Slipknot: Um gigante que parece mais forte do que nunca

Resenha - 5: The Gray Chapter - Slipknot

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Por Júlio César Tortoro Ribeiro, Fonte: Blog Its Electric
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Goste ou não o Slipknot é um dos maiores nomes do Heavy Metal dos últimos anos, a banda que assombrou o mundo da música pesada com uma estética sonora pouco convencional foi se transformando ao longo dos anos, do New Metal do debut Slipknot (1999) passou a soar extremamente brutal em Iowa (2001), encontrou melodias e estruturas mais tradicionais com solos de guitarras em Vol3 (2004) e viajou entre os extremos da calmaria a brutalidade em All Hope Is Gone (2008).

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Muita coisa aconteceu desde o disco de 2008, a morte do baixista e fundador Paul Gray e a saída conturbada de um dos pilares da banda, o baterista Joey Jordison poderia marcar o fim do Slipknot, porém eles juntaram os cacos e lançaram o quinto capitulo dessa história.

Essa introdução é importante para entender .5 The Gray Chapter, que esteticamente consegue fundir os quatro discos anteriores, as estruturas desconstruídas, niilistas e furiosas do debut e Iowa dão as caras, assim como os solos de guitarra, melodias e o ar melancólico de Vol 3 e All Hope Is Gone se fazem presente.

A nova empreitada do Slipknot é pretensiosa e foi idealizada para ser o disco que colocará a banda no topo de sua carreira, tarefa complicada, mas se não conseguiu seu objetivo chegou bem perto. .5 The Gray Chapter é um grande registro.

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Apesar de todo o peso e sujeira, o Slipknot sempre primou por estruturas conceitualmente complexas, a música é pouco convencional, mas brilha em momentos que combinam um turbilhão de emoções como a melancólica e agonizante abertura com XIX que serve de introdução para a caótica Sarcastrophe, que parece ter saído do debut Slipknot, um começo forte e empolgante.

Mais uma pedrada vem na sequencia com a thrash AOV que já caiu no gosto dos fãs os efeitos de Craig Jones complementam as guitarras da dupla James Root e Mick Thomson, vale destacar a bateria enfurecida do batera (especula-se que seja Jay Weinberg) que substitui Jordison.

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The Devil In I foi divulgada antes do lançamento fazendo uso dos vocais limpos de Corey Taylor, que brilha com sua voz bem postada e um refrão bem fácil, a música feita para suceder Duality e Psychosocial. Killpop explora novas sonoridades com muita melodia aliada ao ritmo e percussão de Shawn Carhan,Chris Fehn e do misterioso batera, destaque para o grande solo de guitarra.

Dando sequencia vem a esquistona e barulhenta Skeptic recheada de efeitos e distorções se aproximando do que faziam no inicio da carreira, Lech da continuidade ao padrão desconstrutivo da faixa anterior, um metal industrial furioso recheado de acordes dissonantes, a calmaria se faz presente com a bem arranjada Goodbye.

Seguindo viagem no universo doentio dos mascarados, Nomadic é o retorno aos tempos do aclamado Vol 3, linhas de vocais grudentas de Taylor aliada ao timbre sujo das guitarras de Root e Thomson que despejam bons solos, guitarras essas que brilham em The One That Kills The Least e sua alternância angustiante entre calmaria e agressividade, uma das melhores do disco.

Custer chuta tudo para o alto trazendo o Slipknot mais enlouquecido do que nunca, os grooves do baixo carregam os efeitos e percussões montando uma massa sonora impiedosa como um rolo compressor, a breve Be Prepared For Hell introduz outro massacre, o primeiro single The Negative One presenteia o ouvinte com mais uma aula de Metal Industrial. Para fechar o disco, a sombria e melódica If Rain Is What You Want encerra com competência um dos discos mais empolgantes de 2014.

Para quem acha que só as bandas clássicas fazem Heavy metal de qualidade é bom atualizar suas playlists e coleções, o Slipknot é um gigante que parece mais forte do que nunca.

.5 The Gray Chapter (2014)

XIX
Sarcastrophe
AOV
The Devil In I
Killpop
Skeptic
Lech
Goodbye
Nomadic
The One That Kills The Leaste
Custer
Be Prepared For Hell
The Negative One
If Rain Is What You Want

A Banda

(#0) Sid Wilson – turntables
(#3) Chris Fehn – percussão, backing vocals
(#4) Jim Root – guitarra, baixo
(#5) Craig "133" Jones – sampler, teclado
(#6) Shawn "Clown" Crahan – percussão, backing vocals
(#7) Mick Thomson – guitarra, baixo
(#8) Corey Taylor – vocal

Alessandro Venturella - baixo
Jay Weinberg (provavelmente, mas ainda não confirmado pela banda) - bateria


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