Yngwie Malmsteen: Tributo com a energia certa

Resenha - Concerto Suite for Electric Guitar and Orchestra - Yngwie Malmsteen

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Por Rodrigo Contrera
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Primeira parte da matéria:

Yngwie Malmsteen: A exultação egóica de um sonho

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Comentei, num texto anterior, como o virtuoso sueco Yngwie Malmsteen localiza seu concerto tributo para guitarra e orquestra no contexto da música erudita na medida em que ele é um dedicado admirador dos solistas virtuosos europeus como Paganini e Liszt e em que uma das tarefas a que se dispõe, enquanto instrumentista e compositor, é aproximar esses dois âmbitos (o erudito e o do rock), no qual ele é definitivamente um precursor e um músico que abriu todo um novo caminho para os guitarristas. Agora irei comentar o resto do CD, do qual só comentei a primeira faixa, a fanfarra que utilizar o tema de Icarus Dream como desculpa.

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Icarus' Dream Fanfarre

Note-se, em primeiro lugar, que ao começar com essa faixa, o sueco teve que compor praticamente toda a música ao redor do tema, e não simplesmente fazer com que a orquestra fizesse as vezes do grupo de rock, com o que estreou a Icarus Dream. Isso, é preciso ressaltar, deve ter exigido de Malmsteen um esforço bastante considerável, sabendo-se que uma composição para orquestra exige determinar notas e encaminhamentos especiais para cada instrumento (ou grupo de instrumentos) dela, e que isso também exige imaginar (em silêncio, em nosso ouvido interno) como isso poderia acontecer na prática. E é claro que qualquer compositor não sabe necessariamente compor para uma orquestra, e que o sueco se motivou a isso, ou seja, determinou rumos a seguir, com base sempre em seu sonho. Não é pouco.

Mas, ainda comentando essa faixa, noto como o instrumento solista - no caso, a guitarra - não funciona sempre necessariamente de forma a atrair as atenções da plateia. As notas, eu noto, em diversos momentos, são bastante simples e claras, e parecem mais conduzir o tema de forma respeitosa, sabendo que tudo está guiando uma orquestra. Nesse sentido, não me parece, ao menos nessa faixa, que a guitarra sirva como instrumento a fazer piruetas, com o próprio Paganini fazia, nem um instrumento que invente a condução da faixa como um todo. Não, a guitarra aparece de forma comedida, sabendo-se solista, mas recuando por vezes a uma situação subalterna, deixando a música brilhar por si só. Mais uma vez, não é pouco, para quem imaginava que iria ver um concerto de rock acompanhado por uma orquestra, ou seja, com uma orquestra a tiracolo. Claro que a música resultante não é também tão permanente assim, mas foi um desafio, e é um desafio ver como tudo se conduz.

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Cavallino Rampante

Para contrapor o que seria uma de suas músicas (perfeitamente, no limite) composta para os instrumentos de uma orquestra, é bom, creio, reparar em como ele faz na faixa a seguir, Cavallino Rampante, com um concerto que ele deu bastante depois no Japão, em que a já comentada "Black Star" aparece como abertura, mas adaptada inteiramente para os instrumentos eruditos.

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Não que eu desgoste de "Cavallino Rampante" (não é o caso). Acho, ao contrário, esta faixa uma das mais interessantes do CD no destaque dado à guitarra. Acho-a extremamente simpática e bem adequada ao trabalho da orquestra. Mas, mesmo assim, é claro o relativamente pequeno trabalho dado à composição para a orquestra, assim como torna-se patente que o destaque à guitarra foi no sentido de atribuir-lhe um papel protagonista mesmo ou especialmente nos momentos em que praticamente sola. Mas não nego a emoção que experimento, em contraposição, no concerto japonês. Nele, identificamos a sensibilidade originalmente atribuída à guitarra em instrumentos diversos, e nos emocionamos com isso. Percebemos claramente, nesse concerto, como o sueco consegue se comunicar com outros mares, e como suas diatribes possuem uma vontade superior ao seu ego. Porque, nestas minhas resenhas, se tenho um objetivo de alguma forma maior é ajudar a fazer com que as pessoas escapem das discussões comezinhas e que embarquem na música, que é o que fica. Porque noto como essas discussões parecem prender o trabalho de apaixonados com currículo a mostrar em camisas de força em que parecemos só ter duas opções: amar ou odiar. Quando é preciso entender que, para além do amor e ódio em relação a alguém que trabalha com arte, está ela própria, a arte, e que para podermos contemplá-la precisamos sair da rés do chão.

