Dream Theater: A melhor sonoridade dos discos com Mike Mangini

Resenha - Astonishing - Dream Theater

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Carlos H. Silva, Fonte: That Rock Music Blog
Enviar correções  |  Comentários  | 

Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Resenha de fã é complicada... como diz o professor Regis Tadeu, todo fã é um idiota. Eu sou fã do Dream Theater, logo sou idiota? Tentarei não ser...

860 acessosDream Theater: "Pull Me Under" é a mais importante da banda5000 acessosMetallica: o video game da banda que nunca foi lançado

Eis que o quinteto de metal progressivo lança seu novo álbum, The Astonishing, o terceiro consecutivo com a atual formação (James LaBrie no vocal, John Petrucci na guitarra, John Myung no baixo, Jordan Rudess nos teclados e Mike Mangini na bateria) e que foi mais uma vez produzido por John Petrucci, que desta vez além da produção cuidou das letras do trabalho, que é o primeiro disco conceitual do Dream Theater em quase quinze anos.

The Astonishing é duplo e possui uma quantidade enorme de faixas, são 20 no primeiro cd e mais 14 no segundo. Fica impossível fazer uma resenha do tipo "faixa a faixa" até mesmo porque um disco dessa magnitude merece algumas boas e focadas audições antes de qualquer coisa.

A história é interessante - apesar de um pouco clichê -, trata-se de uma distopia que se passa em 2285 onde a música não é mais praticada por seres humanos e somente por máquinas, e um grupo de rebeldes tenta derrubar o Grande Império do Norte, que controla o lugar. Ao longo das 34 faixas em pouco mais de 2 horas você escuta as aventuras de personagens como Gabriel, Evangeline, Arhys, Imperador Nafaryus, Faythe, entre outros.

Quando a lista de canções do álbum foi totalmente divulgada eu imaginei que ao menos umas 15 dessas 34 faixas seriam aqueles prelúdios e interlúdios que duram menos ou pouco mais de 1 minuto e que geralmente são passagens instrumentais climáticas ou diálogos, mas para a minha absoluta surpresa, das 34 faixas apenas umas 5 tem essas características. O restante são canções completas mesmo; nada de grandes suítes desta vez. A canção mais longa tem 7 minutos e 40 segundos.

Musicalmente tem a melhor sonoridade dos discos com Mike Mangini, o bumbo está mais nítido aqui e a timbragem dos demais instrumentos está melhor também. Ficou claro ao ouvir o disco de cabo a rabo que Jordan Rudess teve um papel importante na composição e falar da execução é chover no molhado, Rudess é de fato um dos grandes tecladistas de rock na história; John Myung dispensa maiores comentários, o cara é um monstro; o já citado Mike mangini teve uma performance absurda e está muito mais solto dentro da banda e eu já o imagino fazendo aquelas caretas engraçadas tocando alguns temas desse disco ao vivo; deixo para o final os dois destaques individuais: James LaBrie fez um disco perfeito. Além de interpretar todos os personagens (é bom lembrar que isso aqui é uma ópera rock, com diversos personagens, teoricamente parecido com o que faz o Avantasia com 10 vocalistas diferentes, por exemplo), LaBrie não exagerou nas notas altas como tem costume e gravou um disco absolutamente correto. E John Petrucci... o grande idealizador da história, do conceito, o produtor e líder fez em The Astonishing alguns dos seus riffs e solos mais marcantes da carreira.

Como eu já escrevi, impossível aqui comentar faixa a faixa, o que digo é: se você gosta da banda, gosta de rock e metal progressivo, tire um tempo e escute o disco do início ao fim.

A minha favorita? Our New World. Um hard rock melódico com um riff delicioso, as linhas de bateria são excelentes (old school, estilo Portnoy) e um refrão marcante.

Outros destaques: a instrumental Dystopian Overture é um show à parte, com seus altos e baixos e clima circense. The Gift Of Music foi uma ótima escolha para primeiro single e The Answer é tão linda que dá até pena que ela não tenha nem 2 minutos. Eu gostei dessa abordagem mais circense também em Lord Nafaryus. As melodias iniciais the A Savior in the Square são emocionantes. A New Beginning também é um dos destaques do disco 1.

No disco 2 tem a já citada Our New World, a faixa que dá nome ao álbum, o segundo single Moment of Betrayal, a pesada The Walking Shadow e a emocionante Losing Faythe.

Meu lado fã lança uma nota 9 porque, como nem tudo é perfeito, 34 faixas é MUITA coisa e uma ou outra canção sempre acaba não sendo tão empolgante assim; nada que tire os méritos da história, dos músicos ou que arruine o andamento do disco. Já o meu lado de pseudo-crítico musical também.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Astonishing - Dream Theater

3670 acessosDream Theater: Uma resenha detalhada de The Astonishing5000 acessosDream Theater: Surpreendente e assombroso5000 acessosDream Theater: Muita pretensão e pouca qualidade musical3573 acessosDream Theater: The Astonishing, a ópera dos contrastes4233 acessosDream Theater: Um álbum para ser assimilado com o tempo4148 acessosDream Theater: Album ambicioso é agradável surpresa do quinteto

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 30 de janeiro de 2016

Dream TheaterDream Theater
"Pull Me Under" é a mais importante da banda, diz Petrucci

0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Dream Theater"

Mike PortnoyMike Portnoy
Baterista conta a história de suas tatuagens

Mike PortnoyMike Portnoy
O outro lado da saída do Dream Theater

Dream TheaterDream Theater
Primeiro encontro de Mike Portnoy e Jordan Rudess

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDs0 acessosTodas as matérias sobre "Dream Theater"

MetallicaMetallica
O video game da banda que nunca foi lançado

Total GuitarTotal Guitar
Os 20 melhores riffs de guitarra da história

A década perdida?A década perdida?
Rock Brasileiro da Década de 70

5000 acessosRhythm: os bateristas mais influentes de todos os tempos5000 acessosCrianças: veja como cresceram as de "Nevermind", "War" e outras5000 acessosVinil: quais são os dez discos mais valiosos do mundo?5000 acessosA7X: "Somos Metal, mas se alguém acha que não, tudo bem!"5000 acessosMáscaras: confira algumas das mais fodas do metal5000 acessosKiss: o drama suicida de Peter Criss em 1994

Sobre Carlos H. Silva

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online