Joe Bonamassa: O Blues não está Morto
Resenha - Blues of Desperation - Joe Bonamassa
Por Erick Silva
Postado em 12 de setembro de 2016
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
E, finalmente, temos um disco de Joe Bonamassa envolvente do começo ao final. O que é uma pena de se constatar, pois, é óbvio que ele manda muito bem como guitarrista (e, também como cantor, diga-se), e por isso, chegava a ser meio frustante que os seus álbuns evidenciassem a sua genialidade, mas, ao mesmo tempo, faltando algum elemento que não se encaixava. Carisma, talvez. E, aqui neste "Blues of Desperation" temos isso de sobra. Não apenas quem aprecia blues, mas, quem gosta de um autêntico rock'n roll, vai sorrir de orelha a orelha escutando este disco.
Joe Bonamassa - Mais Novidades
A primeira música de trabalho é a boa "Drive", mas, nem de longe, ela evidencia o que é este trabalho. Cheio de riffs, solos, arranjos e melodias formidáveis de guitarra, o álbum é emocionante, e começa com uma tremenda canção: "This Train". Cheia de energia, pesada e detentora de um ótimo instrumental, é a música perfeita para abrir um disco poderoso desses. Em seguida, a não menos espetacular "Mountain Climbing", menos rápida, mais cadenciada, porém, não menos impactante. Parece que Bonamassa estava realmente compelido a mostrar tudo o que sabe, pois, cada nota, cada acorde aparenta ter sido composto ali, na hora. Ah, e o coral dessa canção dá um upgrade nela muito bacana.
E, então ouvimos o primeiro hit, "Drive", com sua sonoridade exuberante, que transpira feeling e harmonia na medida certa. Incrível como Bonamassa parece estar cada vez melhor com o seu instrumento. Ele realmente nasceu para empunhar uma guitarra, e o faz da maneira mais elegante possível, um verdadeiro bluseiro dos tempos atuais. E, tudo isso para chegarmos à maravilhosa "No Good Place for the Lonely", um blues como há muito não se ouvia: interpretado com garra, técnica e muito coração na ponta dos dedos. Uma canção dessas, ao vivo, certamente, causaria uma bela catarse.
A música que dá título ao disco, "Blues of the Desperation", começa com um slide de guitarra bem interessante, para partir, imediatamente, para uma canção redonda, enxuta, competente. Não é o destaque de um álbum tão bom, mas, não faz feio de forma alguma. A boa acústica "The Valley Runs Low" vale como um descanso merecido após tantos petardos. É bonita e muito bem executada. A agitadíssima "You Left me Nothin' but the Bill and the Blues" mostra que o blues ainda vive, sim, e muito bem, obrigado. Ah, e que guitarra maravilhosa no solo. Bonamassa é um mestre moderno.
"Distant Lonesome Train" é a mais simples do disco, e, por isso mesmo, não possui muitos atrativos. Bem executada, mas, só isso, mostrando um pouco mais de punch apenas nos seus segundos finais. "How Deep this River Runs" é bem mais intensa, com um groove impressionante, onde a bateria se destaca bastante. A estonteante "Livin' Easy" tem corpo e alma cravados no Mississippi, e, pra quem gosta do estilo, é um deleite só. Um disco tão emblemático não poderia terminar de maneira diferente: "What I've Know for a Very Long Time" é mais um grande blues no repertório de Bonamassa, que ele precisa incluir no setlist de shows a partir de agora.
Sem dúvida, temos aqui o melhor disco do senhor Joe Bonamassa, que nos brinda com o trabalho mais coeso de toda a sua carreira. Unindo o blues a elementos mais modernos, e eletrificando sua guitarra ao máximo, ele conseguiu construir um som que referencia os grandes mestres do passado, mas, sem perder a energia do presente. Sofisticado até a última nota, "Blues of Deperation" já pode ser considerado um dos disco do ano. E, quanto ao blues como estilo? Vivo e forte, graças a lançamentos como este.
Link da matéria:
http://blogpunhadodecoisas.blogspot.com.br/2016/09/dica-de-disco-blues-of-desperation-2016.html
Outras resenhas de Blues of Desperation - Joe Bonamassa
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O gênero musical cujo nome não faz sentido algum, segundo Mikael Åkerfeldt do Opeth
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
"Até quando esse cara vai aguentar?" O veterano que até hoje impressiona James Hetfield
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
A banda nacional com canções "mais fortes que o desempenho dos caras" conforme Regis Tadeu
O guitarrista que custou mil dólares por dia a David Gilmour; "eu queria bater nele"
A importante lição que Steve Harris, do Iron Maiden, aprendeu com o Genesis
Wolfgang Van Halen lidera lista do Loudwire com a melhor música de rock de 2025
Pra tocar no Dream Theater, não dá pra estar no modo "deixa a vida me levar", segundo Rudess
A guitarra roubada de Jimmy Page que retornou décadas depois; "acho que ele morreu"
O dia em que um futuro guitarrista do Whitesnake testou para o Kiss, mas não foi aprovado
O pior momento do Rush, segundo Neil Peart; "não dava nem pra pagar a equipe"
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Os 3 veteranos do rock que lançaram álbuns que humilham os atuais, segundo Regis Tadeu

Os dois guitarristas que são melhores que Ritchie Blackmore, de acordo com Glenn Hughes
O único que pode ser tão reconhecível quando B. B. King, segundo Joe Bonamassa
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?


