Fire Strike: o resgate do Metal tradicional, com um toque feminino

Resenha - Slaves Of Fate - Fire Strike

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Por Claudio Medina Junior
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Nota: 9

Conforme já anunciamos aqui, os paulistas da banda Fire Strike retornaram a ativa em agosto de 2017 com o anúncio de um novo álbum. O último lançamento deles havia sido em 2013, com o EP "Lion And Tiger". Este EP já havia recebido críticas positivas do público e da mídia especializada, tanto aqui no Brasil quanto em lugares como Japão e Europa.

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Agora, eles lançam o seu segundo trabalho, intitulado "Slaves Of Fate". Este álbum foi lançado pela gravadora Shinigami Records (um dos maiores nomes em música pesada no Brasil) e produzido pelo renomado Andria Busic (ex-Dr. Sin).

É possível notar facilmente uma grande evolução na sonoridade da banda com relação ao lançamento anterior, que na ocasião havia sido produzido de forma independente. Bem, vamos falar sobre o album em si, e conhecer um pouco do que a banda nos traz em "Slaves Of Fate", faixa por faixa:

Logo no inicio, o álbum já mostra a que veio. Uma introdução forte e bem acelerada dá o pontapé com REACH FOR YOUR LIFE. Eis que surge Aline Strike com sua bela voz, que lembra um pouco a Doro na fase Warlock, mas com uma potência vocal diferente. Um refrão daqueles fáceis de cantar logo de cara, seguido de solos empolgantes dos dois guitarristas, que quando fazem as mesmas notas lembram muito o Iron Maiden. Belo começo.

Com uma citação feita em francês, se inicia a MASTER OF THE SEAS. Ela relata um trecho sobre a vida de Napoleão Bonaparte. Aqui, a vocal Aline Strike traz um tom mais agudo do que na faixa anterior. A música tem um ritmo bem acelerado, os solos de guitarra são mais uma vez ótimos, mas quem tiver bons ouvidos vai perceber que durante esses solos quem se destaca é o baixista Edivan Diamond, que mantém a pegada em andamento com suas agulhadas.

A faixa que traz a ideia do título do álbum, chega com uma bela abertura feita pelo batera Alan Caçador, é hora da SLAVE OF YOUR FATE. Um pouco mais cadenciada do que as anteriores, mas ainda empolgante. Aqui de repente você se pergunta se há alguma participação especial, um dueto ou algo assim, mas não. É só a Aline Strike mesmo, que mostra de vez a sua versatilidade fazendo no mínimo três tons de vozes diferentes durante a música. Esta é certamente daquelas que já nasce com cara e jeitinho de clássico.

Em ELECTRIC SUN, notamos uma pitadinha de Accept nas guitarras de Rick Schuindt e Helywild. Após o refrão, temos uma breve citação que é narrada por ninguém menos do que Ivan Busic. Só relembrando, este álbum foi produzido pelo seu irmão Andria Busic, e claro, ele fez questão de dar uma palhinha, participação mais do que especial. O baixista Edivan Diamond novamente não passa despercebido aqui. A letra desse som é baseada na série dos filmes de Mad Max.

Chegamos na THE WOLVES DON'T CRY, aqui o destaque fica por conta da letra da música, que relata a história mítica de Rômulo e Remo (recomendo a quem ainda não conhece, muito interessante). As guitarras novamente são o ápice desta faixa cheia de energia.

No violão, inicia-se a linda LOSING CONTROL. Mas aquela que se mostra ter um jeito de baladinha, rapidamente já acelera. As guitarras junto com a voz da vocal controlam o ritmo. Em determinado momento a música desacelera de novo, e ganha um ar diferente com citações de Aline Strike e alguns efeitos sonoros ao fundo, seguidos de um belo solo de guitarra ainda com um ritmo leve. Ótima canção.

O álbum retoma sua velocidade em STREETS OF FIRE. Riffs bem definidos e acelerados são a tônica aqui. Temos também a volta dos agudos potentes da vocal, em mais um refrão viciante. Em alguns momentos a sonoridade do Twisted Sister é lembrada aqui. Nesta faixa, a letra faz referência ao filme The Warriors (Os Selvagens da Noite).

Em um álbum de Metal que se preze geralmente tem um bom Hard no meio, e aqui temos a LUST. Um som de tiro curto, bem acelerado do início ao fim, onde o batera Alan Caçador é novamente o destaque com ótimas viradas.

Pra fechar, mais uma que tem potencial pra virar clássico, e essa com certeza será presença obrigatória nos shows da banda: OUR SHOUT IS HEAVY METAL. Em alguns momentos, o ritmo lembra um pouquinho a Transylvania do Maiden, mas claro, aqui com um vocal presente e mais um refrão bem marcante.

Definitivamente, a banda FIRE STRIKE não está aí pra brincadeira e promete ser um dos grandes destaques da cena Metal paulista, e com o potencial que tem, certamente alcançará vôos maiores em um futuro não muito distante. De verdade, guardem o nome dessa banda!

Tracklist:

1. REACH FOR YOUR LIFE
2. MASTER OF THE SEAS
3. SLAVE OF YOUR FATE
4. ELECTRIC SUN
5. THE WOLVES DON'T CRY
6. LOSING CONTROL
7. STREETS OF FIRE
8. LUST
9. OUR SHOUT IS HEAVY METAL

Fire Strike é:

Vocal - Aline Strike
Guitarra - Rick Schuindt
Guitarra - Helywild
Baixo - Edivan Diamond
Bateria - Alan Caçador

Contatos da banda:

http://www.firestrike.com.br/
https://www.facebook.com/FireStrikeBand/


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Sobre Claudio Medina Junior

Meu nome é Claudio, tenho 30 anos e moro em Santo André - SP. Sou cadeirante, formado em Gestão Ambiental e amante de Rock. Fã desde criancinha dos Guns N' Roses (o original!), e atualmente ouvindo muito Heavy Metal, de Iron Maiden a Scorpions, passando por Avantasia e outras maravilhas. O Rock N' Roll tá no sangue!

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