Exorddium: banda não aproveita todo seu potencial em 2º álbum
Resenha - Leviatã - Exorddium
Por Junior Frascá
Postado em 08 de julho de 2017
Lançado com muito sacrifício e luta, após uma campanha de financiamento coletivo, "Leviatã" é o segundo álbum dos mineiros do EXORDDIUM, sucessor de "Sangue ou Glória", de 2013.
O som da banda é um hard heavy bem comum, sem muitas novidades, calcado em um instrumental pesado e diretão, com forte influência dos primórdios da música pesada, e letras cantadas em português, lembrando muito o SALÁRIO MÍNIMO.
É nítido, desde o começo do álbum, que a banda é boa, entrosada e com ótimas idéias, em especial nos riffs excelentes dos guitarristas Paulo César e Fernando Amaral.
Porém, o grande problema aqui é o vocal de Eduardo Bisnik, que faz sua estréia com a banda. Não que o cara seja um vocalista ruim, muito pelo contrário, tem uma grande potencia vocal, lembrando até em alguns momentos o mestre Geoff Tate.
Porém, há alguns exageros em agudos durante o transcorrer do trabalho, e as linha vocais não foram favorecidas pela produção, já que em alguns momentos soam mais altas que o instrumental, e em outros mais baixa, não havendo uma dinâmica, o que acaba comprometendo muito a audição do material.
E isso se ressalta em alguns momentos em que inclusive não dá sequer para entender nada do que está sendo cantado, mesmo com as letras em português. E olha que não estamos falando de vocais guturais...
Alias, as letras também merecem uma observação, já que são muito pueris e enfadonhas, que funcionaram com bandas como o SALÁRIO MÍNIMO, por exemplo, mas naquela época em que a música pesada estava começando, e eram outros tempos, e hoje acabam soando datadas.
E, por tudo isso, percebe-se que a banda não aproveitou aqui todo seu potencial, tendo tudo para evoluir nos próximos lançamentos, já que talento é notório que o quinteto possuí.
Leviatã - Exorddium (Nacional - 2017)
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