Muse: "Drones" certamente vai cair na graça dos fãs
Resenha - Drones - Muse
Por Cristiano Alves
Postado em 04 de junho de 2015
Ontem, os fãs do Muse puderam parar com a pergunta "O Drones já vazou?". Não é novidade pra ninguém, que o disco do trio inglês vazou. E juntou vieram as críticas. Conforme prometido por Matt Bellamy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard, o álbum volta ao básico: guitarra, baixo e bateria. O trio acertou em cheio no conceito, todas as faixas (sim, TODAS) tem um papel importante na construção de Drones. Porém, não era esperado baladas ao mesmo estilo de algumas que não haviam agradado nos últimos discos (Sim, "Big Freeze" do "The 2nd Law", e "Guiding Light" do "The Resistance").

Dead Inside é o primeiro single, e possui uma instrumentação já característica da banda. A canção é bem ao estilo de "Undisclosed Desires". O baixo, é o destaque. Mesmo com os efeitos eletrônicos e uma lavada "simples", Chris acha o seu lugar. O solo de guitarra lembra o de "Madness".
Drill Sergeant traz o ouvinte para o universo de Drones, além de preparar para o que vem em seguida.
Psycho é um soco na sua cara. É a música que você vai cantarolar o dia inteiro, e vai ficar maluco quando estiver ouvindo. Matt aproveitou o riff que toca há muito tempo ao fim de "Stockholm Syndrome", riff este bem Rock N´ Roll (olha o AC/DC aí). Dom e Chris trabalham bem nesta canção, inclusive há um solo de contrabaixo após o refrão. A letra fala de lavagem cerebral, mas na prática, mais abre os seus olhos do que lhe torna um "drone humano".

Mercy, ou se preferir "Starlight" 2.0, ou ainda "Follow" 2.0, te dá um alívio e faz curativos onde foi socado na última faixa. Balada tranquila e com coros que lembram Queen (não vai ser a última vez que falo isso). Boa música.
O Muse esqueceu de te dar chutes, então vem Reapers. Aí quando começa a intro você já pensa "É Gene Simmons, o rock não morreu". Música sensacional. Dom arrebenta na bateria, uma levada até "convencional", mas perfeita. Conduz toda música. O tapping na guitarra dispensa comentários, e o riff do refrão também. O final da canção é perfeito para o conceito do disco. Aos gritos de "Aí vêm os Drones!", sirenes tocam, é um alerta de que os Drones vão matar você.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Não é por acaso que The Handler, é a canção favorita de Chris e Dom. Outra faixa excelente. Matt brilha nos falsetes mais uma vez, e o riff da guitarra é muito bom. Chris faz um bom trabalho, baixo bem marcante, nos dá de brinde um belo solo no verso que precede um refrão que não existe (não tive capacidade definir melhor, me perdoem).
JFK é outro interlúdio. Ao discurso John Kennedy, te prepara para a segunda metade do disco.
Defector é a obra prima. É a música que você vai colocar pra repetir pois não acreditou no que ouviu. Mais uma música com bastante influência de Queen (falei que não era a última). Power trio funciona muito bem. Boa condução do Dom, destaque para viradas e break do refrão. A melhor música do disco.

Revolt traz o fantasma Big Freeze. A canção é extremamente pop. Tem um papel fundamental no conceito do disco, mas deixa muito a desejar. Destaque é o vocal de Matt com ótimos falsetes.
Aftermath é a balada romântica que "Explorers" não conseguiu ser. Uma balada muito tranquila, com guitarra marcante. Se você etava saindo da atmosfera de Drones, o vocal grave de Matt ao início te puxa de volta.
The Globalist, é uma boa canção, mas deixa a desejar. Você verá muitos Muses durante os 10 minutos desta faixa. No início o destaque são a orquestra e slide blueseiro da guitarra. A música vai crescendo, Dom conduz bem a música mais uma vez. Chega o riffão com distorção, e você cai pra trás. Uma contagem regressiva começa e a música explode. Você vai pensar "caramba, então como este cara diz que Defector é a melhor do disco?". Este cara diz isso pois este trecho progressivo dura poucos minutos. E volta o piano e orquestração. Depois da parte pesada, você vê que a música podia ser muito mais. Não se iluda, o riff não vai voltar.

Drones é um canto gregoriano de quase três minutos. Deveria ser muito mais por ser a faixa que dá nome ao disco.
Este é Drones. O final realmente nos deixa decepcionados, pois a banda poderia fazer mais e melhor. Mas não tira os méritos das demais canções. Drones é um excelente disco, certamente vai cair nas graças dos fãs.
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