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Vorgok: As maldades da raça humana abordadas em Thrash Metal

Resenha - Assorted Evils - Vorgok

Por Bruno Rocha
Em 13/03/17

Nota: 9

Vemos em nosso cotidiano todo tipo de maldade ser tramada e executada. Desde que o mundo é mundo que a ganância humana é raiz de más intenções para serem feitas contra os outros, em prol das vontades e desígnios de quem as maquina. Baseado nesta triste realidade é que o guitarrista e vocalista carioca Edu Lopez (ex-NECROMANCIA) batizou sua nova empreitada, VORGOK. Um neologismo simples e forte que, segundo o próprio, significa 'o conjunto de todas as maldades do passado, presente e futuro'. Em seu trabalho de estreia, 'Assorted Evils', tem-se um compêndio de diversas maldades cometidas pela raça humana, sob a trilha sonora de um violento Thrash Metal.

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Cheio de referências aos atos extremos de Heavy Metal dos anos 80 como SLAYER, POSSESSED, DEATH e MASTER, a banda composta por Edu Lopez e João Wilson (baixo, violão) nos concede um Thrash Metal vigoroso e eficiente em seus propósitos, com um pezão no Death Metal. O álbum em sua plenitude soa coeso; as faixas parecem conversar entre si, exceção feita à faixa 9, 'Drowning', um ousado interlúdio acústico de responsabilidade de João Wilson. Os vocais de Edu nos remetem a Tom Araya (SLAYER) na fase 'Seasons In The Abyss', porém com uma ou outra visita nos domínios guturais, para dar aquela ênfase no extremismo. Mudanças repentinas de andamento também aparecem frequentemente em todas as faixas, transitando do mais rápido Death Metal oitentista até ritmos de groove forte, feitos para se bater cabeça.

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Como abordado no primeiro parágrafo desta resenha, as letras, muito bem elaboradas por Edu Lopez, dissertam sobre os diferentes tipos de maldades cometidos pela humanidade. Vemos comentários sobre estelionato, intolerância, exploração sexual e de mão-de-obra, violência, e, mais especificamente, crise de refugiados, tema da faixa 10, 'Mass Funeral At Sea', faixa que apresenta um ótimo bom gosto de arranjos e mescla de ritmos. O arrastão 'Last Nail In Our Coffin', com pouco mais de um minuto, é um Death Metal na linha de POSSESSED que aborda a extinção de seres vivos. 'Antagonistic Hostility' traz uma dose reforçada de melodia. Junto com a arte sonora, temos a assombrosa arte de capa elaborada por Raphael Efez, que espelha esteticamente a sonoridade e os ideais cantados no álbum.

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Gravado na Cidade Maravilhosa, no Kolera Home Studio e sob a produção e mixagem de Celo Oliveira, o álbum soa pesado e com os instrumentos bem nítidos, deixando transparecer toda a técnica de João Wilson no baixo e os timbres maléficos de Edu Lopez, que exalam toda aquela maldade que sentimos no Death Metal dos anos 80. A bateria foi programada. Mas, no caso de 'Assorted Evils', isso não é motivo de protestos, pois, apesar do termo 'bateria programada' causar repulsa no headbanger, o produtor Celo Oliveira soube deixar a timbragem da bateria a mais orgânica possível, mal parecendo ser robotizada. Esteja tranquilo para sentir sem medo os bumbos duplos nocauteando a sua cara. No momento o VORGOK conta com o baterista contratado João Falcão para as apresentações ao vivo. Bruno Tavares (guitarra) completa a atual formação.

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Edu Lopez é experiente e perito em se tratando de Metal Extremo. Tendo tocado na tradicional banda de Thrash/Death NECROMANCIA e também no EXPLICIT HATE, sabe o caminho das pedras para se fazer um bom e agressivo Thrash Metal. Se você procura por som forte, violento e cheio de maldade, aposte no VORGOK.

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Assorted Evils - Vorgok (independente, 2016)

Tracklist
01. Deception In Desguise
02 . Hunger
03. Kill Then Dead
04. Last Nail In Our Coffin
05. Antagonistic Hostility
06. Hell's Portrait
07. Headless Children
08. Man Wolf To Man
09. Drowning
10. Mass Funeral At Sea

Line-up
Edu Lopez - vocais, guitarras
João Wilson - baixo, violão


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Sobre Bruno Rocha

Cearense de Caucaia, professor e estudante de Matemática, torcedor do Ferroviário e cafélotra. Entrou pelas veredas do Heavy Metal na adolescência e hoje é um aficionado e pesquisador de todos os gêneros mais tradicionais desta arte e de suas épocas. Tem como forte o Doom Metal, não obstante o sol de sua terra-natal.

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