Noturnall: DVD do primeiro show como se fosse o milésimo
Resenha - First Night Live - Noturnall
Por Vitor Franceschini
Postado em 28 de dezembro de 2014
Nota: 8 ![]()
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O Noturnall surgiu grande e polêmico. Contando com um verdadeiro ‘dream team’ do Metal nacional, a banda surgiu das cinzas do Shaman e nunca engatinhou. O primeiro álbum trouxe músicos revitalizados e composições de grande impacto abrangendo o Power e o Prog Metal.
Enquanto muitos ainda criticam, a banda segue trabalhando e o mais novo lançamento, enfim, é o prometido DVD gravado no primeiro show da banda realizado no Carioca Club na capital paulista. O evento foi beneficente, onde foi arrecadados alimentos, brinquedos e fraldas para a Casa Hope (de apoio à criança com câncer), portanto foi um ‘sold out’ perfeito para a ocasião, além de unir o útil ao agradável.
Mostrando um show intimista, captado por cerca de vinte câmeras, o Noturnall fez uma apresentação que parecia tudo, menos se tratar de um primeiro show. Com bom entrosamento, a banda disparou suas canções fortes com destaque para a No Turn At All abrindo o show de forma enérgica e Inferno Veil.
Mas, as faixas citadas não resumem o show, muito legal, por sinal. A participação de Luiz Fernando Venturelli no cello tocando Last Wish trouxe mais surpresas como a execução de Symphony of Destruction (Megadeth), que ficou muito boa com arranjos muito bem encaixados.
A outra participação, já anunciada, de Russel Allen (Adrenaline Mob, Symphony X) na faixa Nocturnal Human Side também trouxe surpresas como Stand Up And Shout (Dio) onde o americano canta sozinho e War Pigs do Black Sabbath voltando a dividir os vocais com Thiago Bianchi.
A presença de palco dos músicos já é conhecida, sendo que Thiago possui muita técnica e é cheio de expressões (caretas, né?), enquanto Aquiles destrói seu kit e Fernando Quesada agita bastante. O tecladista Juninho Carelli se mostra versátil, enquanto Léo Mancini é o mais tímido (ou menos agitado?), demonstrando muita técnica.
O resultado final é muito bom, com um público participativo (teve até um ‘wall of death’ meia-boca) e banda empolgadíssima. Ainda há vários bônus como dois Making of´s sendo um de bastidores e fãs (o mais interessante) e um mais comercial, divulgando um endorser.
Há também imagens da banda na estrada, além de uma performance do tecladista Juninho em uma peça hilária (não por parte dele). Os três clipes que a banda lançou, incluindo o cover de Woman In Chains (Tears For Fears) fecham essa parte, mostrando que a banda teve o bom senso de não disponibilizar a hoje desnecessária e ‘enchedora’ de lingüiças ‘galeria de fotos’. Atende as expectativas!
http://www.noturnall.com/
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