Stratovarius: "Eternal" não depõe contra a história da banda
Resenha - Eternal - Stratovarius
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 28 de setembro de 2015
Nota: 7 ![]()
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Eis que dentre os grandes lançamentos com que 2015 está brindando os fãs da música pesada, encontra-se o novo petardo dos finlandeses do Stratovarius carregando com dignidade a bandeira do metal melódico.
"Eternal" é o sucessor do bom "Nemesis", de 2013, e veio com a missão de mostrar que a banda ainda faz boa música, apesar de continuar pecando um pouco nos quesitos originalidade e inovação, sendo esse o disco mais repetitivo dessa nova fase; no entanto, gostaria de dizer que considero esses "deslizes" perdoáveis em se tratando de Stratovarius, uma vez que a banda é uma das pioneiras dentro do estilo e acredito ter todo direito de se manter fiel ao gênero que ajudou a fundar. Fica no entanto, ao fim da audição, uma pequena sensação de "mais do mesmo".

O que podemos dizer da música, analisada dentro da proposta, é que a banda continua competente e talentosa, sendo "Eternal" mais um item que tem tudo para agradar os fãs, sejam os da fase pós Timo Tolkki, os da fase antiga, ou, como eu, aos fãs de ambas. E para aqueles que não gostam de metal melódico, definitivamente não vai ser esse que os fará mudar de ideia
O álbum inicia com "My Eternal Dream", uma típica faixa de abertura "stratovariana", rápida, épica, com bumbo duplo e solos cheios de arpejos velozes tanto nas guitarras quanto teclados. É uma boa música, mas exatamente igual a outras 30 musicas da banda. È a partir da segunda faixa, "Shine in the Dark" que realmente as coisas começam a esquentar, com um refrão absurdamente grudento, daqueles que escutamos uma vez e já decoramos a melodia.

Entre os demais destaques, podemos citar as faixas: "Lost Without a Trace", cadenciada, com ótimas melodias vocais, e com elementos de progressivo; "Feeding the Fire", com excelentes riffs de guitarra; "Few Are Those", pelo refrão marcante; "Fire in Your Eyes", a balada do disco, como não poderia faltar; e "Lost Saga", um épico de 11 minutos, que alterna momentos mais calmos com outros mais pesados.
Enfim, um bom disco que não depõe contra a história da banda, ainda que não seja uma obra prima e não figure na lista dos grandes discos do grupo.
Tracklist
1. "My Eternal Dream"
2. "Shine in the Dark"
3. "Rise Above It"
4. "Lost Without a Trace"
5. "Feeding the Fire"
6. "In My Line of Work"
7. "Man in the Mirror"
8. "Few Are Those"
9. "Fire in Your Eyes"
10. "Lost Saga"
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Banda
Timo Kotipelto – vocals
Matias Kupiainen – guitar, production
Jens Johansson – keyboard
Rolf Pilve – drums
Lauri Porra – bass guitar
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