Claro, por outro lado, que Yngwie não é Wagner, que em "Rienzi" capturou como cativo o próprio Hitler, e que está especialmente formulada na prática num concerto que não me canso de assistir, com o grande, porque humilde, Klaus Tennstedt.

Claro que também não podemos exigir-lhe um alcance tão maior quanto o de duas guerras, ou de movimentos que superam os tempos (como o romantismo e suas tentativas de superação). Mas, para quem realmente gosta de música, não há como deixar para trás suas conquistas, e nelas está a afirmação de um ego, sim, embora, pela sua própria definição, não esteja restrita a ele. Nossa tarefa, enquanto admiradores do que é belo, está em podermos distinguir os fatores envolvidos, e em trazermos conosco gente que por algum motivo não consegue ir além. Esse, meu papel, aqui.

Fuga

Note-se, também, que ao contrário de em seus CDs tradicionais, de rock, aqui nenhuma faixa tem título que promova a vida de um jovem em seu esplendor, e ou de outros universos, digamos, rampantes. Não, aqui praticamente todas as faixas são movimentos, ou tipos de movimentos, e com isso remetem sem parar a que estamos em um concerto, sem porém a rigidez ou rigor das atribuições tradicionais, em que os movimentos estabelecem um mote a um todo claramente definido (como numa sinfonia), o que nos traduz uma certa chatice da idade. Claro que isso se dá, em alguma medida, às custas de uma vontade que poderia ser ainda maior, no sentido de mostrar como se leva a sério tudo isto. Mas não há o que reclamar. Pois a tentativa de aproximar não condiz necessariamente com a sensação de sentir-se preso a esquemas anteriores. E, nota-se, se tem algo que o sueco quer é experimentar a liberdade da sensação, não a prisão de TER de responder de determinada forma. Não faz parte do seu esquema de vida, parece.

Nesta "Fuga", por outro lado, vemos a guitarra num papel intermediário, não tão forte em sua determinação do objetivo da música como na faixa anterior, mas também não tão diminuída, meio que comentando o tema, como na primeira faixa. E talvez por causa disso, nos sentimos algo melhor ao ouvi-la. Note-se que o timbre dela, da guitarra, neste CD como um todo, escapa da agressividade do rock tradicional, com seus esquemas valvulados, e que as próprias escolhas radicam num aproveitamento dos registros mais agudos e suaves, como se fosse um violino, em última instância. E que os próprios momentos de quase solo escapam da intenção de causar uma impressão, como se realmente estivéssemos num concerto em frente a pessoas cultivadas, com gosto mais apurado. Isso fica claro em todo o CD, como é óbvio, mas aqui torna-se patente, meio que encarando o sueco como um Paganini, ao invés de como um jovem roqueiro em busca de oportunidades para sobressair. Outro detalhe, ao menos nesta faixa, é o uso de coro, algo não tão costumeiro assim, ao menos nas obras eruditas de maior alcance. Um aspecto a notar é que os coros não dizem nada, só cantam, ou seja, não têm texto a comentar.

Prelúdio de April e Toccata

Os maiores conhecedores da vida de Yngwie que me corrijam, se eu estiver enganado, aqui, mas esta faixa seguinte, Prelúdio de Abril (April), referia-se à esposa do sueco naquele então. E é uma de minhas preferidas. Pois, com uma guitarra em modo acústico, sendo depois substituída por um registro levemente valvulado, ela expressa claramente o carinho que alguém pode nutrir por outra pessoa. Não à toa, claro, num excurso pessoal, ela ainda me lembra o carinho que eu nutria por minha então esposa (com a qual não dei certo), e ainda hoje me remete a bons sentimentos diante de pessoas queridas (como a moça de que atualmente gosto). A faixa, em si, é uma grande oportunidade para Yngwie solar, com um coro suave ao fundo, e uma grande pedida para se expressar, na ponte entre mundos que insiste em fazer. É uma faixa que tem uma clara demanda erudita, mas que poderia constar em um CD não necessariamente erudito, e que exagera na emoção sem necessariamente retirar lágrimas de nossos olhos. Porque temos de entender que o cara é sueco, e que lá a demanda por emoção é mais recatada, mais restrita ao critério de cada um, sem precisar se tornar algo latino, como somos nós. Nesse sentido, é uma faixa amorosa, mas também não é.

Ocorre que a pecinha para a amada é imediatamente (sem interrupção) acompanhada por uma Toccata. E é aqui que, apesar da beleza dos solos, creio que o sueco perde a mão. Primeiro, porque o solo se perde em entrâncias que não parecem mais querer dizer muito, e porque, apesar da beleza da composição por detrás, não imaginamos por que razão ele fez questão de ser acompanhado por uma ORQUESTRA para aquilo (quando um teclado conseguiria acompanhar tudo maravilhosamente bem). Ou seja, o sueco aqui parece para mim haver perdido por excesso, por haver investido demais (numa orquestra) para algo que bastaria ser resolvido de outra forma (até porque o próprio solo ou similar é acompanhado por um duo da própria guitarra). Outro problema é que o repertório musical, aí, perdeu tudo o que poderia ter de erudito, e recaiu num misto popular que não merece o lugar no CD. Seja como for, com o sueco é assim: ou você o ama ou o deixa. E claro, todos os que adoram solos irão adorar os trechos citados. Há porém aqui uma atenuante: a melodia e todos os solos que a acompanham dão um ar interessante a tudo o que resta, como que dizendo que após o amor tem o mundo. E isso é bastante interessante. Seja como for, é bonito.

Andante

Mas eis que chega uma faixa em que a orquestra novamente aparece, agora inspirada em algum tema do próprio Yngwie de CD passado (e ao que parece já comentado por mim). Mas aqui (embora eu não saiba como tudo surge) a palavra divertimento parece bastante adequada. Porque vemos o que acontece bem na nossa frente meio que nos deliciando com um clima erudito para algo que, claramente, não lhe merece tanto o nome, no sentido da amplitude e complexidade. Seja como for, esse divertimento em que consiste este andante avança, e vemo-nos com alguns arranjos algo mais complexos, meio que para não passar vergonha (rs). É aqui que percebemos que talvez tenha sido um pouco cedo demais o momento para o sueco embarcar na música erudita, e também compreendemos algo do desdém que os músicos eruditos dedicam ao rock e coisa que o valha. Porque notamos que não há complexidade suficiente a sustentar o investimento, e mesmo o aluguel de uma orquestra toda. Porque vemos que há, sim, um pouco de ego demais. Mas voilá! Eis que notamos que a guitarra está em seu ambiente, e que não parece, apesar de tudo, um instrumento deslocado de tempo e lugar, muito ao contrário. Sentimos que a mistura está bem feita, seja como for. E que o próprio Yngwie não se deixa descansar em complacência.

Sarabande, Allegro e Adagio

Eis que leio num post recente aqui no Whiplash que o sueco nunca teve aula, ou coisa similar, e que não sabe responder a muitos questionamentos simplesmente porque nunca se preocupou com o nome deles, ou com a importância que os guitarristas ditos profissionais dão a eles. Pois é o que notamos, realmente; notamos que o sueco está em seu meio, e que ao dialogar com a orquestra ele realmente faz o que sempre quis, sem dar margem a desculpas pelo lado do rock. Não, é aqui que vemos a quem ele emula, quem são suas referências (Paganini, Vivaldi, Tchaikovski), e a que tipo de pretensão ele aspira. Pois percebemos que ele se tornou ídolo do rock meio que por acaso, por inventar um gênero e por fazer um trabalho de qualidade. Como percebemos nesta Sarabande, em que ele parece simplesmente dar uma de John Williams e repercutir, na atualidade, o poder da música erudita. Não é porém o que acontece em Allegro, quando ele claramente se repete, como se não tivesse material novo a apresentar, e como se os instrumentos da orquestra estivessem meio que ali para dar-lhe uma força, nessa saia justa em que o vemos metido.

Quero deixar porém claro que em nenhum momento aqui há algo feio de ver. Mas vemos repetições, utilização de artimanhas já ouvidas para meio que transformar o resultado em algo mais. E nisso Yngwie acaba se tornando pior do que ele é. Mas era de se esperar. Pois não é qualquer um que é um Frank Zappa, assim como não é qualquer um que sai do seu instrumento para entender o desafio que é ter uma miríade de músicos bons ao seu dispor, contanto que ele saiba o que quer. E aqui o que vemos é algo meio chão, meio rasteiro, ao que parece incluído para preencher o espaço que já teria sido determinado de antemão. Pois até os solos parecem fazer nos perder um pouco a paciência, e praticamente nada parece nos tocar (que é a função, se que é existe essa palavra, para a música). A demonstração torna-se algo maçante, também, e não leva longe, tanto que não esperamos ver a hora em que acabe. Seja como for, é a empreitada a que ele se supôs pronto (sem estar). Claro, porém, que um mau conhecedor de música erudita não irá colocar qualquer problema em tudo.

Vivace

Eis que, ao chegar em Vivace, me lembro (bastante claramente) de minha impressão com o CD após ultrapassar certa quilometragem. Que era essa, meio que de exaustão, de sentir que ele, Yngwie, se repetia, e perdia a chance para mostrar o que já havíamos visto, sem se tocar que a música erudita (e o amor a ela) exige bem mais do que simplesmente uma aparência ou algo desse tipo. Pois em Vivace vemos excesso de empostação para algo que não requer uma orquestra. E mesmo que vejamos ela brilhando, ao invés tanto da guitarra, notamos como há pouco a dizer, e notamos como as referências que fazem a fé do sueco redundam em última instância àquilo que há do mesmo, e que não vão (por exemplo) à música sinfônica, nem conseguem afastar-se do tradicional para recair em música sacra. Porque, para quem acha que música erudita é apenas o Adágio de Albinoni, surpresa, todos os grandes se dedicaram tanto aos grandes temas que o repertório é infinito. Algo de causar inveja a qualquer amante do rock, e que faz com que o verdadeiro amante da música jamais consiga dar por terminada sua trajetória todo dia sem antes descobrir outra pérola escondida na tradição até dos mosteiros. Mas disso Yngwie parece se descuidar. E fica restrito a saídas que ele já conhece, e que um entendido de sua obra identifica na primeira audição. Isso faz com que, repentinamente ou não, o CD perca a atratividade e faça com que eu faça o que fiz, deixá-lo de lado por anos, até retomá-lo agora, por via do YouTube escrevendo este artigo. O que chega a me ser bastante penoso, admito, porque não vejo novidade, e vejo excessos que mal me dizem, a mim, que adoro rock e música erudita. Mas estamos terminando. E as saídas, que se mostram até constrangedoras, estão acabando. Se bem que insisto: não é feio de se ouvir. Mas descansa na ideia do divertimento. Algo que, claro, deixa muito a dever.

Presto Vivace e Finale

Eis que estas faixas eu nunca tinha ouvido antes. E não me fazem pensar diferente do que já pensava e do que estou pensando. Que ele utilizou mal os seus recursos e que, aqui, em suma, abusou da velocidade apenas para mostrar que conseguiria se sair bem da tarefa. Claro, conseguiu, como (safo) ele sempre consegue. Mas não deixa uma marca impressionante. Vemos então temas simples tratados com notas em profusão por uma guitarra enlouquecida que havia passado sua mensagem há muitos minutos atrás. Seja como for, em que pese a sonoridade (diferenciada), é gostoso de ouvir (caso você não conheça um tantinho assim a mais de música erudita, é claro).

Noto, terminando, que nas empreitadas seguintes o sueco meio que caiu um pouco na real, e passou a entender que dedicar-se à música erudita é algo mais de complicado do que adaptar, na orelhada, as próprias melodias a uma orquestra toda. Mas é bonito. E como diz Gonzaguinha, é bonita, e é bonita (a vida).

Espero que tenham apreciado.

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Sobre Rodrigo Contrera

Rodrigo Contrera, 48 anos, separado, é jornalista, estudioso de política, Filosofia, rock e religião, sendo formado em Jornalismo, Filosofia e com pós (sem defesa de tese) em Ciência Política. Nasceu no Chile, viu o golpe de 1973, começou a gostar realmente de rock e de heavy metal com o Iron Maiden, e hoje tem um gosto bastante eclético e mutante. Gosta mais de ouvir do que de falar, mas escreve muito - para se comunicar. A maioria dos seus textos no Whiplash são convites disfarçados para ler as histórias de outros fãs, assim como para ter acesso a viagens internas nesse universo chamado rock. Gosta muito ainda do Iron Maiden, mas suas preferências são o rock instrumental, o Motörhead, e coisas velhas-novas. Tem autorização do filho do Lemmy para "tocar" uma peça com base em sua autobiografia, e está aos poucos levando o projeto adiante.

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