Vorgok: influências de bandas como Slayer e detalhes Death Metal
Resenha - Assorted Evils - Vorgok
Por Vitor Sobreira
Postado em 01 de agosto de 2017
Os cariocas do Vorgok apresentam em seu primeiro álbum, lançado no final de 2016, uma sonoridade totalmente voltada ao Thrash Metal, com influências de bandas como Slayer e agradáveis detalhes de Death Metal.
Em um pouco mais de 36 minutos de duração total, ‘Assorted Evils’, instantaneamente chama a atenção, por sua simples, mas muito bonita embalagem em digipack, com um encarte onde as letras são bem nítidas, e que apostou em tons de cinza e azul escuro para expressar o clima de ‘maldade’ em suas 10 composições.
Contando apenas com os competentes Edu Lopez (vocal e guitarra) e João Wilson (baixo e violão), a então dupla começou com o pé direito, mas a bateria programada – pelo produtor Celo Oliveira – tirou um pouquinho o brilho do trabalho, mas nada que tenha prejudicado o resultado final.
Algo que precisa ser ressaltado, é que a palavra diversidade foi muito bem empregada, já que ouvimos as indispensáveis velocidade e peso, bem como trechos mais elaborados com solos e notas precisamente inseridas, e até mesmo arranjos de violão. Ainda no tópico diversidade, os vocais de Edu são bem curiosos, pois não se prendem à apenas uma técnica, e alternam de um Tom Araya a um gutural grave, quando a ocasião demanda. Além disso, sua guitarra também faz bonito, não economizando nos riifs e solos, enquanto que o baixo de João, assume o papel de fiel escudeiro, marcando, pulsando e estalando eficientemente.
Nada melhor, do que iniciar um disco com boas faixas rápidas e diretas, e aqui temos "Deception in Disguise" e "Hunger" (que ganhou um vídeo clipe), exibindo que os cariocas não vieram para brincar. De "Kill Them Dead" a diante, ainda que mantenha a pegada agressiva, começa-se a perceber a uma maior variedade de ritmos e andamentos.
"Hell’s Portrait" começa tendendo para o Death Metal, com vocais mais fechados, mas retorna ao Thrash antes dos 2 minutos. As pancadas "Headless Children" e "Man Wolf to the Man" até nos fazem esquecer que a audição caminha para seus últimos suspiros, mas a bela e introspectiva "Drowning" – movida apenas a violão – confirma isso, e abre espaço para a derradeira "Mass Funeral", que foi a escolha perfeita para finalizar a obra, ora com possantes levadas de bumbo duplo ora com riffs carregados e sorumbáticos.
A proposta do Vorgok pode não apresentar nada de novo, mas o que realmente importa é a qualidade, a força de vontade e a garra em terem acrescentado mais um louvável disco ao rol do Metal Brasileiro!
Formação:
Edu Lopez (vocal e guitarra);
João Wilson (baixo)
Faixas:
01. Deception in Disguise
02. Hunger
03. Kill Them Dead
04. Last Nail in Our Coffin
05. Antagonistic Hostility
06. Hell’s Portrait
07. Headless Children
08. Man Wolf to Man
09. Drowning
10. Mass Funeral at Sea.
Outras resenhas de Assorted Evils - Vorgok
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
Cinco álbuns que foram achincalhados quando saíram, e que se tornaram clássicos do rock
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
O melhor álbum de 11 bandas lendárias que surgiram nos anos 2000, segundo a Loudwire
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Por que Angra não convidou Fabio Laguna para show no Bangers, segundo Rafael Bittencourt
O critério do Angra para substituir Andre Matos por Edu Falaschi, segundo Rafael Bittencourt
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
Quantas guitarras Jimi Hendrix queimou ao longo de sua carreira?
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
Regis Tadeu aponta o disco que foi essencial para consolidar o rock nacional da década de 80
Elektra Mustaine capricha no português e canta Vanessa da Mata; "Kiko me ensinou!"
"Minha demissão do Lobão foi esquisita, para não dizer palavrão", diz Billy Brandão


Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: em 1998, livrando a cara com um disco de covers
Whitesnake: Em 1989, o sobrenatural álbum com Steve Vai



