Green Day: Radiofônico, sim; Revolucionário, de jeito nenhum
Resenha - Revolution Radio - Green Day
Por Erick Silva
Fonte: Blog Punhado de Coisas
Postado em 02 de novembro de 2016
Nota: 4/10.
Que ano difícil esse para os "blockbusters" do rock estadunidense, não? Até agora, as "superproduções" do gênero se mostraram bem aquém do esperado. Primeiro, foi o Red Hot Chili Peppers que gravou um álbum bem insosso. Depois, foi a vez do Blink 182 colocar um disco bem apagado no mercado. E, agora chega a vez do Green Day provar que precisa se reinventar o quanto antes, senão... O disco em questão atende pelo nome de "Revolution Radio", e pouco ou nada lembra o ótimo "American Idiot" ou o seminal "Dookie". Não que a banda tenha a obrigação de se repetir, muito pelo contrário. Mas, se for pra fazer algo diferente, que seja com instiga, carisma e alguma qualidade.
O problema do novo lançamento do Green Day é que as músicas, mesmo bem executadas, são genéricas demais, lembrando um pouco do que o grupo fez anteriormente, mas, sem aquele senso de novidade, ou até aquela energia que faz de um álbum, pelo menos, "escutável". Parece que todos, com exceção do baterista Tré Cool, estão no piloto automático, entregando performances apagadas, com um som que nem tenta se diferenciar dos inúmeros "punks pops" que existem por aí, nem consegue fazer o bom e velho "feijão com arroz". E, esse meio termo estético acaba fazendo do trabalho algo muito chato de se ouvir.

Pode parecer pura implicância com a banda, mas, não é. Como prova, temos as 4 primeiras músicas de "Revolution Radio" que não me deixam mentir. "Somewhere Now" remete (demais) à "Wake Me Up When September Ends", porém, sem a mesma grandiosidade épica desta. "Bang Bang" e "Revolution Radio" tentam deixar a coisa mais agitada, tipo uma "American Idiot" ou uma "Basket Case" da vida, só que, mais uma vez, eles falham. As letras, em especial, estão até inspiradas, mas, o som, em si, não tem identidade, talvez porque eles não estejam conseguindo imprimir muito "punch" nas canções, deixando algo que deveria ser "pancada", melódico demais. Aí vem a balada (no pior sentido) "Say Goodbye" que, tristemente, confirma esse gosto por mais melodia, e menos peso.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | As coisas até melhoram (um pouco) com a boa "Outlaws", cujas partes tranquilas lembram alguns dos melhores momentos dos Beatles. Mas, quando a banda resolve eletrificar mais os seus instrumentos, tudo volta a ficar genérico, sem tempero. As duas músicas seguintes ("Boucing off the Wall" e "Still Breathing") são cópias quase que exatas das primeiras músicas do disco; ou seja, dispensáveis. Chegamos, infelizmente, à mais uma música dispensável do disco, "Youngblood", que tem até uma sonoridade bacana, bem ao estilo do Nirvana em seus momentos mais leves (me lembrou, inclusive, algumas boas passagens de "Nevermind"), porém, o refrão é fraco, bem como o jeito de cantar do vocalista Billie Joe Armstrong, muito apático.

Nesse contexto um tanto pífio, a faixa "Too Dumb to Die" vem como uma forma de alento, quase um milagre: finalmente, escutamos algo em "Revolution Radio" com certa qualidade do começo ao final. Não é uma música primorosa, é verdade, mas, sua aura totalmente oitentista, com uma melodia, até que enfim, agradável, consegue elevar, um povo, a nota do disco. "Troubled Times", que vem em seguida, é (que surpresa!), tão boa quanto a anterior. Remete um pouco ao brit pop do Supergrass, e é uma das melhores do álbum. Já quase no fim, temos uma canção razoável, "Forever Now", que poderia ser bem melhor se não se arrastasse por desnecessários 7 minutos. E, pra encerrar tudo, "Ordinary World", uma balada mais ou menos bonita, mas, sem grandes atrativos. Triste fim (literalmente).

A expectativa foi muita, mas, no geral, o que temos aqui é um disco bem fraco, aonde se salvam apenas a garra e a energia do baterista Tré Cool, e uma ou outra letra bem bolada (porém, não necessariamente marcante), como em "Forever Now". Muito pouco para um grupo que fez, recentemente, um trabalho tão carismático e empolgante quanto "American Idiot". Ironicamente, o título do novo álbum do Green Day é uma meia verdade. De fato, ele é "radiofônico", pois, é justamente esse tipo de rock que anda tocando no dial à exaustão. Já, no quesito "revolucionário", ele fica devendo (e, muito).

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