Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
Por Bruce William
Postado em 03 de fevereiro de 2026
O Jethro Tull já atravessou tantas mudanças de formação que a entrada de músico novo não costuma virar drama. Mas guitarra é aquele cargo em que todo mundo percebe na hora se o cara está "tocando junto" ou se está disputando espaço com a própria música.
Quem assumiu a guitarra solo foi Jack Clark, que passou a aparecer com mais destaque em "Curious Ruminant", o 24º álbum de estúdio da banda, lançado em março de 2025. Ian Anderson descreveu o jeito do guitarrista no disco com termos bem específicos: solos "inteligentes" e "medidos", semicolcheias "nos lugares certos", e uma coisa simples que muita gente evita por ansiedade: segurar uma nota e deixar ela viver um pouco.

Foi aí que ele revelou (via Ultimate Guitar) o conselho que deu quando Clark entrou. "Isso foi algo que eu deixei bem claro quando ele entrou: 'Se você tiver um solo de 16 compassos, por favor, não vire Yngwie Malmsteen ou Joe Satriani'."
A frase tem esse efeito porque ele não está citando um nome qualquer. Ele escolhe dois guitarristas que, para muita gente, representam um tipo de solo que ocupa a sala inteira e joga isso como limite, como regra de convivência musical. "Curious Ruminant" tem espaço para instrumento aparecer, inclusive com faixa longa no repertório, mas o retrato que Anderson faz do disco passa por outra ideia: escolha, medida, respiração.
No fundo, a frase do Anderson funciona como regra de estúdio e como regra de vida em banda: segurar a mão, ouvir o resto, tocar para a música, não para o espelho. E é engraçado ele escolher justamente dois monstros técnicos pra dar o recado, porque o impacto vem daí pois, às vezes, segurar uma nota diz mais sobre maturidade do que uma enxurrada de notas.
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