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Possessed: 29 anos de um legitimo pilar do Death Metal

Resenha - Seven Churches - Possessed

Por David Torres
Em 18/10/14

Formado em 1983, o Possessed surgiu na famosíssima Bay Area de São Francisco , Califórnia (EUA), o paraíso das bandas de Thrash Metal e em 16 de outubro de 1985, lançaram através da Combat Recods aquele que seria considerado por muitos o primeiro álbum de Death Metal da história, o seminal "Seven Churches", uma verdadeira bíblia músical do Metal Extremo mundial. "Seven Churches" é um disco que dispensa apresentação para qualquer ouvinte de Metal Extremo e é indiscutivelmente um dos discos mais importantes já gravados nesse seguimento. Agora, esse grande petardo da brutalidade completa o seu aniversário de 29 anos e nada mais justo que falar um pouco a respeito dessa grande obra-prima, não é mesmo?

A primeira faixa do álbum é o "hino" "The Exorcist" e uma introdução abre esse "debut" de uma forma altamente atmosférica. Quem é cinéfilo ou fã de filmes de terror rapidamente vai notar que a introdução é uma bela releitura do tema do clássico do terror "O Exorcista". Eis que a introdução se encerra e logo temos um verdadeiro assalto de guitarras estridentes, uma bateria destruidora e vocais rasgadíssimos que já servem pra mostrar o que aguarda o ouvinte ao longo do registro. Logo de cara nós temos viradas sensacionais de andamento, "riffs" implacáveis, uma "cozinha" formidável e pesadíssima de baixo e bateria e um vocal extremamente furioso muito diferente do que se ouvia e conhecia naquela época. Bandas como Hellhammer e Celtic Frost já se tinham os primeiros vocais urrados e guturais da história da música pesada, entretanto, os vocais de Jeff Becerra indubitavelmente foram uma grande evolução na época.

Sem perder tempo, é a vez de "Pentagram" pôr mais "lenha na fogueira". Uma voz gutural logo abre espaço para uma sequência esmagadora de palhetadas nervosas da dupla de guitarristas Mike Torrao e Larry Lalonde. Novamente temos levadas brilhantes de bateria e um fantástico desempenho de todos os músicos. "Burning in Hell" vem logo em seguida e novamente não decepciona, sendo mais uma composição furiosa e visceral, mantendo o mesmo padrão das faixas anteriores. Abrindo com um breve solo de guitarra, "Evil Warriors" possui um andamento ainda mais veloz e empolgante, novamente entregando "riffs" sujos e cortantes, acompanhados de solos velozes, bateria frenética e vocais sempre agressivos e estridentes.

Logo após, é a vez da faixa título surgir. "Seven Churches" tem um início cadenciado que apenas serve para preparar o ouvinte para mais uma sucessão brutal de "riffs" e variações rítmicas insanas. A ótima "Satan's Curse" dá continuidade ao massacre e novamente implode os alto falantes e os tímpanos do ouvinte com seu ritmo explosivo e sujo. Os "riffs" continuam tão furiosos quanto os das primeiras faixas e a banda jamais perde a mão, promovendo o seu "banho de sangue musical" com exímio.

"Holy Hell" e "Twisted Minds" não passam despercebidas e possuem guitarras pesadíssimas, vocais bem encaixados e uma "cozinha" altamente sanguinária. "Fallen Angel" é outro grande ponto do álbum, abrindo com o som climático de sinos, acompanhado de forma sutil pela banda e logo abrindo espaço para mais uma destruição infernal, no melhor sentido da palavra, é claro! E a banda não poderia ter escolhido uma faixa mais apropriada para encerrar o trabalho do que a icônica "Death Metal", canção que recebe nada mais, nada menos do que o nome da vertente da qual a própria banda desenvolvia no registro. Precursor do Death Metal, "Seven Churches" é um dos muitos álbuns que não pode faltar na coleção de um apreciador de Metal Extremo. Um legítimo disco de cabeceira que ajudou a revolucionar ainda mais o Metal e a música pesada em geral.

01. The Exorcist
02. Pentagram
03. Burning in Hell
04. Evil Warriors
05. Seven Churches
06. Satan's Curse
07. Holy Hell
08. Twisted Minds
09. Fallen Angel
10. Death Metal

Jeff Becerra (Vocal e Baixo)
Mike Torrao (Guitarra)
Larry Lalonde (Guitarra)
Mike Sus (Bateria)


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Sobre David Torres

Formado em Propaganda & Marketing, se autodenomina "Fanfarrão" graças ao seu senso de humor e modo de enxergar o mundo à sua volta. Apaixonado por filmes de terror, quadrinhos e bandas como D.R.I., Faith No More e Napalm Death, escreve também para o blog Blasting Noise Fanzine. Possui muitos sonhos, dentre eles dar início a um projeto de grindcore.

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