Matérias Mais Lidas

imagemO hit da Legião Urbana cuja letra fala sobre esperança de Renato em se curar da AIDS

imagemA lenda do Rock que se arrepende de nunca ter dormido com Jimi Hendrix

imagemMax e Iggor convidam Jairo, detonam no Rio e alfinetam: "Verdadeiro Sepultura"

imagemNando Reis e a enigmática música que ele queria usar para seduzir Marisa Monte

imagemTom Morello explica por que o RATM se reúne, mas não lança novas músicas

imagemPodcast diz que prática comum no black metal hoje seria "coisa de esquerdomacho"

imagemPink Floyd: Roger Waters relembra a última vez que viu Syd Barrett

imagemQuando Slash tentou entrar pro Kiss mas foi rejeitado por um motivo cruel

imagemA sincera resposta de João Gordo para quem o acusa de ser "traidor do movimento"

imagemPrika explica critérios para entrar na Nervosa: "Fascista na minha banda não toca!"

imagemO hit dos Engenheiros do Hawaii que faz uma dura crítica à panelinha do rock nacional

imagemDez clássicos do rock e do heavy metal que não têm bateria

imagemO sensato conselho que Lulu Santos deu para o novato Herbert Vianna

imagemEddie Munson faz metaleiros virarem novos crushes da geração TikTok, diz site

imagemLulu Santos diz que "a hora é agora" para manifestações no Rock in Rio


Stamp

SOH: um álbum que é um verdadeiro documento grind

Resenha - Return to Ashes - Siege of Hate

Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
Em 14/06/17

A SIEGE OF HATE, também conhecida pelo acrônimo S.O.H, está em vias de completar 20 anos de existência. Nascida como um projeto paralelo e formada por membros das já estabelecidas OBSKURE e INSANITY (hoje extinta), a SIEGE OF HATE lançou sua primeira demo, "Return To Ashes", em 1998 e, a partir daí, passou a definir o seu lugar na história da música extrema brasileira, sendo inclusive muitas vezes citada como um dos maiores nomes do grindcore brasileiro.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Para comemorar a efeméride a banda relançou em edição limitada no formato digipack, sua primeira demo acompanhada de um farto material. Além da demo original, o CD traz a íntegra de um dos primeiros shows, realizado no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no hoje distante 1999 e a gravação de um ensaio de 1997. Um conteúdo que vale como documento, imprescindível na coleção de todo admirador do trabalho da banda. Além de tudo isso, vale a pena adquirir a peça em formato físico, pois o encarte, praticamente um livreto, contém fotos, cartazes e depoimentos dos membros à época: Bruno Gabai (guitarra e voz), Ricarte Neto (baixo), Amaudson Ximenes (guitarra) e Dângelo Feitosa (bateria) (hoje apenas Bruno Gabai permanece na banda, Amaudson seguiu com o OBSKURE, DÂNGELO está no FACADA).

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Boa parte das canções saíiu depois no "Subversive By Nature", o primeiro full length da SOH. Apesar do original ser uma demo, o padrão de gravação está alto. Em menos de 20 minutos, nem precisa mais que isso, oito sons da própria banda, mais uma cover do LEPROUS, destilam toda a agressividade e brutalidade da SIEGE OF HATE num som de muita qualidade. Entre riffs e blast beats, as letras confrontam os descaminhos da época e, infelizmente, continuam atuais (só "Misleaders" poderia receber mais alguns nomes, como Dilma, Temer e Aécio). A cover da LEPROUS (que também dá nome à homenageada banda cearense), mais arrastada, é a única que diverge do estilo death/grind que caracteriza a SOH (e que pode ser bem representada pela faixa que também dá nome à SOH, "Siege of Hate").

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Logo após o conteúdo da demo, temos um show, gravado em 9 de abril de 1999, cuja diferente da qualidade do som é muito aparente. A gravação da primeira do show, "Nightmares of War", é realmente muito ruim (ressalte-se, o registro, não a música). Mas excluí-la do play poderia tirar a sinceridade da obra. E é possível que este seja o intuito do hoje trio fortalezense. Ao longo do show, aparentemente ajustes foram feitos e as versões ao vivo soam melhor, incluindo também covers de DORSAL ATLÂNTICA e SARCÓFAGO. As paradas para Bruno Gabai se comunicar com o público inclusive ajudam a transportar o ouvinte para aquela noite em 1999. E até mesmo uma alfinetada na SARCÓFAGO pode ser conferida. E a velocidade com que Dângelo ataca a bateria é algo de dar pena (dos bumbos). O músico, ainda um moleque na época, era um prodígio capaz de produzir blast beats ultra-rápidos.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Condensados em uma única faixa, músicas da própria SIEGE OF HATE e covers de ícones do grind (EXTREME NOISE TERROR, NAPALM DEATH) e do hardcore/crossover (GAROTOS PODRES/RATOS DE PORÃO), fecham a obra. A sensação é que Dângelo está batendo na sua cabeça.

Hoje a SOH é formada por Bruno Gabai (voz/guitarra), George Frizzo (baixo) e Saulo Oliveira (bateria).

01. Obscene Truth
02. Self-Defense Contradictions
03. Ridiculous Dignity
04. Subversive by Nature
05. Nightmares of War
06. Siege of Hate
07. Forthcoming Holocaust
08. Misleaders
09. Leprous

10. Nightmares of War (live)
11. Fake (live)
12. Dor (DORSAL ATLÂNTICA) (live)
13. Self-Defense Contradictions (live)
14. Forthcoming Holocaust (live)
15. Leprous (LEPROUS)
16. Hate (SARCÓFAGO) (live)
17. Downfall (live)
18. The Choosen Ones (live)
19. Siege of Hate (live)
20. Misleaders (live)

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

21. Obscene Truth / Self Defense Contradictions / Bulshit Propaganda (EXTREME NOISE TERROR), / Nightmares of War / Subversive By Nature / Papai Noel (GAROTOS PODRES) / Siege of Hate / Leprous (LEPROUS) / Dor (DORSAL ATLÂNTICA) / Ridiculous Dignity / D-Generation / No Junk (RATOS DE PORÃO) / Misleaders / Control (NAPALM DEATH)

Formação (da gravação da demo)

Bruno Gabai - Vocal, Guitarra
Ricarte Neto - Baixo
Wilker D'Angelo - Bateria
Amaudson Ximenes - Guitarra

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Dream Theater 2022


publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Ultimate Classic Rock: os 100 maiores clássicos do rock

Supergrupos: Os melhores e piores na opinião da Metal Hammer


Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

Mais matérias de Leonardo Daniel Tavares da Silva.