Vorgok: influências de bandas como Slayer e detalhes Death Metal
Resenha - Assorted Evils - Vorgok
Por Vitor Sobreira
Postado em 01 de agosto de 2017
Os cariocas do Vorgok apresentam em seu primeiro álbum, lançado no final de 2016, uma sonoridade totalmente voltada ao Thrash Metal, com influências de bandas como Slayer e agradáveis detalhes de Death Metal.
Em um pouco mais de 36 minutos de duração total, ‘Assorted Evils’, instantaneamente chama a atenção, por sua simples, mas muito bonita embalagem em digipack, com um encarte onde as letras são bem nítidas, e que apostou em tons de cinza e azul escuro para expressar o clima de ‘maldade’ em suas 10 composições.
Contando apenas com os competentes Edu Lopez (vocal e guitarra) e João Wilson (baixo e violão), a então dupla começou com o pé direito, mas a bateria programada – pelo produtor Celo Oliveira – tirou um pouquinho o brilho do trabalho, mas nada que tenha prejudicado o resultado final.
Algo que precisa ser ressaltado, é que a palavra diversidade foi muito bem empregada, já que ouvimos as indispensáveis velocidade e peso, bem como trechos mais elaborados com solos e notas precisamente inseridas, e até mesmo arranjos de violão. Ainda no tópico diversidade, os vocais de Edu são bem curiosos, pois não se prendem à apenas uma técnica, e alternam de um Tom Araya a um gutural grave, quando a ocasião demanda. Além disso, sua guitarra também faz bonito, não economizando nos riifs e solos, enquanto que o baixo de João, assume o papel de fiel escudeiro, marcando, pulsando e estalando eficientemente.
José Ricardo Peret | Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Nada melhor, do que iniciar um disco com boas faixas rápidas e diretas, e aqui temos "Deception in Disguise" e "Hunger" (que ganhou um vídeo clipe), exibindo que os cariocas não vieram para brincar. De "Kill Them Dead" a diante, ainda que mantenha a pegada agressiva, começa-se a perceber a uma maior variedade de ritmos e andamentos.
"Hell’s Portrait" começa tendendo para o Death Metal, com vocais mais fechados, mas retorna ao Thrash antes dos 2 minutos. As pancadas "Headless Children" e "Man Wolf to the Man" até nos fazem esquecer que a audição caminha para seus últimos suspiros, mas a bela e introspectiva "Drowning" – movida apenas a violão – confirma isso, e abre espaço para a derradeira "Mass Funeral", que foi a escolha perfeita para finalizar a obra, ora com possantes levadas de bumbo duplo ora com riffs carregados e sorumbáticos.
A proposta do Vorgok pode não apresentar nada de novo, mas o que realmente importa é a qualidade, a força de vontade e a garra em terem acrescentado mais um louvável disco ao rol do Metal Brasileiro!
Formação:
Edu Lopez (vocal e guitarra);
João Wilson (baixo)
Faixas:
01. Deception in Disguise
02. Hunger
03. Kill Them Dead
04. Last Nail in Our Coffin
05. Antagonistic Hostility
06. Hell’s Portrait
07. Headless Children
08. Man Wolf to Man
09. Drowning
10. Mass Funeral at Sea.
Outras resenhas de Assorted Evils - Vorgok
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A lenda do thrash que considera Metallica melhor do que Motörhead: "Nada tão poderoso"
O presente de Paul Di'Anno que Nicko McBrain guarda até hoje com orgulho
"Não dividimos o lucro igualmente", admite guitarrista do Rival Sons
A banda que Alice Cooper considera a que melhor representa o heavy metal
O roqueiro brasileiro que deu cano em Axl Rose; "preferi ir embora"
James Hetfield revela banda que disse "não" a convite do Metallica para turnê
Os três baixistas que Robert Trujillo, do Metallica, considera seus maiores heróis
Dimmu Borgir, Satyricon e Enslaved quebram recorde de público na Noruega
Justin Sargent fala pela primeira vez como novo vocalista do Skid Row
64 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de novembro
Por que o hino beneficente do heavy metal não pegou, segundo Regis Tadeu
Por que Bruce Dickinson nem sempre entende as letras das músicas que escreve
O álbum que Ozzy Osbourne queria gravar antes de morrer, segundo Zakk Wylde
O melhor disco lançado em 2026, segundo Mateus Ribeiro
A obsessão de Elton John no auge da fama, segundo Bernie Taupin
10 discos para entender o metal melódico, de acordo com matéria da Bizz
O que significa e como surgiu a expressão "abajur cor-de-carne" da música "Menina Veneno"?
O integrante que mais depende financeiramente do Angra, segundo Rafael Bittencourt

Raimundos - há 26 anos, o "MTV Ao Vivo" registrava uma das fases mais intensas da banda
Lorna Shore cria obra que desafia os limites do ouvinte
Wings of Steel novamente acerta com "Winds of Time"
Queens of The Stone Age volta com álbum longe de ser "Perfecth"
Corrosion of Conformity encara perdas e mudanças em "Good God / Baad Man"
Voivod - Música mutante para um futuro mutante
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes
