The New Roses: Uma festa que ainda não terminou...
Resenha - Dead Men's Voice - New Roses
Por Vicente Reckziegel
Postado em 22 de março de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O nome da banda, seu logo e a própria capa de "Dead Man’s Voice" já entregam o que podemos esperar deste que é o segundo álbum completo da banda alemã The New Roses. Muito Hard Rock, festa, mulheres e bebidas (nem sempre precisamente nessa ordem exata).
O que talvez não seja tão esperado é que, apesar das aparências, o estilo do The New Roses está muito mais próximo de um Cinderella, Faster Pussycat ou Blackstone Cherry do que do Guns n’ Roses, mesmo que existam similaridades entre as bandas. Mas é fato que a sonoridade do The New Roses é mais voltado para o Hard americano anos 80 do que o Hard Rock Europeu.
"Dead Man’s Voice" começa com a inicialmente estranha "Heads or Tails", mas que depois desemboca em um Hard Rock tradicional, assim como "Thirsty", mas essa com refrão e ritmo mais contagiante, um bom exemplo de como fazer um Hard no melhor estilo. "Partner in Crime" possui um ritmo mais cadenciado e menos festivo, mas que casou muito bem com o The New Roses, o mesmo acontecendo com a faixa titulo do disco, com um belo refrão e mostrando uma faceta um pouco diferente da banda. Já Believe possui um tom mais sério que o encontrado na maior parte de "Dead Man’s Voice", e conta com um trabalho de respeito em seu instrumental e nos vocais de Timmy Rough, para mim um dos grandes destaques do álbum.
"Ride with Me" tem aquele jeito de hit imediato, enquanto "Hurt Me Once (Love Me Twice)" traz de volta aquele ar mais festivo do principio. "Not From This World" puxa mais para o Hard/Blues, e conta com um belo solo de Norman Bites e um peso acima do comum para o estilo. O contraponto da única música que podemos considerar uma balada no disco "What If It Was You", uma faixa bem trabalhada e que não soa de forma alguma piegas. Mas não se preocupem, que o Hard Rock volta com força total, na forma mais clássica possível em "Try (And You Know Why)". "From Guns & Shovels" encerra o álbum de forma positiva e novo grande trabalho de Norman, mostrando que a banda realmente conseguiu fazer um disco acima da média, mesmo num estilo que já parecia ter dado tudo que podia nesses anos todos.
Enfim, estão todos convidados para a festa, mesmo que, para muitos, essa festa já terminou a mais de 20 anos. Escolham o seu lado da história...
Formação:
Timmy Rough – Vocais
Norman Bites – Guitarra
Hardy – Baixo
Urban Berz - Bateria
11 faixas – 43:44
Tracklist:
"Heads Or Tails"
"Thirsty"
"Partner In Crime"
"Dead Man's Voice"
"I Believe"
"Ride With Me"
"Hurt Me Once (Love Me Twice)"
"Not From This World"
"What If It Was You"
"Try (And You Know Why)"
"From Guns & Shovels"
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As músicas mais longas de 10 grandes bandas de heavy metal
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
Hellfest anuncia edição de 20 anos com 10 palcos e mais de 300 bandas em 2027
As quatro melhores músicas do Led Zeppelin, segundo Robert Plant
Com ex-Nirvana na bateria, Sleep anuncia nova formação
As músicas menos conhecidas do Iron Maiden que você precisa ouvir, segundo a Kerrang!
O maior álbum do Queen para Chad Smith; "Eu sempre aumento o volume"
Jason Newsted diz que Metallica é, na prática, uma dupla de James Hetfield e Lars Ulrich
O significado irônico de "Somos tão jovens", verso que encerra "Tempo Perdido"
O que aconteceu nas últimas 48 horas de vida de Freddie Mercury
Mortiis sobre o black metal nos anos 90: "Tudo soava igual"
A banda punk que Bono considera a melhor de todos os tempos
Guitarrista de Michael Jackson mudou a vida de Nita Strauss
O melhor guitarrista de blues que Ritchie Blackmore ouviu ao longo da vida
A participação de Tina Turner na reviravolta que mudou o destino do AC/DC
Monsters of Rock: a feijoada que quase derrubou King Diamond
Red Hot Chili Peppers: Anthony Kiedis odiou abrir show para os Rolling Stones
Ortografia: como deveriam realmente se chamar as bandas?


"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



