Ruthie Foster: grande álbum, voz versátil e cover do Sabbath
Resenha - Joy Comes Back - Ruthie Foster
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 15 de maio de 2017
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Ruthie Foster lança álbuns há precisos vinte anos, mas a texana de uma pequena cidade rural começou a desenvolver seus elogiados dotes vocais na igreja que frequentava, em Gause. Oriunda de família de cantores gospel, desde cedo soube que na música estaria seu ganha-pão. E o vozeirão não demorou a despertar atenções, dentre elas da megagigante Atlantic Records, que lhe ofereceu contrato.
Lá se foi a fã de Aretha Franklin para Nova York, onde descobriu que a gravadora queria domesticar seu blues para transformá-la em outra semi-sensação pop. Ao invés de se tornar estrelete e passar o resto da vida reclamando do sucesso, da máquina devoradora de almas e todo esse choramingo, Foster fez mais simples: disse não e voltou ao Texas, para a maiorzinha Waco, onde iniciou frutífera parceria com o selo Blue Corn Music. O respeito crítico e a lista de indicações a e premiações ratificam a sapiência dessa escolha.
Foster já foi comparada com sua "ídala" Aretha e você pode conferir porque ouvindo seu décimo álbum, Joy Comes Back, lançado dia 24 de março. Com músicos de primeira, Foster gravou nove covers e um original de sua autoria. Uma das coisas que mais impressiona é a firmeza com que se apropria dos modos de cantar gêneros distintos do rico caleidoscópio da Americana. Quando manda um country ou um R’n’B dá para jurar que Foster cantou só isso a vida toda, tamanha a profundidade e riqueza das interpretações.
O álbum abre com What Are You Listening To?, balada country contemporânea de apertar repeat e demorar para seguir adiante, mesmo que se constate depois que fazê-lo foi quase um pecado. O resto de Joy Comes Back é igualmente belo: o gospel da faixa-título; o blues tradicional do delta do Mississippi, de Richland Woman Blues; a baladaça final, Forgiven. Os momentos mais explicitamente políticos são poderosos e Foster solta a voz e o verbo. Working Woman e War Pigs (dos metaleiros Black Sabbath) são blues rocks countrificados; o primeiro sobre empoderamento feminino e o segundo um libelo antibélico.
A concepção e gravação de Joy Comes Back coincidiram com batalha judicial pela guarda do filhinho, mas isso não entristeceu o trabalho, basta atentar para o título. Loving You Is Sweeter Than Ever é claramente cantada para a criança, mas o otimismo Motown dessa canção de Steve Wonder revigora. A única composição própria, Open Sky, navega pelas águas tranquilas e elegantes do urban soul.
E por falar em navegar, Foster juntou-se à Marinha quando jovem, para conhecer o mundo. Lá passou a integrar uma banda da corporação. Além da voz preciosa, cantar ao vivo deu-lhe a tarimba para velejar de um subgênero a outro com tanta classe e desenvoltura. E na balada country rock Good Sailor, Foster achou letra que reflete perfeitamente sua ex-profissão e a vida difícil: Easy living never did me no favors/smooth seas never made a good sailor. Outro milagre para dar curto-circuito no repeat.
Sem uma nota fora do lugar ou arranjo sub/superaproveitado, Joy Comes Back é perfeito até no título: traz de volta o prazer da música orgânica, bem cantada e não berrada, nessa época tão autotunada e de calouro esgoelando sem profundidade vocal alguma.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Astros do metal unem forças em álbum tributo ao Fleetwood Mac
Kirk Hammett relembra seu "horripilante" primeiro dia como guitarrista do Metallica
Roger revela as duplas sertanejas que recusaram gravar com o Ultraje a Rigor
As duas músicas do Angra que Edu Falaschi não topou cantar, segundo o próprio
O álbum de heavy metal que se tornou um dos discos mais vendidos de todos os tempos
Os clássicos do rock nacional que são os favoritos de Lito Sousa, do Aviões e Músicas
A música de 1965 que fundou o som do rock clássico, segundo Jimmy Page
Alex Van Halen é condecorado Cavaleiro da Ordem do Leão
Assista trailer de "No One's Disciple", documentário sobre vida e obra de Neil Peart (Rush)
Angra não tem planos para criar músicas novas no momento, afirma Rafael Bittencourt
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu
42 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de setembro
Scott Ian afirma que Anthrax se apresentará no Brasil em 2027
A melhor música que o AC/DC escreveu, na opinião de Gene Simmons
A opinião de Slash sobre Dave Mustaine e "Rust In Peace", clássico do Megadeth
O maior vexame no palco que Humberto Gessinger passou com Engenheiros do Hawaii
O veterano que emocionou Fernanda Lira ao elogiar a Crypta

Kinetic Orbital Strike despeja treze bombas punk/crust destruidoras
Ürütaü - Trabalho de estreia, qualidade de veteranos
A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Os 50 anos de "Journey To The Centre of The Earth", de Rick Wakeman
Guns N' Roses: o último grande álbum de rock feito a mão



