Vorgok: Um registro forte, honesto, competente e cheio de garra
Resenha - Assorted Evils - Vorgok
Por Fabio Reis
Postado em 20 de dezembro de 2016
Se eu não soubesse previamente que se tratava da nova banda do experiente Edu Lopes (ex-Explicit Hate e Necromancer), certamente a minha surpresa seria imensa ao me deparar com um álbum de tamanha qualidade, porém conhecendo o trabalho de Edu, confesso que a devastação promovida em "Assorted Evils" já era absolutamente esperada.
Para dar vida a Vorgok, o tarimbado músico se juntou ao jovem baixista João Wilson e desde 2014, ambos vem trabalhando nas composições contidas neste debut. "Assorted Evils" foi produzido por Celo Oliveira no Kolera Homestudio, no Rio de Janeiro e como em toda boa produção de Thrash Metal, a sonoridade ficou bem balanceada e num meio termo acertado entre a sujeira requerida pelo estilo e a limpidez das gravações mais modernas.
O nome da banda possui uma particularidade interessante e que encaixa como uma luva no conteúdo das letras apresentadas, Vorgok é uma palavra sem tradução e que significa a junção do conjunto de males realizados pela humanidade no passado, presente e futuro. Tal significado pode ser constatado em praticamente todo o disco, as canções abrangem temas como intolerância, manipulação, opressão, extermínio entre raças, educação, os direitos dos povos do Terceiro Mundo à segurança alimentar adequada e outros assuntos de total relevância.
Musicalmente, a Vorgok executa um Thrash Metal old school e que em nenhum momento soa datado. Percebe-se diversas referências ao Slayer (do início de carreira) e influências de bandas alemãs como Kreator e Sodom, algumas pitadas de Crossover também são notadas e apesar de "Assorted Evils" não trazer nenhuma novidade ao gênero, é um registro forte, honesto, competente, cheio de garra e que ao longo de suas 10 composições, reúne todas as principais características que um fã do estilo espera.
O trabalho é uma porradaria desenfreada da primeira à última faixa e para quem estava acostumado com os riffs matadores de Edu Lopes em seus trabalhos passados, na Vorgok o músico também é responsável pelas partes vocais, sendo esta uma grande surpresa e também uma grata revelação.
Algumas canções já nasceram com potencial para se tornarem clássicos do Metal nacional, casos de "Kill Them Dead" (o primeiro single), "Hunger" (que ganhou um vídeo clipe) e a espetacular "Mass Funeral At Sea". Logicamente estas não são as únicas que se destacam, pois o álbum é dos mais homogêneos e faixas devastadoras como "Headless Childrem", "Deception In Disguise" e a soberba "Man Wolf To Man" são algumas que empolgam bastante e são um verdadeiro tormento para pescoços destreinados.
"Assorted Evils" é um disco de estréia contagiante, capaz de agradar qualquer apreciador de música rápida, agressiva, visceral e bem tocada. Traz uma banda ajustada e que sabe exatamente onde quer chegar, é possuidora de uma identidade bem definida, com ótimos riffs, ótimos solos e letras que abordam assuntos inteligentes. É claro que a Vorgok ainda tem um longo caminho a percorrer, porém automaticamente já se transforma em mais um nome de peso de nosso Metal nacional e certamente, deve conquistar um público cativo fora do Brasil também.
Estando totalmente antenados nos atuais meios de divulgação, a Vorgok disponibilizou o disco completo para audição em seu canal oficial do Youtube e nas principais plataformas de streaming. O download é uma realidade inquestionável e os streamings são os responsáveis por uma grande porcentagem do que é escutado pelo público headbanger nos dias de hoje, ser alheio a estes fatos é demonstrar total desconhecimento de causa. Além de você poder ouvir o álbum em sua totalidade, pode acompanhar as letras de todas as composições, para isso basta acessar o link abaixo:
Recomendo! Excepcional trabalho de um grupo que demonstra qualidades irrefutáveis e enorme potencial, vale cada segundo da audição e desde já, é um dos meus álbuns nacionais favoritos de 2016.
Integrantes:
Edu Lopez (vocal e guitarra)
João Wilson (baixo)
Bruno Tavares (guitarra)
Baterista convidado (session drummer): Jean Falcão
Faixas:
1. Deception in Disguise
2. Hunger
3. Kill Them Dead
4. Last Nail in Our Coffin
5. Antagonistic Hostility
6. Hell's Portrait
7. Headless Children
8. Man Wolf to Man
9. Drowning
10. Mass Funeral at Sea
Outras resenhas de Assorted Evils - Vorgok
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Produtor de "Master of Puppets" afirma que nada acontecia no Metallica sem aval de Cliff Burton
Blaze Bayley se apresentará no Eddfest, festival organizado pelo Iron Maiden
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
Aos 82 anos, Keith Richards conta como dribla limitações para seguir tocando
Nova música do Sepultura conta com participações de integrantes do Titãs
Sepultura lança "Beyond the Dream", uma das últimas músicas de sua carreira
Anika Nilles relembra como foi seu primeiro ensaio como baterista do Rush
Angela Gossow rebate Kiko Loureiro: "Triste ler isso de alguém que respeitávamos"
Steve Morse revela como Ritchie Blackmore reagiu à sua saída do Deep Purple
Alissa White-Gluz reflete sobre ser injustiçada e simbologia do Blue Medusa
Babymetal trará o kawaii metal novamente ao Brasil em novembro
Veja a estreia da nova formação do Rush durante o Juno Awards 2026
A surpreendente faixa apontada pelo Loudwire como a melhor do primeiro disco do Guns N' Roses
The Haunted confirma show em São Paulo para o segundo semestre
O mal-entendido entre Titãs e Renato Russo na audição de "Jesus Não tem Dentes"
"Só há espaço para um ego inflado: o meu", disse Ritchie Blackmore sobre o Rainbow
A icônica banda que Keith Richards odeia: "Cresçam e depois voltem para ver se aguentam"
Hard Rock: 10 álbuns perfeitos sem músicas ruins, pela What Culture - mas cuidado...


Auri - A Magia Cinematográfica de "III - Candles & Beginnings"
Orbit Culture carrega orgulhoso a bandeira do metal moderno no bom "Death Above Life"
A todo o mundo, a todos meus amigos: Megadeth se despede com seu autointitulado disco
"Old Lions Still Roar", o único álbum solo de Phil Campbell
Death: Responsáveis por elevar a música pesada a novo nível



