Bob Dylan: Ele foi muito bem sucedido em sua empreitada

Resenha - Shadows In The Night - Bob Dylan

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Claudinei José de Oliveira
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Álbum lançado, em 2015, por Bob Dylan, com regravações de "standards"gravados anteriormente por Frank Sinatra.

Rolling Stone: dissecando a lista de 500 Maiores MúsicasMetal contra o câncer: festival aceita "cabelo" como ingresso

Desde o final da década de 1990, quando lançou "Time Out Of Mind" e, segundo a crítica especializada, voltou a produzir conteúdo autoral relevante, Bob Dylan assumiu de vez a estética sonora à qual sempre afirmou pertencer: o rock'n'roll da década de 1950, particularmente o produzido na gravadora Sun Records, onde Elvis Presley iniciou sua carreira.

Nas sessões que gravou na Sun, Elvis despiu "Blue Moon", um "standard" do cancioneiro norte-americano, de todo e qualquer adereço, expondo, num minimalismo arrebatador, a alma da canção. Guardadas as devidas proporções, é este o caminho tomado por Bob Dylan no álbum "Shadows In The Night", tanto que, ao divulgá-lo, em seu "site", afirmou que o maior desafio foi "traduzir" canções gravadas originalmente com orquestrações de até quarenta músicos para a formação de cinco músicos de sua banda de apoio.

Ao todo, são dez "standards" gravados anteriormente por Frank Sinatra e, ao ouvi-los, pode-se dizer que Dylan foi bem sucedido em sua empreitada. Isto não significa preterir o trabalho de Sinatra em relação ao seu: são ângulos muito diferenciados.

A sustentação do álbum se dá pela presença da "steel guitar", cumprindo a função das orquestrações originais e, assim, atribuindo às canções um caráter mundano. É o clima de espelunca de beira de estrada, de músicos curtidos pelo pó do caminho, do qual Dylan e sua banda em sua Turnê Sem Fim são tão íntimos, que tira as canções do sossego dos catálogos de colecionadores a as joga no vórtice da vida. Não há beleza na interpretação de Dylan. Não esta beleza previsível à qual nossos ouvidos estão acostumados.

Tracklist do CD:
1."I'm a fool to want you"
2."the night we call it a day"
3."Stay with me"
4."Autumm leaves"
5."Why try to change me now"
6."Some enchanted evening"
7."Full moon and empty arms"
8."Where are you?"
9."What'll I do
10."That lucky old sun"




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Bob Dylan"


Rolling Stone: dissecando a lista de 500 Maiores Músicas

BeatBeat
Um termo conhecido mas que poucos conseguem definir

Total GuitarTotal Guitar
Os melhores e piores covers da história

VinilVinil
Quais são os dez discos mais valiosos do mundo?


CâncerCâncer
Festival aceita "cabelo" como ingresso

Coincidência?Coincidência?
Riffs e trechos de músicas semelhantes no rock/metal

O tempo não paraO tempo não para
Fotos do antes e depois de alguns rockstars

As regras do Thrash MetalSimplicidade é para os falsos: o nome de banda mais complicado do mundoDio: paz com Sabbath o fez "concluir círculo" antes de morrer, diz WendyKorn: veja o filho de Robert Trujillo tocando com a banda

Sobre Claudinei José de Oliveira

Claudinei José de Oliveira é graduado em História e aproveita o tempo vago para ouvir, ler e escrever rock'n'roll e conversar com seus cachorros. Criou e mantém o blog rollandorocha.blogspot.

Mais matérias de Claudinei José de Oliveira no Whiplash.Net.

adGoo336|adClio336