No Trauma: Com potencial para serem grandes
Resenha - Viva Forte Até o Seu Leito de Morte - No Trauma
Por Victor Freire
Fonte: Rock'N'Prosa
Postado em 24 de setembro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Recebi da Roadie Metal o álbum Viva Forte Até o Seu Leito de Morte (2015), dos cariocas do No Trauma. O som pesado e cantado em português abre logo nossos ouvidos para o que virá. Fuga e Quimera abrem o álbum muito bem. Os vocais guturais de Hosmany Bandeira combinam muito bem com a guitarra pesada de Tunninho Silva, a bateria de Marvin Tabosa e o baixo de Jhonny Boy. As músicas incluem vocais limpos também, dando todo um contraste que curti bastante. As passagens pesadas são combinadas com riffs também com elementos de heavy metal, como é o caso de Quimera, que ainda tem um excelente solo.
M.M.A (Meu Mundo Artificial) adiciona elementos de rock moderno à música do No Trauma, combinando esses elementos com os já presentes riffs pesados e rápidos e Massa de Manobra faz o mesmo, só que adicionando um pouco de hardcore na música. Esta última representa, para mim, tudo o que é o álbum, a intenção da banda.
Confesso que fiquei certo tempo pensando no que escrever entre a linha passada e essa, mas cheguei à conclusão que é justamente isso (vendo o espaço em branco). Não há como descrever sem entrar em muitos detalhes o som do No Trauma. A mistura de elementos é a principal característica da banda, deu para perceber com o que escrevi até agora. Forca é outra composição que segue a mesma linha do hardcore, misturando elementos com o metal pesado. Não lembro de ter escutado algo assim parecido, talvez o Project46, sendo que até onde lembro o som deles não é tão diversificado quanto o do No Trauma (não dizendo que isso é um "defeito"). Depois de um pequeno interlúdio, intitulado Sedativo (executado no violão), a banda volta logo à velocidade e peso com Demoniocracia. A música traz uma crítica política bem forte, recomendo a leitura da letra. O álbum é encerrado com Viva Forte, música escolhida para o clipe, e Sawabona Shikoba. Ambas continuam a linha seguida no álbum.
Gostei bastante do Viva Forte Até o seu Leito de Morte (2015), a banda conseguiu entregar um álbum diversificado e único. O metalcore não é um estilo que escuto muito no dia-a-dia, na verdade, estou começando a ter mais contato agora (e com uma boa referência, diga-se de passagem). As composições misturam o metal com o heavy metal e hardcore de maneira bem coerente. As letras são muito boas e mesmo com vocal gutural conseguimos entender tudo que está sendo cantado. A qualidade da gravação está boa e um destaque é o cuidado que a banda teve na produção do álbum, incluindo coros e diversidade no vocal (alternando em gutural, limpo e até um "desafinado" proposital).
Concluindo, a banda possui um grande potencial para crescimento só pelo que foi mostrado no seu primeiro álbum. A música deles permite que novos horizontes nas composições sejam explorados, e pelo que escutei de Vida Forte Até o Seu Leito de Morte (2015), imagino que é o sentimento da banda como um todo – utilizar sua música como um instrumento de crítica, mas paralelo a isso, investir na diversidade musical das composições. Esperemos o que virá daqui para a frente.
Tracklist:
1.Fuga
2.Quimera
3.M.M.A
4.Massa de Manobra
5.O Chamado
6.Forca
7.Sedativo
8.Demoniocracia
9.Igualdade
10.Algemas do Medo
11.Viva Forte
12.Sawabona Shikoba
Outras resenhas de Viva Forte Até o Seu Leito de Morte - No Trauma
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Quanto do Angra pertence a Felipe Andreoli, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro
A estrela de Hollywood que ajudou a transformar uma canção em clássico do Guns N' Roses
Devin Townsend cuida de um jardim para pagar o seu aluguel
Metallica contribuiu para a ascensão do grunge e do Nirvana, segundo Kirk Hammett
Rock e Heavy Metal - lançamentos de faixas, álbuns e mais novidades
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
O grupo pop que Ian Gillan considera muito bom em fazer música comercial
Usina da capa de "Animals", do Pink Floyd, se tornará espaço para shows
Mark Knopfler e os três guitarristas que moldaram seu estilo inconfundível de tocar
Vivian Campbell relembra teste para entra na banda de Dio; "Eles estavam chapados"
O grupo vocal dos anos 1980 que perdeu espaço para a onda do rock nacional
A frase casual de Roger Glover que virou um dos maiores clássicos do Rainbow
As melhores músicas do rock progressivo com mais de 30 minutos, segundo a Loudwire
Nicko McBrain relembra o dia em que Ozzy Osbourne salvou sua vida
O megastar maior que o Pink Floyd cujo show David Gilmour achou apenas "mediano"
O inesperado megahit de Zé Ramalho que Moonspell quer transformar em metal
O dia que Lobão viu Robert De Niro recusar drogas por motivo muito inesperado
As 10 piores músicas de metal do mundo, segundo inteligência artificial ChatGPT

Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Relevante como nunca, Totalitär retorna após vinte anos com EP furioso
Herman Frank - O motor barulhento, rápido e construído para rodar
Entre nostalgia, legado e recomeços, Beseech apresenta seu 7º álbum de estúdio
Veterano Sacrifice mostra que continua afiado como nunca no ótimo "Volume Six"
O álbum pesado e melancólico do Soilwork que ajudou a salvar a minha vida
Metallica: And Justice For All é um álbum injustiçado?



