Slipknot: Fúria e melodia é o que resume o novo álbum!
Resenha - 5: The Gray Chapter - Slipknot
Por Edilson Luiz Piassentini
Postado em 08 de novembro de 2014
A princípio, a dúvida que girava em torno de um novo álbum do Slipknot, além de imaginar como o mesmo iria soar, era como a banda iria se comportar sem o baixista Paul Gray e o baterista Joey Jordison. Pois bem, os dois novos músicos, Alessandro Venturella (baixista) e Jay Weinberg (baterista), por mais que os lideres da banda não confirmam suas identidades, deram conta do recado de forma espetacular.
A banda se reconstruiu, e "5 The Gray Chapter" pode ser considerado um dos melhores álbuns lançados pela banda. A evolução e o amadurecimento musical é evidente, mas sem deixar o lado agressivo que sempre foi marca registrada do Slipknot.
Fúria e melodia, é assim que podemos resumir esse novo álbum!
XIX é uma introdução muito diferente do que estamos acostumados a ouvir nos álbuns do Slipknot. Sons sombrios e psicodélicos, acompanhado de um violão e a voz raivosa de Corey Taylor que soa mais como um desabafo e nos prepara com o que vem a seguir.
Sarcastrophe abre com um clima de mistério dando lugar em seguida as guitarras distorcidas e uma bateria e percussão com uma pegada arrasadora e direta. Os vocais agressivos de Corey Taylor estão presentes por toda a canção, mesclando com a atmosfera insana da música!
Em seguida, a furiosa AOV mostra que os "garotos' de Des Moines-Iowa não estão para brincadeira. Um começo de tirar o fôlego. Bateria avassaladora, muito peso e agressividade, e uma caída sensacional no meio da música com ótimas linhas de baixo e teclado. Destaque para o refrão melódico com a voz limpa de Corey Taylor!
The Devil In I é o primeiro single oficial do álbum, que ganhou um excelente e bem produzido videoclipe. Uma música bem melancólica, com ares de tristeza e um refrão muito bem encaixado, para se decorar na primeira ouvida!
A seguir, Killpop vem com uma batida mais cadenciada com elementos eletrônicos, com belos trabalhos de percussão, baixo e teclado. Corey canta de forma mais melódica, mas claro, sem deixar de lado seus momentos de fúria também!
Skeptic é o momento de homenagem ao baixista Paul Gray, conforme diz os versos "Ele foi o melhor de nós / O mundo nunca vai ver um filho da mãe tão louco como você / O mundo nunca vai ter um cara tão incrível como você". Uma faixa com um clima furioso ao melhor estilo Slipknot! A linha de bateria nessa música é extremamente técnica, principalmente com os trabalhos de pedal duplo!
Em sequencia, Corey Taylor da abertura em seu melhor estilo agressivo para a pesada Lech. A música tem vários efeitos que criam um clima sombrio e um instrumental violento!
Goodbye é um semi-balada. Um clima de despedida com vocais melódicos de Corey nos prepara para a próxima parte da música recheado de guitarras e um trabalho magnifico de bateria, sem perder o clima de sofrimento que a faixa nos propõe.
A seguir Nomadic nos lembra faixas do álbum IOWA, com riffs cortantes e solos de guitarras avassaladores, um refrão que alterna entre vocais melódicos e gritados.
The One That Kills The Least inicia com guitarras melódicas e belas linhas vocais, seguida de um trabalho de bateria extremamente técnico e furioso, com um refrão suave!
"Titité, titité, tititétété" e sai quebrando tudo! Sim, a faixa Custer dá essa sensação. Muito peso e um refrão extremamente furioso, daqueles que dá vontade de sair chutando tudo o que tem pela frente! O grande destaque fica para o baixo distorcido e as percussões. Agressividade do começo ao fim nessa faixa!
Be Prepared For Hell é aterrorizante e cheia de efeitos e serve como uma introdução para a The Negative One.
The Negative One foi a primeira música disponibilizada para "degustação". Muito peso, batida seca, vocais agressivos, e efeitos alucinantes! Destaque para a passagens avassaladoras de bateria durante a música! Mais um dos pontos altos do álbum! A faixa teve um clipe produzido por Shawn Crahan!
A última música If Rain Is What You Want e carregada de sentimentos melancólicos e com uma levada cadenciada, e com um refrão que alterna vocais melódicos e rasgados!
"5 The Gray Chapter" veio para marcar um novo recomeço da banda, e para mostrar que o Slipknot está mais vivo do que nunca!
Corey Taylor cantando cada vez melhor, mesclando melodia e agressividade de forma sensacional, a dupla perfeita de guitarras Jim Root e Mick Thomson em perfeita sintonia, o Dj Sid Wilson e o tecladista Craig Jones com a criação da atmosfera sombria, Chris Fehn e Shawn Crahan com as avassaladoras percussões e vocais de apoios raivosos, e Alessandro Venturella (Baixo) e Jay Weinberg (Bateria) completam com uma cozinha de tirar o fôlego!
Tudo isso para um único propósito. Um álbum coeso, superando as expectativas, e o melhor, com grande possibilidade para figurar entre os melhores álbuns de 2014!
Nota: 10
Slipknot - 5 The Gray Chapter
Ano: 2014
Gravadora: RoadRunner Records (importado)
Tracklist:
-XIX
-Sarcastrophe
-AOV
-The Devil in I
-Killpop
-Skeptic
-Lech
-Goodbye
-Nomadic
-The One That Kills the Least
-Custer
-Be Prepared for Hell
-The Negative One
-If Rain Is What You Want
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