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Angra: "Secret Garden" é sim, um disco muito bom

Resenha - Secret Garden - Angra

Por Ricardo Pagliaro Thomaz
Postado em 01 de outubro de 2015

Nota: 8

O Angra é uma banda brasileira que veio passando por sérios problemas desde a sua formação. Agraciada inicialmente com os potentes e celebrados vocais de André Matos, a banda debandou sua formação após o terceiro álbum de estúdio, Fireworks (1998) e renasceu das cinzas com três novos integrantes em sua formação no álbum Rebirth (2001), contando com as limitações vocais de Edu Falaschi, que hoje comanda a banda Almah. Falaschi, em seus anos de Angra, havia arregaçado sua voz com a banda, o que o obrigou a se distanciar, novamente gerando uma dúvida imensa em relação ao seu futuro. Entra então, o italiano Fabio Lione.

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E para piorar mais ainda, havia um imbróglio judicial com o nome da banda na época do álbum Aqua (2010), que atravancava mais ainda o progresso da banda brasileira. Após resolvido este problema, Edu Falaschi pede as contas e a banda fica novamente sem rumo. Fabio Lione então entra no grupo para ajudar como um membro convidado, sem a intenção inicial de ser um membro efetivo. Como convidado especial, fez vários shows com o grupo e também gravou o CD e DVD com o show de comemoração de 20 anos de banda. Após passar no teste de resistência e provar que poderia segurar a barra, foi efetivado oficialmente como o mais novo membro do grupo.

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Junto com Falaschi, o baterista Ricardo Confessori, que havia retornado ao Angra para o álbum Aqua também havia pedido as contas após o álbum ao vivo de 20 anos, abrindo caminho para Bruno Valverde assumir as baquetas do grupo. Pessoalmente, eu já estou achando que o Angra virou a casa da mãe Joana, porque já se fala até da saída de Kiko Loureiro do grupo, que está indo para o Megadeth, mas enfim...

Com os novos músicos, o grupo começa a gravar seu novo álbum, Secret Garden, lançado em Março de 2015. Novamente se nota uma grande guinada no som da banda. Fabio Lione traz ao grupo brasileiro toda sua experiência em seus anos de Rhapsody e aquele vocalzão que nos faz lembrar de dragões e lutas épicas no som da banda de Luca Turilli.

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Para começar, eu digo que este disco é bom, muito bom; mas ele tem um probleminha meio grave. Vou chegar lá, se segure. Vamos falar primeiro da guinada musical de forma geral. O Angra mudou um pouco quando Falaschi entrou no grupo. Aqui eles mudaram também, o som do Angra está cada vez mais parecido com o som do metal europeu. Devido a entrada de Lione, acredito eu, a banda acabou contraindo estas influências do metal europeu, que já havia em seu som antes, mas aqui ficaram muito mais fortes. É o caso de sons como "Newborn Me", e que título interessante, não? Claro, porque este é um re-renascimento da banda brasileira, afinal. Nesta música, já se ouve estas influências europeias de forma bem mais latente. Um destaque bastante legal é "Final Light", que tem um atabaque de fundo nas estrofes, é bem sutil, quase não se nota.

Uma que eu gostei muito mesmo foi "Storm of Emotions", me lembrou bastante o Avantasia, um superprojeto que eu simplesmente adoro. A faixa título, "Secret Garden", também é linda, sensacional, cantada inteira pela vocalista Simone Simons (Epica), que é uma das participações especiais aqui do disco além da fabulosa Doro Pesch, que participa do disco na sombria "Crushing Room". "Upper Levels" também merece destaque pela sua batida bem progressiva e a introduçãozinha no atabaque, e "Silent Call", que fecha o disco, mostra-se uma balada ao teclado e ao violão bastante delicada, bonita e efetiva.

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A versão europeia do álbum também conta com uma cover inusitada do grupo de "Synchronicity II", música do The Police de 1983, eu fui até o Youtube checar, e puxa vida, ficou muito bacana! Bem fiel à original, mas com mais peso. E a versão japonesa do álbum ainda conta com um disco ao vivo com Lione cantando os clássicos do grupo que em sua maior parte contam com músicas da era de André. No geral, o vocalista se mostra perfeitamente capaz de cantar tanto as canções do Matos quanto as de Edu de forma dinâmica e diversificada. O próprio vocalista reconhece que são dois mundos diferentes, não se pode cantar uma música do Matos da mesma maneira que se canta uma de Edu, são duas coisas diferentes. Vamos ver ao longo dos anos, se ele se sai melhor que o Edu, até agora tem realizado um ótimo trabalho, se mostrando bem articulado.

