Sanctus (guitarra), Luiz Ferrari (guitarra) e Friggi MadBeats (bateria) não economizaram peso nas músicas e entregaram um trabalho com bastante variações melódicas num alicerce bem moldado no death-thrash.
Como é já tradição nos trabalhos do Chaos Synopsis, os álbuns adotam uma temática. O Gods of Chaos (2017) traz um "estudo das velhas mitologias, onde o homem criava deuses para explicar o desconhecido". Tudo isso fincado em um cenário de guerra e destruição.
Dessa forma é que Raising Hell já abre os trabalhos com bastante velocidade, assim como Storm of Chaos. O que mais me chama a atenção na sonoridade do Chaos Synopsis, desde o primeiro trabalho deles que pude escutar, é a coerência do som. Os riffs são pesados, mas bem executados de uma forma que conseguimos entender cada linha — o mesmo vale para os vocais. As músicas unem metranca com passagens mais melódicas, misturando death metal com thrash e até heavy metal.
A bateria sustenta a velocidade em Black God, que apesar de ter basicamente a mesma batida, consegue variar bastante as melodias. Isso é que define bem a sonoridade do Chaos Synopsis para mim. O álbum não é cansativo, as músicas, apesar de pesadas e rápidas, são bem distintas entre si. E por falar em variações, Serpent in Flames, está cheia delas, o que incluiu até um dedilhado melancólico.
Peso e velocidade estão presentes em todo o álbum, mas em Opposer of Gods e Badlands Terror isso ficou mais evidente. Certamente são músicas para não descansar a cabeça, quando executadas ao vivo. O álbum é encerrado com a faixa-título, Gods of Chaos. O tom obscuro e pesado da música gera toda uma atmosfera de terror na música — como seria se estivéssemos de frente para os Deuses do Caos.
As composições do Gods of Chaos (2017) são bastante ricas. Os riffs são muito bem construídos e tudo é muito bem harmonizado juntamente com os vocais e bateria. Comparando com o Seasons of Red (2015), o Gods of Chaos (2017) é mais imerso em caos musical — muita velocidade e peso nas músicas. Sem sombra de dúvidas, é mais um trabalho para firmar ainda mais o nome do Chaos Synopsis como uma das representantes brasileiras do death-thrash metal. A evolução deles a cada trabalho é notória e não é precipitação apontar esse álbum como um dos melhores do ano.
#Chaos Synopsis — Gods of Chaos (Dunna Records/Black Legion Prod. — 2017)
1.Raising Hell
2.Storm of Chaos
3.Black God
4.Serpent in Flames
5.Opposer of Gods
6.The Beast that Sieges Heaven
7.Sixteen Scourges
8.Badlands Terror
9.Gods of Chaos
Resenha publicada no Rock'N'Prosa:
http://rocknprosa.com.br/index.php/2017/08/29/chaos-synopsis-definindo-o-caos/ -
Outras resenhas de Gods Of Chaos - Chaos Synopsis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de metal progressivo mais popular da história, segundo baixista do Symphony X
Dez clássicos do rock que viraram problema devido a alguma polêmica
Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
Rob Halford e Tom Morello deixam claro que o Judas Priest é, sim, uma banda política
A matéria do Whiplash.Net que espantou Regis Tadeu pelo nível baixo nos comentários
Angela Gossow afirma que não é a nova vocalista do Arch Enemy
Alissa White-Gluz abre o coração sobre impacto de saída do Arch Enemy
A música que resume a essência do Metallica, segundo o Heavy Consequence
Arch Enemy faz mais um post enigmático em suas redes sociais
Um dos maiores sucessos dos Stones, descrito como "porcaria" por Keith Richards
Cinco clássicos do rock que você reconhece nos primeiros segundos e já sai cantando
A música dos Beatles que George Harrison chamou de "a mais bonita" que o grupo fez
Megadeth inicia tour que também conta com Exodus e Anthrax; confira setlist
A música do Black Sabbath que é o "marco zero" do thrash metal, segundo Andre Barcinski
Guitarrista da banda Crotch Rot é assassinado em bar de Curitiba
Lars Ulrich: O motivo pelo qual o Big Four tocou "Am I Evil"
O disco do Iron Maiden que para Regis Tadeu é "criminosamente subestimado"
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



