Rise Against: um trabalho equilibrado, sem momentos ruins

Resenha - Wolves - Rise Against

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Por Lucas Amirati
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Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Já faz uma década desde que os caras do Rise Against se tornaram grandes. Os últimos cinco álbuns da banda estrearam entre os cinco mais vendidos dos Estados Unidos, e o mais recente Wolves continua nessa mesma trilha.

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A faixa que abre os trabalhos e também dá nome ao disco mostra bem o caminho a se trilhar durante a quase uma hora de audição. A perfeita mistura de melodia com agressividade culmina num refrão poderoso tornando essa um dos destaques de álbum com certeza.

“Light up the torches
And wake up the King
The smoke you've ignored
Is a flame you can't contain”

House On Fire é uma música fácil, escute-a a primeira vez, dê um replay e em seguida saia cantarolando pela rua feliz em contente, você merece isso. As guitarras e os vocais estão menos raivosos que na faixa de abertura, a letra tem boas sacadas, fala de amores conturbados. A sonoridade chega a nos remeter à Bridges, do álbum anterior ou Help is on the Way do Sattelite, uma pegada mais leve realmente. Não é ruim, não existe o sentimento de pegar o smartphone do bolso para pular essa, tampouco é a melhor disponível dentre as onze.

A primeira música de trabalho foi The Violence, e na humilde opinião de quem vos escreve, nada do que vem pela frente ultrapassa essa, muita coisa chega perto, mas The Violence mistura uma letra poderosa e politizada junto de uma simples mensagem: Temos de ser melhores, por que diabos não conseguimos ser melhores? O refrão gruda na sua cabeça de forma inescapável, vai te acompanhar por semanas.

“Are we not good enough?
Are we not brave enough?
Is the violence in our nature
Just the image of our maker?”

Welcome to the Breakdown nos remete instantaneamente a um certo senhor cor de cenoura, atual ocupante da casa branca. Toda a violência perdida nas últimas duas faixas retorna com força aqui e os amantes do bom e velho hardcore terão um prato a se fartar. Far From Perfect podia estar mais para o fim, não leve a mal, é muito boa também, não do tipo inesquecível, mas boa. O incômodo talvez tenha a ver com a quebra de ritmo, esperava continuar quebrando tudo como na anterior. Por sorte tudo volta aos eixos com Bullshit, outro dos enormes acertos do álbum com direito a uma pegada reggae caprichada, os vocais estão animais.

Politics of Love mantém o alto nível, já as três subsequentes Parts Per million, Mournig In Amerika e How Many Walls não trazem nada avassalador apesar de não incomodarem também. Miracle fecha os trabalhos de modo agradável, bastante melódica, tem no refrão sua maior força além de uma letra profunda, uma das minhas preferidas também.

Rise Against deve continuar sendo uma das bandas mais ouvidas da atual geração, Wolves mostra o quão sólido é o caminho que a banda está trilhando. Conseguem unir letras relevantes com uma boa produção do senhor Nick Raskulinecz. É um trabalho equilibrado, sem momentos ruins, alguns momentos menos inesquecíveis sim, não ruins. Se já escutou os trabalhos anteriores da banda, terminará a última faixa sabendo que não erraram, e isso basta.

FAIXAS:
1. Wolves
2. House On Fire
3. The Violence
4. Welcome to the Breakdown
5. Far From Perfect
6. Bullshit
7. Politics of Love
8. Parts Per Million
9. Mourning in Amerika
10. How many Walls
11. Miracle

40 min.

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