Chrome Over Brass: Rock instrumental de alto nível
Resenha - Chrome Over Brass - Chrome Over Brass
Por Mário Pescada
Postado em 08 de janeiro de 2016
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Multi-instrumentista resolve montar um projeto solo para gravar um disco completo onde tocará todos os instrumentos, fará a gravação e a produção em seu próprio estúdio, tudo por sua conta. O que poderia ser coisa de quem sofre de megalomania ou um registro monótono com intermináveis experimentações e demonstrações do seu talento, termina como um ótimo disco de rock!
Chrome Over Brass (COB) é a banda de Alex Garcia-Rivera, baterista, técnico de bateria e engenheiro de gravação residente em Boston/EUA. Músico multi-instrumentista, já tocou, gravou e excursionou com diversas bandas da cena underground punk/hardcore norte-americana como SHELTER, CONVERGE, MADBALL, COLISEUM, etc., além de também ser o baterista da banda punk/hardcore GIVE UP THE GHOST, conhecida anteriormente como AMERICAN NIGHTMARE (tiveram de mudar de nome devido a um processo judicial movido por uma banda que alegou ser a dona do nome).
Apesar de toda essa bagagem punk/hardcore, o som do disco é um rock instrumental pesado com forte apoio na bateria (nem poderia ser diferente), mas que não foi feito exclusivamente aos amantes desse instrumento. É justamente aí que está o grande mérito do disco, na sua capacidade de agradar ouvintes de várias vertentes do rock. Dá para identificar toques dos anos 60/70, post-rock, metal, progressivo e até uso de sintetizadores Moog.
O disco foi todo gravado em um processo 100% analógico em fitas de 2 polegadas, sem nenhuma edição digital e lançado em vinil de 12 polegadas. Todos os instrumentos foram gravados em takes únicos, uma verdadeira raridade no processo atual que é de colar e copiar as melhores partes de diversos takes formando uma única faixa. Ponto para ele!
Apesar do bom nível geral do disco, destaco Elephants Never Forget com sua pegada tribal, Bear Attack, Fighting With Tooth And Nailgun, Moogs For Moderns cheia de viradas, baixo distorcido e efeitos Moog, Jeeps On Safari e One Night In St. Regis. O serviço de streaming da Apple elegeu o disco como um dos melhores álbuns de metal de 2015 (apesar dele extrapolar o estilo).
Nas suas apresentações ao vivo, Alex toca bateria tendo de fundo uma gravação com os demais instrumentos, no melhor estilo workshop.
Confira a faixa Bear Attack
Ouça o disco na íntegra
Faixas:
01 - Elephants Never Forget
02 - Bear Attack
03 - Crush On The Derbyshire
04 - Here Come The Stukas (lançada originalmente como single em 2014 sob o nome de Stukas In The Wind)
05 - Black Rainbow
06 - Fighting With Tooth And Nailgun
07 - Moogs For Moderns
08 - Jeeps On Safari
09 - One Night In St. Regis
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Com mais de 140 shows, festival Welcome to Rockville anuncia atrações para 2027
Aerosmith realiza primeiro dos dois shows comemorativos; veja setlist e convidados
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Os dois guitarristas que Kerry King nunca conheceu após décadas no Slayer
O problema no Alter Bridge que fez Mark Tremonti criar sua própria banda
Jorn Lande conta como foi ter um baterista de black metal em sua banda
O roqueiro que comprou briga com Humberto Gessinger e Samuel Rosa
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
O que Nicko McBrain pensava ao ver Bruce Dickinson no palco antes da saída
Baixista do Candlemass estava de ressaca quando criou a letra da "Paranoid do doom metal"
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Por que o Smashing Pumpkins foi tirado da abertura do The Police, segundo Corgan
A banda que Pete Townshend e Patti Smith desprezaram e mudou a vida de Scott Ian
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
A obra-prima dos Beatles que Paul McCartney acha que Yoko Ono compôs na encolha
A história de "Boulevard Of Broken Dreams", uma das músicas mais bonitas (e tristes) do Green Day
A melhor música de abertura de um álbum de todos os tempos, segundo Charlie Watts

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



