Deathstars: Experiências Noturnas
Resenha - Night Electric Night - Deathstars
Por Vitor Sobreira
Postado em 23 de março de 2016
Se a sonoridade envolvente e audaciosa destes suecos tem o poder de atrair muitos ouvintes, também pode afugentar outros tantos desavisados, encorajados pelo visual 'suspeito', principalmente do vocalista, adotado neste terceiro 'full-length'... Se ainda não conhece, não sabe o que está perdendo!

Após o espetacular 'Termination Bliss' (2006) ter apresentado uma banda bastante sombria e pesada, 'Night Electric Night' não se distanciou destes recursos, contudo, desbravou influências Pop oitentistas, empregou um maior uso de melodias (o que deixou no ar a intenção de soarem ligeiramente mais 'acessíveis') e abusou da modernidade. Seria muito legal se tivessem optado por manter o toque de 'agressividade underground' em seu curioso Dark/Goth/Industrial Metal, ou se preferir ainda: Death Glam, mas de qualquer forma, ainda é um trabalho maravilhoso.
Segundo alguns integrantes, as composições foram criadas a partir de sentimentos e emoções pessoais de cada um, como por exemplo o suicídio do irmão de Nightmare Industries (o líder do Dissection, Jon Nödtveidt), além de 'experiências em uma grande metrópole a noite'. Vai saber o que esse pessoal passou! A capa e o título também sugerem algo, não?

O disco não conta com músicas ruins ou 'sem sal', e exprimem muito bem o que foi escrito acima, sendo que cada qual possui seu clima próprio, o que acaba ajudando a prender nossa atenção do começo ao fim, ainda mais. A produção manteve o nível de alta qualidade, exigido pela proposta musical exuberante e ambiciosa, juntamente com as performances de cada membro, que aliás, contaram com uma segunda guitarra (não tão necessária assim..), executada por 'Cat Cassino'.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | A faixa que nomeia o álbum, 'Night Electric Night', apresenta peso e algumas curiosas levadas que podem remeter de longe a um Thrash Metal mais atual, enquanto que 'Opium' nos mostra a modernidade sombria de um Deathstars determinado e sem medo de inovações, além de ser dona de um ótimo refrão. 'Venus in Arms' e 'Death Dies Hard' já são mais melodiosas, e infelizmente podem causar um breve estranhamento devido as estruturas levemente mais 'açucaradas', mas que depois serão difíceis de se esquecerem. Enquanto isso, 'Via the End' e 'Arclight' seguem por caminhos mais sentimentais e carregados (mas não a ponto de tocar em uma maldita FM), e mostram uma variedade bem-vinda, e sem deixar o peso de lado.

Em suma, garanto que não será uma daquelas audições enfadonhas, regadas por faixas secas e que pouco nos apresentam, mas muito pelo contrário, é Deathstars pomposo, lúgubre e variado, querendo mostrar mais uma vez ao mundo que venceu as barreiras do Império Industrial. Apenas como observação, se os caras não tivessem se infiltrado na capa, a arte teria ficado muito melhor...
Se contamine também com este 'vírus'!
Line Up:
Whiplasher Bernadotte - Vocals
Nightmare Industries - Guitars & Effects
Bone W. Machine - Drums
Skinny Disco - Bass
Cat Cassino - Guitars
[Participação: Ann Ekberg - Backing Vocals]
Track List:
1. Chertograd
2. Night Electric Night
3. Death Dies Hard
4. Mark of the Gun
5. Via the End
6. Blood Stains Blondes
7. Babylon
8. The Fuel Ignites
9. Arclight
10. Venus in Arms
11. Opium

Lançamento: Janeiro/2009 - Nuclear Blast
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