Blackning: Qualidade impecável de gravação e composição
Resenha - Order of Chaos - Blackning
Por Victor Freire
Fonte: Rock'N'Prosa
Postado em 20 de novembro de 2015
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Foi com os dedos ainda enferrujados (dado o tempo sem escrever) que comecei a ouvir o Order of Chaos (2015), álbum de estréia do Blackning. Apesar da "estréia", a banda formada por Francisco "Chicão" Stanich (baixo), Elvis Santos (bateria) e Cleber Orsioli (vocal e guitarra) já tem bastante tempo de estrada, o Cleber, por exemplo, já tocou no Andralls, banda de fast-thrash de São Paulo.

O álbum é aberto com a breve introdução de Thy Will be Done, que dá logo lugar a um riff pesado e marcante, mostrando logo a que o Blackning veio. O vocal lembrando o thrash do início dos anos 80 é bem marcante e fica muito bem associado com o peso da guitarra. A música reúne peso e velocidade, mas de um jeito que não fica poluído -- você consegue entender todas as linhas. Da mesma forma, o álbum continua com Terrorzone, só que esta explora muito mais o lado pesado da banda do que o lado melódico. Ou seja, castigaram bastante a bateria nos pedais nessa aqui. Novamente, destaco a facilidade no entendimento dos instrumentos. É pesado? É, mas de forma alguma é poluído. Abrindo um parêntese aqui, o maior "defeito" de bandas mais pesadas é querer fazer algo extremamente pesado e não se preocupar com a regulagem do som, o resultado é uma mistura de "barulho" (com perdão para a palavra) que ninguém sabe o que tá tocando exatamente. Costumo dizer que quanto mais pesado o som, melhor deve ser a qualidade dos equipamentos para captar bem aquilo e conseguir passar -- através da música -- todo esse peso para o público. Escutando o álbum tive esse sentimento logo de início, a banda realmente teve uma preocupação com o som, o que mostra todo o seu profissionalismo e vontade de entregar um produto de qualidade.

Críticas -- positivas, diga-se de passagem -- à gravação, o álbum continua com Unleash your Hell e (uma pausa para respirar, pelo início meio orquestrado) Against All, ambas seguindo a mesma linha já abordada nas músicas antecessoras, Unleash your Hell, inclusive, possui clipe. Outro elemento que gostaria de destacar nas músicas é a criatividade. As músicas são pesadas, mas não são de forma alguma aquela coisa de manter o mesmo ritmo e ficar tocando mais e mais rápido, não, eles souberam fazer transições na melodia (variando entre partes pesadas e melódicas) de uma forma que não tirou o peso da música. Isso foi aplicado em todas as músicas e é um destaque do álbum, na minha opinião, porque não deixa a audição monótona. Imagino que até o fã "truezão" de thrash não aguenta ficar 40 minutos escutando "a mesma coisa" monótona.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Death Row, a minha favorita no álbum, traz o peso com doses de melódico no refrão (lembrando até as composições do Amon Amarth). Essa música traduz tudo o que estou escrevendo até agora, em termos de estilo da banda. O sentimento que mais me ocorreu desde o início da audição é: "Onde estavam vocês?!". Sério, é uma banda realmente muito boa e ao vivo deve ser ainda melhor. A qualidade das músicas é indiscutível, resgatando com maestria o thrash clássico. Sei que é muito bom inovar, mas sons retrôs sempre me atraíram e isso é o Blackning. Cara, e as composições, não param de surpreender, escute Devouring the Weak e me diga se não estou certo.
Algo que não comentei é a temática do álbum, o título Order of Chaos me faz imaginar uma ceita que domina o mundo, alguma semelhança com os tempos atuais? Não consigo imaginar (a luz do "sarcasmo" está acesa, caso não tenha percebido). A capa meio que mostra isso, um esqueleto que me lembra a virgem Maria com um bebê, com uma coroa de espinhos. Isso pode simbolizar os valores da sociedade (representados pela religião), ou seja, tudo está tendendo ao caos, tudo está tendendo a se perder. A tonalidade azul deu um caráter retrô, lembrando aquelas capas dos anos 80 -- clássicas.

Voltando ao álbum, para encerrar, Censored Season (com versos em português, lembrando os primórdios do Korzus) e Killing or being Killed fecham o Order of Chaos. Mas, antes de se despedir, a banda gravou um cover do Overdose, Children of War. Confesso que nunca tinha escutado a banda antes, apenas sabia que eles gravaram um split com o Sepultura, antes de sair o Morbid Visions, claro que fui ouvir a banda agora. Conversando com Chicão, ele mencionou que tiveram a oportunidade de mostrar essa música para o próprio pessoal do Overdose, imagino a satisfação de todos.
Pois bem, acho que me estendi um pouco, mas o álbum merece. Qualidade impecável de gravação e composição das músicas, foi uma das surpresas de 2015 para mim, sem sombra de dúvida. É um item que certamente vou ter na minha coleção.

#Tracklist
1.THY WILL BE DONE
2.TERRORZONE
3.UNLEASH YOUR HELL
4.AGAINST ALL
5.DEATH ROW
6.SILENCE OF THE DEFEAT
7.DEVOURING THE WEAK
8.CENSORED SEASON
9.KILLING OR BEING KILLED
10.CHILDREN OF WAR (Overdose cover)
Outras resenhas de Order of Chaos - Blackning
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A frase que Ritchie Blackmore ouviu de Eddie Van Halen que mostra como ele era humilde
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
70 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil em maio
Solito e Casagrande, ex-jogadores do Corinthians, assistem show do Megadeth em São Paulo
Megadeth toca "The Conjuring" em show de São Paulo; confira o setlist
O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Márcio Canuto prestigia show do Megadeth em São Paulo
A banda que era boa e virou careta, repetitiva e burocrática, segundo Sérgio Martins
O nome do blues que continua atravessando gerações e influenciando o rock
Derrick Green prepara nova banda para o pós-Sepultura e promete mistura de peso e melodia
A banda com três cantores que representa o futuro do metal, segundo Ricardo Confessori
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
5 bandas de heavy metal que seguem na ativa e lançaram o primeiro disco há mais de 40 anos
A canção que levou o Led Zeppelin a outro patamar; "eu já estava de saco cheio"
O clássico dos anos 2000 que surgiu após vocalista ser chifrado pela namorada
A reação de Slash, do Guns N' Roses, ao ouvir a voz de Axl Rose pela primeira vez
Como foi ver Renato Russo do auge até não conseguir mais cantar, segundo Carlos Trilha
Stryper celebra o natal e suas quatro décadas com "The Greatest Gift of All"
Kreator - triunfo e lealdade inabalável ao Metal
"Eagles Over Hellfest" é um bom esquenta para o vindouro novo disco do colosso britânico Saxon
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar

