Rolling Stones: Parte esquecida da história da banda

Resenha - Live at Max - Rolling Stones

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Por Leonardo Inácio Nunes
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Nota: 7


O ano era 1990, a turnê escolhida Urban Jungle e a banda ainda contava com Bill Wyman. Após o disco Steel Wheels, porém antes da badalada Voodoo Lounge Tour, os Stones registraram alguns de seus maiores shows em Live at Max. Parte esquecida da história da banda, a gravação é realmente cativante.

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Concerto-filme lançado em 1991, Live at Max faz parte de um projeto dos Rolling Stones para apresentação de seu trabalho no formato IMAX. Aos leigos, trata-se de tecnologia que tem a capacidade de mostrar imagens muito maiores em tamanho e resolução que os sistemas convencionais de exibição de filmes. Uma aposta na época, a repercussão não foi das maiores, no entanto, sobre a apresentação musical não há do que reclamar.

Com gravações feitas na perna europeia da Urban Jungle Tour, o filme mescla imagens de shows realizados em Londres, Turim e Berlim. São 89 minutos, com direito a 16 faixas, que mostram a destreza da banda em performances para a multidão. Vê-se a afirmação do legado dos BEATLES, seguido pelo QUEEN e também pelo U2, sobre shows em estádios, deixando claro os rumos que as produções tomariam naquela década.

Selecionar "play" é garantir a próxima uma hora e meia. Ainda que alguns trechos distraiam quem assiste, já que a cada canção há alguma novidade para se entreter. Apesar da não utilização de recursos de vídeo, a utilização das luzes e o carisma da banda e seus auxiliares são elogiáveis. Como sempre, no entanto, o destaque é do vocalista, Mick Jagger, que corre para todos os lados. Mas é claro, Keith Richards não passa despercebido. Em Live at Max, Keith é vocalista em "Happy", originalmente captada na Berlim Oriental.

Vale dizer não apenas os Rolling Stones merecem os holofotes nesta gravação. "You Can't Always Get What You Want", que conta com apoio dos demais artistas presentes, é imperdível. Em "Honky Tonk Woman", é bom ficar atento, porque duas simpáticas senhoritas visitam a mega-estrutura da Urban Jungle. "Paint Black", décima faixa, é certamente um dos pontos altos. E claro que a equipe de edição também caprichou com a utilização de filtros em "2,000 Light Years From Home".

Obviamente "(I Can't Get No) Satisfatition" está presente na set-list, dessa vez encerrando o trabalho. Não há como deixar de destacar a abertura, "Continental Drift" e "Star Me Up" são boas pedidas. Outros clássicos como "Ruby Tuesday", "Sympathy For The Devil" e "Brown Sugar" simplesmente devem ser assistidos.

Como se vê, é pouco possível que após uma apresentação dos Stones, destaque-se apenas uma música. Live at Max é prova disso. Das poucas críticas, os rápidos 89 minutos podiam ser mais extensos. Se acompanhado em versão digitalmente remasterizada, a experiência é potencialmente melhorada. Pouco vendido, há quem encontre por preço muito bom depois de alguma pesquisa. Por isso vale a pena ter na estante!

Set-List:

1.Opening Logos
2."Continental Drift"
3."Start Me Up"
4."Sad Sad Sad"
5."Tumbling Dice"
6."Ruby Tuesday"
7."Rock and a Hard Place"
8."Honky Tonk Women"
9."You Can't Always Get What You Want"
10."Happy"
11."Paint It Black"
12."2000 Light Years from Home"
13."Sympathy for the Devil"
14."Street Fighting Man"
15."It's Only Rock 'n Roll (But I Like It)"
16."Brown Sugar"
17."(I Can't Get No) Satisfaction"
18.End Credits




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Sobre Leonardo Inácio Nunes

Paranaense do Norte Pioneiro e estudante, ouve rock desde pequeno. Ouvinte fanático do U2, é signatário do movimento pós-punk. Acompanha também bandas clássicas, como Rolling Stones, Rush, Led Zeppelin e Queen. Da nova guarda, escuta rock alternativo e progressivo.

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