UFO: O adeus ao Space Rock com o "Flying"
Resenha - Flying - UFO
Por Leonardo M. Brauna
Postado em 07 de julho de 2015
Nota: 8 ![]()
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Verdadeiramente inserido no Rock’n’Roll com melodia impactante e sentimental de seus compositores, este álbum é tido para muitos críticos como "uma vitrine da façanha de seus criadores". Suas cinco músicas vão da psicodelia tão venerada nos anos sessenta ao Blues Rock que daria forma ao Hard Rock dos anos setenta.
‘Flying’ que em algumas versões vem acompanhado do subtítulo ‘Space Rock’ ou ‘One Hour Space Rock’, é um verdadeiro sinônimo da complexidade musical moderna, especialmente de Mick Bolton que progrediu consideravelmente como guitarrista em relação ao primeiro álbum, ‘UFO 1’ de 1970. Em 1972, misteriosamente o emergente guitarrista (não passou disso, infelizmente) e futuro cunhado do baterista da banda, Andy Parker, deixou o UFO e a vida profissional de músico, mas conta-se que em 1980 ele voltou a trabalhar com a banda como técnico de guitarra na turnê de ‘No Place To Run’, lançado naquele mesmo ano.
‘Prince Kajuku’ se tornou um grande hit na Alemanha chegando a despontar no 26º lugar das paradas germânicas. Até aqui o grupo não tinha alcançado o prestígio merecido em seu país, Inglaterra, mas no Japão já era "endeusado" tanto que foi lançado o álbum ao vivo ‘Live’ (1971) apenas lá, posteriormente lançado em outros países como ‘Lands In Tokio’ ou ‘Live In Japan’ em 1972 –, este acabou por se tornar o último trabalho definitivo com Bolton.
Em 2008, uma reedição de ‘Flying’ saiu com a música bônus ‘Galactic Love’, originalmente lançada em um compacto na Alemanha em 1971. Há quem diga que a melhor fase da banda termina aqui, outros já a acham muito ácida e fora do padrão apresentado no ‘debut’, mas por que não dizer que o UFO se superou na forma de fazer música?
Apesar de um conteúdo rico e expressivo, o líder e vocalista Phill Mogg resolveu arriscar um novo direcionamento para a banda ajudado convenientemente pela saída do ex-companheiro Mick Bolton e, com isso, tendo a colaboração de alguns guitarristas que posteriormente ficaram aclamados, como Larry Wallis (que gravou o primeiro álbum do Motörhëad, ‘On Parole’) e Bernie Marsden (ex-Whitesnake) que ficou até à chegada de Michael Schenker, mas isto é outra bela história!
Selo: Beacon Records.
PHIL MOGG – vocal;
MICK BOLTON – guitarra;
PETE WAY – baixo;
ANDY PARKER – bateria.
Track List:
01 – Silver Bird;
02 – Star Storm;
03 – Prince Kajuku;
04 – The Coming Of Prince Kajuku;
05 – Flying;
06 – Galactic Love (bonus).
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