Dödsvarg: Sem impor limites à criatividade
Resenha - Glädjedödaren - Dödsvarg
Por Vitor Franceschini
Postado em 25 de março de 2015
Nota: 8 ![]()
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O cara quando resolve fazer algo sozinho quase sempre o faz porque não quer impor limites à sua criatividade, isso é fato. O Dödsvarg é um desses casos, e quem comanda a coisa aqui é o sueco Jon Ekström, responsável por praticamente tudo, com exceção da masterização que ficou por conta de Brad Boatright, no Audiosiege.
Este segundo petardo de estúdio desta one-man-band traz em sua proposta um som focado no Industrial que flerta com Black Metal, Punk, HC e até Groove Metal em certos momentos. E pela descrição do perfil do projeto no Bandcamp, é essa mesmo a intenção do músico.
O mais interessante é que o negócio dá certo. Não de primeira, mas conforme for ouvindo mais e mais, coisas novas fluem e percebe-se muita qualidade no trabalho. Um ponto característico é como Ekström conseguiu dar vários climas diferentes nas composições.
Momentos mais ‘grooviados’ (com nítida influência de Nailbomb) aparecem e logo dão espaços para climas mais densos, que chegam a incomodar (no bom sentido). Há momentos mais agressivos e outros mais melancólicos, angustiantes também. Enfim, um nó na cabeça do ouvinte.
Vários vocalistas participam do trabalho e o grande destaque é Samuel Skoog que engata um gutural na metalizada faixa Ångest och vrede. Amantes do Sepultura da fase ‘Roots’ pra frente irão se deliciar com Outhärdligt e sua pegada pesada cheia de ‘groove’. Destaque também para Glädjens paradise e toda sua fúria.
Muito interessante é o tempo das composições que muitas vezes não passa de 2 minutos e Ekström, mesmo assim, consegue explorar bastante as músicas. Algumas faixasc desnecessárias como I kolgruvorna e Skall slås i spillror, essa última com elementos hip hop, são dispensáveis. Mesmo assim, um trabalho bem interessante.
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