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Bom, tudo muito legal e tal, mas agora eu vou falar daquele pequeno probleminha: e o problema se encontra na quase ausência das influências da música brasileira que sempre fizeram do Angra uma banda única. Pois é... aqui elas praticamente somem da vista! Em álbuns como Angels Cry (1993), Holy Land (1996), Rebirth (2001), ou até mesmo no mini-álbum Hunters and Prey (2002) a gente vê claramente influências de ritmos como maracatu, berimbau, baião, entre outras coisas que caracterizam a música brasileira, até mesmo nos temas, como foi o caso do álbum Holy Land, que conta sobre o descobrimento do Brasil, mas aqui essas influências praticamente inexistem!

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Uma das coisas que sempre fez do Angra uma banda especial e única não era somente a voz de André em sua época, mas também a mistura do metal com essas influências brasileiras. Disse o Kiko Loureiro em uma entrevista, que elas estão aqui de alguma forma, mas estão muito escondidas, quase que somem da vista, seu limão ex-Dominó! Cadê? Não encontro! E isso, ao meu ver, fez o Angra se tornar qualquer outra banda de metal europeu, tudo bem que elas estão escondidas aqui, mas é tanto, que poderiam ser qualquer outra coisa! Eu espero que em um próximo disco elas estejam mais visíveis.

Bom, em retrospecto, Secret Garden é sim, um disco muito bom e que eu recomendo, grande retorno de uma das bandas brasileiras mais clássicas de metal que existem. Contudo, creio que a banda ainda tem a chance de gravar seu álbum definitivo com Lione na formação. Acredito que não foi dessa vez ainda. Com Matos, foi o Holy Land, com Falaschi, foi o Temple of Shadows (2004), ambos discos absolutamente sensacionais. Vamos ver o que o futuro reserva ao Angra.

Secret Garden (2015)
(Angra)

Tracklist:
01. Newborn Me
02. Black Hearted Soul
03. Final Light
04. Storm of Emotions
05. Violet Sky
06. Secret Garden (com Simone Simons)
07. Upper Levels
08. Crushing Room (com Doro Pesch)
09. Perfect Symmetry
10. Silent Call
* 5ª faixa da versão europeia: Synchronicity II (cover The Police)

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Disco bônus da versão japonesa:
01. Angels Cry
02. Nothing to Say
03. Waiting Silence
04. Time
05. Lisbon
06. Winds of Destination
07. Gentle Change
08. Unfinished Allegro
09. Carry On
10. Rebirth
11. Nova Era
* gravado ao vivo no 13º Loud Park festival em Saitama, Japão, 2013

Selos: JVC/Victor Entertainment (Japão); Universal Music (Brasil); Edel Music (EUA, Europa)

Angra é:
Fabio Lione: voz e teclados
Kiko Loureiro: guitarra, teclados
Rafael Bittencourt: guitarra, teclados, arte da capa
Felipe Andreoli: baixo
Bruno Valverde: bateria

Participações especiais:
Simone Simons: voz em "Secret Garden"
Doro Pesch: segunda vocal principal em "Crushing Room"

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Discografia anterior:
- Aqua (2010)
- Aurora Consurgens (2006)
- Temple of Shadows (2004)
- Rebirth (2001)
- Fireworks (1998)
- Holy Land (1996)
- Angels Cry (1993)

Site oficial: www.angra.net

(Para mais informações sobre música, filmes, HQs, livros, games e um monte de tralhas, acesse também meu blog:
acienciadaopiniao.blogspot.com.br)


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Sobre Ricardo Pagliaro Thomaz

Roqueiro e apreciador da boa música desde os 9 anos de idade, quando mamãe me dizia para "parar de miar que nem gato" quando tentava cantarolar "Sweet Child O'Mine" ou "Paradise City". Primeiro disco de rock que ganhei: RPM - Rádio Pirata ao Vivo, e por mais que isso possa soar galhofa hoje em dia, escolhi o disco justamente por causa da caveira da capa e sim, hoje me envergonho disso! Sou também grande apreciador do hardão dos anos 70 e de rock progressivo, com algumas incursões na música pop de qualidade. Também aprecio o bom metal, embora minhas raízes roqueiras sejam mais calcadas no blues. Considero Freddie Mercury o cantor supremo que habita o cosmos do universo e não acredito que há a mínima possibilidade de alguém superá-lo um dia, pelo menos até o dia em que o Planeta Terra derreter e virar uma massa cinzenta sem vida.
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