Yearning: A síntese da melancolia no Atmospheric/Doom
Resenha - With Tragedies Adorned - Yearning
Por BRUNO ROCHA
Postado em 19 de setembro de 2016
Nota: 8 ![]()
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O Doom Metal é um dos filhos do Heavy Metal que melhor absorve influências alheias ao que já é tradicional no Metal. O chamado Atmospheric Doom Metal traz, como o nome indica, atmosferas melancólicas e soturnas criadas por fundos bem encaixados de teclados ou timbres de guitarras, retratando em música todo o sentimento presente nas letras geralmente sentimentais e pessoais.
Em 1994, na cidade de Riihimäki, na Finlândia, Juhani Palomäki funda o FLEGETON, que em 1996 muda o nome para YEARNING, quando da assinatura de contrato com a gravadora francesa Holy Records. Em fevereiro de 1997, é lançado o primeiro álbum da banda, WITH TRAGEDIES ADORNED.
Os arranjos melodiosos e sentimentais presentes neste álbum transportam o ouvinte a mais profunda introspecção, além de lhe deixar com a sensação de que você está realmente na beira de um lago no interior da Finlândia em pleno outono. Incursões acústicas aparecem frequentemente durante as músicas, deixando transparecer também a influência da natureza nas composições de Palomäki. Isso fica bem claro na abertura com a faixa "Remnants Of The Only Delight", um Doom Metal clássico, com riff introspectivo e trilhas de teclado que criam a tal atmosfera a qual o gênero se refere.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Ao longo da audição do álbum, alternam-se momentos de empolgação e de monotonia, dependendo de quanto Metal existe na música. As cinco primeiras faixas do play são de entusiasmo e introspecção ao mesmo tempo: bases pesadas, solos com guitarra dobrada e cozinha com ritmos consistentes, acompanhados das camas de teclados (fazendo papeis de "camas" mesmo, criando os climas, onde as guitarras deitam e rolam) e dos vocais graves e melancólicos de Palomäki, criam um Doom Metal de muito respeito. Destaques para a faixa acima citada, para "Flown Away" e para "The Temple Of Sagal", que tem no riff um certo charme do Blues.
As faixas 6 e 7, "Release" e "In The Hands Of Storm", respectivamente, quebram o bom ritmo de suas antecessoras, focando muito na atmosfera e deixando um pouco de lado o Metal. O encerramento com a épica "Canticum" é digna dos grandes clássicos Doom, com várias alterações de ritmo e um final, digamos, fúnebre.
Vale destacar a ótima produção e mixagem do disco, que deixou todos os instrumentos bem nítidos e evidenciando as ótimas linhas de baixo. Destaque também para os vocais de Yuhani Palomäki, alternando vocais limpos graves e vocais guturais, daqueles de fazer o ouvinte sentir toda a escuridão presente em sua mente.
O grande desafio de se fazer Atmospheric Doom é fazer música atmosférica e introspectiva, mas sem esquecer de mostrar energia (afinal, é Metal, não é mesmo?) Neste primeiro disco, O YEARNING mostrou não só que é capaz de fazer isso com perícia, mas deixou para a posteridade um disco magnífico.
O YEARNING hoje não mais existe. Palomäki cometeu suicídio em 2010, enquanto o YEARNING estava em hiato e ele se dedicava ao terceiro álbum do COLOSSEUM, sua outra banda, esta de Funeral Doom. Como era o único membro original e principal mentor do YEARNING, esta teve seu fim forçosamente decretado, assim como o COLOSSEUM. Mas suas curtas discografias estão aí, para inspiração de mentes que desejam fugir do comum do Heavy Metal e entrar em novas dimensões. Mas sem sair do Metal.
With Tragedies Adorned - Yearning (Holy Records, 1997)
01 - Remnants Of The Only Delight (07:09)
02 - Bleeding for Sinful Crown (06:35)
03 - Flown Away (06:02)
04 - Haze Of Despair (05:32)
05 - The Temple Of Sagal (05:33)
06 - Release (07:17)
07 - In The Hands Of Storm (05:02)
08 - Canticum (16:49)
Line-up:
Juhani Palomäki - vocais, guitarra, teclados, letras
Tero Kalliomäki - guitarra
Petri Salo - baixo
Toni Kostiainen - bateria
Lady Tiina Ahonen - flauta (adicional)
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