Aeon Prime: Mais um nome promissor que desponta na cena nacional
Resenha - Future Into Dust - Aeon Prime
Por Fabio Reis
Postado em 15 de maio de 2016
Em 2008, na cidade de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, os guitarristas Felipe Mozini e Yuri Simões, formavam a Aeon Prime. O grupo que antes se chamou Scarioth, passou por diversas mudanças em sua formação até se estabilizar e entrar em estúdio para a gravação do seu primeiro EP. "The Poet And The Wind" (2010).
O EP recebeu boas críticas por parte da mídia especializada, porém como toda banda do underground, seguiram enfrentando diversas dificuldades e por isso, apenas em 2015 lançaram seu primeiro disco de estúdio, "Future Into Dust". Tanto o álbum como o EP, foram produzidos pelo experiente guitarrista Pedro Esteves, da veterana banda de Heavy Metal, Liar Symphony.
Após diversas audições, fica evidente que a Aeon Prime possui originalidade de sobra e é tecnicamente impecável. Desde a construção das faixas até a variação rítmica imposta, demonstram um padrão musical elevado e muita versatilidade, todos os instrumentos se destacam individualmente, porém é nos vocais de Michel de Lima, que a banda conquista o ouvinte.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
O disco abre com a faixa "Coliseum", que inicia com uma breve introdução acústica para depois apresentar uma sonoridade totalmente calcada no Heavy Metal mais tradicional. A canção possui um riff bem marcante e um refrão grudento, daqueles de fácil assimilação, capaz de fixar-se no subconsciente do ouvinte.
É somente quando chegamos na quarta faixa que fica evidenciado a real proposta da banda, já que nenhuma das canções seguem algum tipo de fórmula e se "Future Into Dust" é marcada pela alternância de ritmos, "Revolving Melody" é uma viagem de quase 7 minutos, iniciando despretensiosa e evoluindo até atingir seu ápice, transformando-se em uma das melhores composições do álbum e ainda servindo de ponte para a totalmente Hard Rock, "Ghost".
Esta sequência inicial funciona quase como um cartão de visitas, mas também deixa claro que o registro não é daqueles em que poucas audições são suficientes para assimilar todo o seu conteúdo. É claro que em músicas como "The Commandments", "Newborn Star" e "In The Depths Of Me", o ouvinte é fisgado de imediato por melodias mais simples, porém é na complexidade que o grupo desenvolve melhor a sua musicalidade e realmente convence.
Tal complexidade instrumental ainda é abordada na excepcional "In God We Trust", onde temos em uma única composição, um pouco de todas as principais características apresentadas no trabalho. Com a mesma competência, a Aeon Prime ainda surpreende com a faixa mais direta do disco, "Deadly Sacrifice" e com a belíssima "About Dreams And Lies", uma canção que em uma primeira audição, pode parecer um pouco perdida, mas com o tempo, se torna uma das mais interessantes do registro.
"Future Into Dust" é um debut cativante e por sua variedade rítmica, não se torna enjoativo, é daqueles que você termina de escutar e sente vontade de apertar play novamente.
Os guitarristas Yuri Simões e Felipe Mozini executam um grande trabalho, com arranjos e linhas instigantes, onde apesar da técnica, o feeling sobrepuja a virtuose. Na parte rítmica, André Fernandes (baixo) e Anderson alarça (bateira) formam uma dupla extremamente correta e precisa, executando marcações e viradas cirúrgicas.
Com um time entrosado como este, fica fácil para que Michel de Lima possa trabalhar seus vocais, que se destacam por possuir um bom alcance e um timbre muito agradável, além disso o vocalista não se assemelha a nenhuma voz consagrada do Metal, transmitindo uma aura de originalidade ao som da banda.
A Aeon Prime é certamente mais um nome promissor que desponta na cena nacional, daqueles que servem como exemplo a ser mostrado para indivíduos que insistem em dizer que no Brasil não se faz Metal de qualidade. Recomendo audições cuidadosas, material de muita qualidade.
Nota 1: Anderson alarça (baterista do Liar Symphony) gravou a bateria do álbum, Rafael Negreiros entrou na banda logo após as gravações.
Nota 2: Resenha escrita em parceria com Rafaela Souza (Mundo Metal e Roadie Metal)
Integrantes:
Yuri Simões (guitarra)
Felipe Mozini (guitarra)
André Fernandes (baixo)
Rafael Negreiros (bateira)
Michel de Lima (vocal)
Faixas:
1. Coliseum
2. Future Into Dust
3. Revolving Melody
4. Ghost
5. The Commandments
6. Deadly Sacrifice
7. About Dreams and Lies
8. Newborn Star
9. In Gold W eTrust
10. In The Depths Of Me
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