Korn: Possível candidato a um dos melhores discos do ano

Resenha - Serenity of Suffering - Korn

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Marcio Machado
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Depois de andar capenga das pernas,perder membros, quase encerrar de vez sua carreira, com lançamentos um tanto mornos, finalmente o Korn acerta a mão em um dos melhores discos do ano e possível candidato a melhor da discografia da banda.

1061 acessosPipocando Música: 10 bandas que abusaram dos palavrões5000 acessosJason Newsted: revelando porque ele deixou o Metallica

Desde Take a Look in the Mirror, a banda vem se enroscando em experimentos que pouco acertaram ou agregaram ao som de Jonathan Davis e companhia. Desde mistureba com dubstep até um pseudo álbum "intelectual" em Untitled, e promessas furadas de retorno às raízes em Korn III e Paradigm Shift não muito bem sucedidos, Serenity of Suffering traz a aproximação ao som antigo da banda, principalmente do ótimo Untouchables e vai além, traz o amadurecimento, musical e pessoal dos membros hoje atuando e prova que merece ainda resistir a todas as tribulações pelas quais passaram.

Indo ao que interessa, a porrada abre com Insane, uma cacetada que faz parecer uma muralha caindo em cima de alguém tamanho peso das guitarras de Munky e Head, e esse último prova a diferença que faz quando em estúdio, a química entre ambos, fora a cozinha, com Fieldy não usando mais um baixo só estralado, com real diferença em conjunto com as baquetas de Ray Luzier, que finalmente se achou e está a vontade no posto, soando as vezes como o antigo David Silveria, sem deixar de ser Ray, e em cima de tudo isso, Jonathan Davis apavora com sua voz, mostrando que o tempo só lhe fez bem, abrindo com um gutural sinistro e fazendo jus ao peso todo da faixa, ótimo começo.

Em seguida vem o primeiro single lançado para este trabalho, Rotting in a Vain, outra faixa pesada e cadenciada e com um puta refrão grudendo, e com sabor de nostalgia, JD ataca com suas scats vocais paranoicas e loucas que desde Liar não davam as caras em um disco.

A cacetada continua com Black is the Soul e The Hating, duas faixas muito densas e carregadas, que mostram algo perto do primeiro e segundo discos da banda.

A quinta faixa do disco traz uma participação que há muito tempo fãs esperavam, Corey Taylor, vocalista do Slipknot, solta a voz em parceria com Jonathan, numa música bem ao estilo New Metal pula pula, mas sinceramente, apesar de algo bacana, a participação não agrega muito e se não acontecesse não faria diferença alguma, não passou de uma brincadeira entre dois amigos que estão se divertindo.

Take Me nos joga de volta a 99, no álbum Issues, com um clipe que até lembra de longe Make Me Bad, em uma faixa até meio pop, de fácil assimilação, não sendo algo ruim, ao contrário, uma das melhores do disco todo.

Chegamos aqui a faixa mais Jonathan Davis de todo o álbum, Everything Falls Apart é literalmente uma loucura jogada em forma de música. Com um vocal animalesco e completamente doido, onde Davis berra "There is Nothing in my Head" como um louco preso numa camisa de força ávido a se soltar, uma das mais marcantes.

Die Yet Another Night e When You're Not There são faixas com refrões grudentos, orquestrados com melodias pesadas e carregadas, e um vocal forte, que exala as letras falando sobre solidão e angústia.

Next Line, inicia com um trabalho de bateria e voz muito colados e soando completamente feitos uma para o outro, e logo dando vez a Please Come For Me, que apesar de soar fraca perto a outras faixas, continua mantendo o alto nível do disco.

Baby fecha o disco, longe de um encerramento como My Gift To You ou Daddy, traz um Korn comedido em certo ponto, para perto de seu final, Jonathan berrar e encerrar com mais um refrão chiclete.

A versão deluxe do disco ainda traz Calling Me Too Soon, faixa bastante pesada e com vocal marcante, que deveria fazer parte da versão normal, e Out of You, faixa legal, mas que não agrega muito a todo o resto.

Sendo o 12° álbum da banda, Korn mostra o porque de ainda estar em atividade e que ainda pode render grandes trabalhos quando joga com criatividade sem abandonar suas principais características no trabalho para uma das maiores bandas dos anos 90.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Serenity of Suffering - Korn

3769 acessosKorn: banda arrisca pouco e agrada bastante em novo álbum


Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 08 de dezembro de 2016


1061 acessosPipocando Música: 10 bandas que abusaram dos palavrões159 acessosEm 08/10/2013: Korn lança o álbum The Paradigm Shift36 acessosEm 15/10/1996: Korn lança o álbum Life Is Peachy519 acessosKorn: Taylor Swift é fã da banda, segundo Jonathan Davis1324 acessosLinkin Park: alguns dos convidados para tributo a Chester Bennington952 acessosSummer Breeze 2017: Megadeth, Korn, Obituary, Amon Amarth e outros0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Korn"

KornKorn
Head até hoje é atacado por fundamentalistas

KornKorn
"Todos quebram em determinado momento"

Ultimate Classic RockUltimate Classic Rock
Dez músicos com tatuagem na cabeça/rosto

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Korn"


Jason NewstedJason Newsted
Revelando porque ele deixou o Metallica

SlayerSlayer
As preferências do guitarrista Kerry King

Elvis PresleyElvis Presley
As últimas 24 horas do Rei do Rock

5000 acessosMega-hits Manjados: 10 clássicos que se tornaram clichês5000 acessosKeith Richards: Metallica e Black Sabbath são "grandes piadas"5000 acessosSlash: por que ele usa óculos escuros o tempo todo?5000 acessosJesus Cristo: algumas canções que levam o seu nome como tema5000 acessosShows: por que você deve comprar ingresso antecipado?5000 acessosCafé Metal: Starbucks pedindo desculpas por barista satanista

Sobre Marcio Machado

Estudante de história, apaixonado por cinema e o bom rock, fã de Korn, Dream Theater e Alice in Chains. Metido a escritor e crítico.

Mais matérias de Marcio Machado no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online